Vida de Adoração

O que seria uma vida de adoração? Quando se diz isso, as pessoas já imaginam um monte de gente dentro da Igreja todos os dias. Mas adorar a Deus é mais que isso. Beeeem mais.

Certa vez ouvi uma definição de adoração que achei maravilhosa: “adorar a Deus é fazê-Lo sorrir”. De vez em quando me pego pensando se tenho feito Deus sorrir com minhas atitudes. E não é só com atitudes dentro da Igreja ou no meio dos meus irmãos. É EM TODO O TEMPO.

Uma forma de adorar a Deus é dando bom testemunho no meio onde você vive, sabe? Desde as coisas mais simples (como devolver os centavos que vieram a mais no troco), às mais complexas (não levar aquela bike bonitona só porque ela está no bicicletário sem cadeado). Como cristãos, devemos sempre fazer as coisas certas -mesmo que mais ninguém as faça- e não fazer coisas erradas -mesmo que todo mundo faça.

Sim, é chatinho e não é fácil ser o certinho o tempo todo. Mas é a forma que Deus quer que vivamos nossas vidas: dando o exemplo.

Esses dias, conversando com Leandro, falamos sobre o comportamento de alguns alunos meus. Os adolescentes, de modo geral, não largam seus smartphones de jeito nenhum, nem durante as aulas. O professor está explicando o conteúdo e eles continuam com seus fones nos ouvidos prestando atenção em seus aparelhos. Se você é cristão e faz isso, além de falta de respeito com o profissional que está à sua frente, é mau exemplo para os ímpios que te cercam. Como cristãos, precisamos abrir mão de nossos smartphones não só durante os cultos mas também no decorrer das aulas no Colégio.

O bom testemunho é dado nos pequenos detalhes de nossa vida diária. O amigo não crente observa e percebe que VOCÊ age de forma diferente, até que ele percebe que essa diferença é a vida de adoração que você realmente vive.

Metaforicamente: você e o relacionamento com seu celular têm dado um bom testemunho de vida? O Senhor Jesus só está pedindo que você abra mão um pouquinho do seu smartphone, não está pedindo pra você abrir mão de sua vida. Não, ainda.

Sim!! Somos a geração que dança!

David Quinlan tem uma música que seu refrão diz assim:

“(…) E seremos a geração que dança,

Por causa da Tua misericórdia, ó Deus!

Tua misericórdia, ó Deus!

E seremos a geração que canta,

E que celebra a Tua glória, ó Deus!

A Tua glória, ó Deus! (…)”

Alguns têm reclamado dessa música, que nem é tão nova assim. Eles tem dito que a juventude só pensa em dançar, em cantar, em levar a vida na brincadeira. Mas não penso assim. Acho que a juventude faz muita coisa na Casa do Senhor, que tem agido de forma impactante atualmente.

Os jovens não querem saber só de diversão e dança! Nós temos estudado a Palavra, evangelizado, buscado e cultuado a Deus de diversas formas. Dançar e cantar, que dizem ser especialidade da juventude, faz parte de nossas preferências (sim, lógico!), mas quem disse que os jovens só se preocupam em cantar e dançar? E quem disse que isso é ruim? Afinal, como o apóstolo Paulo disse, “… façam tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31b) e, nesse caso, dançar é para a glória de Deus, sim! Assim como devem ser o nosso futebolzinho, nosso culto jovem, nossos namoros, nossos cultos de oração, nossas reuniões semanais, nossa Escola Bíblica Dominical…

Certas pessoas preferem criticar a mocidade de sua Igreja e não observam o que eles têm feito além de dançar. Preferem rotular a juventude em vez de olhar com bons olhos as novidades que nós, jovens, levamos para a Casa de Deus. Será que eles se esqueceram que também já foram jovens (ou em alguns casos ainda são) e, quando levavam algo de novo para o meio dos irmãos, alguém precisou aceitar essa novidade para que ela atualmente fizesse parte dos cultos?

Claro que não estou aqui para acusar uns e muito menos para defender outros. É obvio que não quero que a juventude da Igreja onde congrego seja conhecida por fazer festas que “bombam” e cultos que parecem um show onde ninguém ouve a Deus. Tudo deve ser feito com “decência e ordem” (I Coríntios 14:40), mas de acordo com o contexto que o jovem está inserido, de forma que o jovem se sinta bem e não vá buscar no mundo algo que pode ser encontrado na Igreja e que o satisfaça.

Pessoal, pare de rotular a juventude, por favor! Prestem atenção no que essa galerinha cheia de gás faz e se fazem tudo “…para a glória de Deus”.

Sim! Eu faço parte da geração que dança!

A oração de uma futura mamãe

Não se assuste com o título do post. Não. Não estou grávida. Sou apenas uma noiva a 5 meses de seu Casamento que anda pensando muito na família que construirá.

Quando eu tinha mais ou menos 10 anos de idade, minha mãe se converteu e passou pelo batismo na Igreja Assembléia de Deus. A partir daí, comecei a acompanhá-la nos cultos e a me familiarizar com a Casa de Deus. Louvava ao Senhor no grupo de crianças quando, aos 11 anos, a dirigente da mocidade me convidou para fazer parte do grupo jovem. Não faltava a um ensaio, um culto, uma saída (quando éramos convidados para participar do culto em outras Igrejas)… estava com todo o gás! Perto de completar 13 anos, minha família e eu nos mudamos para outra congregação, uma bem pequenininha. Foi aí que tive oportunidade de servir a Deus em outra área.

Durante a Escola Bíblica Dominical (a EBD), enquanto os adultos estavam estudando a Palavra, seus filhos ficavam brincando e correndo pelo santuário. Às vezes isso até atrapalhava as aulas, mas os pequenos não tinham para onde correr (literalmente. rs). Foi quando percebi a necessidade que nossa Igreja tinha de ter uma classe só para as crianças. Conversei com o Pastor, que me apoiou e deixou que eu desse aula para as pequenas ovelhinhas do rebanho. Compramos material didático e separamos uma das salas da Igreja para a classe “Primeiros passos com Jesus”, onde todo domingo eu levantava cedo e lecionava sobre a Palavra do Senhor para os pequenos de Sua casa. E a partir daí não parei mais. Desde os 14 anos, durante toda a minha adolescência, estive envolvida com a EBD. Até mesmo quando decidi servir a Deus na Igreja Batista (onde aliás, estou até hoje). Atualmente, com a proximidade do Casamento, não estou mais lecionando na EBD, mas continuo ativa na Igreja servindo ao Senhor junto com o Grupo Jovem Exército de Cristo.

As oportunidades que me foram dadas durante a adolescência foram muito importantes para que eu entendesse o que é serviço cristão e para desenvolver em mim o amor a Casa do Senhor ao ponto de querer sempre ajudar de alguma forma. É de suma importância engajarmos nossos adolescentes nessa empreitada. É nessa fase da vida que eles descobrirão quem são e o que Deus quer de suas vidas.

O que me preocupa é se meus filhos terão a mesma oportunidade que eu tive, quando adolescente, de “tomar o gostinho” de serem servos do Senhor, de contribuir para o bom e pleno funcionamento de Sua Casa. Sei que ainda nem casei e que é meio cedo para ficar de cabelos brancos preocupada com isso, mas desde já oro para que meus filhos tenham um prazer ainda maior que o meu e do Leandro ao estarem ativos na Casa de Deus.

Você tem orado por seus filhos? Mesmo aqueles que ainda não nasceram, que se quer foram gerados, você ora por eles? Nunca é tarde para começar!