dinâmicas de grupo para o primeiro dia de aula

No clima de volta às aulas, pesquisei algumas dinâmicas de grupo para conhecer meus novos aluninhos. Depois de acessar muitos fóruns e blogs esse foi o que mais gostei: [http://www.professoremsala.com.br/5-dinamicas-excelentes-para-o-primeiro-dia-de-aula/] e, por isso, vou deixar aqui disponível para que outros acessem. 😉

5 DINÂMICAS EXCELENTES PARA O PRIMEIRO DIA DE AULA

Servidores que Valem Ouro

Quase 1 ano atrás (em 1º de dezembro de 2015) me inscrevi na promoção “Servidores que valem ouro” para concorrer com minha história como servidora do Estado do RJ a levar a Tocha Olímpica no revezamento aqui no estado. Não fui selecionada, mas guardei o texto que escrevi e hoje resolvi compartilhar aqui. Por que só hoje?! Por que hoje, 16 de novembro de 2016, foi o dia que a ALERJ escolheu para iniciar a votação do “pacote de maldades” contra os servires ativos e inativos do Estado. Eles esvaziam os cofres públicos e é o Servidor quem vai pagar conta?! Fora a PEC 241 que  Governo Federal quer nos fazer engolir (teto de gastos para a saúde, educação… e para os afilhados políticos? Nada).

 

Minha história:

Me chamo Vanessa e sou Professora da Rede Estadual desde 2009, ano em que me formei. Até meu ingresso para a Rede é digno de um livro. Estava estudando o 5º dos 7 períodos da Licenciatura em Educação Física quando o concurso abriu e esta foi a chance que encontrei para entrar de forma estável no mercado de trabalho. Prestei o concurso num Colégio Estadual em Angra dos Reis e, já em minha sala, poderia ver motivos para desistir da prova, pois entre os candidatos haviam colegas de turma, veteranos e, inclusive, um dos professores que mais admirava na faculdade estava ali, pertinho de mim, prestando o mesmo concurso para a mesmíssima vaga que eu. Fiz a prova sob esse clima de tensão, mas não me deixei abater, e a comprovação disto foi minha classificação: fiquei em 1º lugar da Região da Baía da Ilha Grande.

Entre estudos, estágio e TCC, ainda era Jovem Aprendiz no SENAI afim de financiar os estudos no Ensino Superior. Morava em Mangaratiba, fazia estágio em Campo Grande entre 7h e 9h da manhã, das 9h às 12h estudava na faculdade e de 13h às 17h cursava o SENAI Artes Gráficas, no Maracanã. Todo esse sacrifício muito me valeu a pena pois, como disse antes, com a bolsa do SENAI pagava a faculdade e prosseguia em meu sonho de formação acadêmica. A faculdade me tomava muito tempo, tanto que parei de acompanhar o concurso. Dia 16 de junho de 2009 defendi minha Monografia e agendei a Colação de Grau para 05 de setembro daquele mesmo ano. Mas o que eu não contava era que na manhã de 09 de julho um telegrama mudaria meus planos. Era a Convocação para comparecer e tomar posse de meu cargo já no dia seguinte na Coordenadoria Regional em Angra. Mas como faria isso se ainda não havia me formado? Segui para a faculdade e, chegando lá, expliquei toda a situação e solicitei uma colação de grau especial que me foi negada em primeira instância: “Mas, senhor, eu preciso colar grau hoje. Passei no concurso e fui convocada, não posso perder esta oportunidade!” e o atendente me respondeu somente “que pena!” em tom de desprezo. Arrasada com a negativa recebida, cabisbaixa, cheguei à conclusão de que deveria ir até a matriz da universidade em Bonsucesso, pois se alguém poderia me ajudar, seria o Coordenador de Geral de curso e, se fosse necessário, iria à procura do Reitor para resolver meu caso. Chegando à Matriz da universidade, expliquei minha situação à secretária do Coordenador Geral de curso. Ela ficou muito feliz e comovida com minha situação, no entanto, não poderia me ajudar muito, pois o Coordenador e o Reitor estavam reunião. Ambos passaram a tarde inteira trancados em sala de reunião, o tempo passava, meu coração apertava e às vezes achava que não conseguiria. Mas, no fim da tarde, contrariando todas as perspectivas, recebi um papel que declarava minha conclusão de curso.

No dia seguinte segui para Angra dos Reis e me apresentei na Coordenaria Regional. Me enviaram para perícia médica na Praça Tiradentes, onde estava marcada para comparecer no dia 22 de julho com todos os exames solicitados e assim o fiz. Recebi a declaração de “apta ao serviço” e feliz seguia para casa quando, a caminho da Central do Brasil, fui abordada por dois meliantes que me levaram tudo: bolsa, dinheiro, celular, documentos, exames médicos e, inclusive, o atestado de aptidão ao serviço que havia recebido na perícia. Tive que buscar uma segunda via do atestado de aptidão ao serviço na Praça Tiradentes e fazer uma nova carteira de identidade o mais rápido possível para que no prazo estivesse com tudo me mãos para me apresentar novamente na Coordenadoria. E assim aconteceu: compareci no prazo e logo me foi dito o nome do Colégio onde seria alocada – C. E. Almirante Álvaro Aberto -, me passaram os contatos da diretora geral e o endereço do Colégio. Quando descobri que minha Unidade Escolar ficava a mais de 100km de distância de minha casa, quase desisti de comparecer. Teria que pegar 3 ônibus e mais de 3 horas de Rio Santos para chegar ao trabalho. “Vou pagar para trabalhar!” – pensei. Mas perseverei e hoje, seis anos depois, continuo no mesmo Colégio, resido próximo ao meu local de trabalho e não me vejo lecionando em outro lugar.

Minha matrícula é datada em agosto de 2009 e desde então faço parte do Corpo Docente do Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto, em Paraty. O desafio é grande, é diário, às vezes dá vontade de parar, de abandonar tudo, mas paro e olho para trás e vejo tudo o que passei para chegar até aqui e percebo que não devo desistir. Logo após o fim da faculdade emendei na Pós Graduação em Educação Física Escolar -que terminei em 2013- e é nesta Unidade Escolar que ponho em prática todos os ensinamentos acadêmicos que recebi desde o Ensino Médio Normal até a Pós. Nestes anos de caminhada profissional já ensinei companheirismo e solidariedade através de gincanas com arrecadação de alimentos; ensinei com torta na cara; levei meus alunos a respeitar o meio ambiente com caminhadas em trilhas e passeios ciclísticos; apresentei uma instalação esportiva de grande porte aos alunos – o Maracanã; levei psicóloga ao Colégio para conversar com os alunos para prevenir do uso de drogas; incentivei as turmas a criarem vídeos em sua comunidade para observarem o meio em que vivem; criamos novos jogos; praticamos jogos populares esquecidos na infância da população; criamos um festival de pipas para resgatar a alegria da garotada que atualmente não brinca na rua… já vivi tanta coisa em apenas seis anos de profissão! Com tudo isso percebi que a vida docente é como uma montanha russa, cheia de emoções, cheia de altos e baixos. Já perdi colegas para o ensino privado, já perdi colegas para a rede bancária, já tive colegas que simplesmente desistiram de ser professor “pra ver no que vai dar”. E, ao presenciar tudo isso, percebo que preciso me posicionar firmemente: ou abandono o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou sigo em frente na grande e emocionante missão que é educar. E eu escolhi permanecer na Educação, me entregar de corpo e mente ao alunado, pois apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devo me deixar esmorecer; o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuos. Afinal, o futuro do Brasil está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.

Essa é a minha história. Lutas, conquistas, decepções, frustrações, mas sempre com o desejo de fazer e dar o melhor de mim. É triste ver que nossos governantes não conhecem as Vanessas, os Sérgios, as Valdeléas, as Cristianes, os Gilsons, as Sheilas, as Iaras e tantos outros servidores que dão seu suor e sangue pela educação. E o pior: não conhecem e não fazem a mínima questão de saber de suas necessidades e, mesmo cientes, têm a cara de pau de enviar propostas indecentses de economia que só dói no bolso desses que tanto fazem pela população.

Valores…

Às vezes, na correria do dia a dia, esquecemos de dizer e/ou demonstrar às pessoas o quanto elas são especiais.

Em 2011, um aluno do 6° ano me deu essa pulseira roxa e desde então sempre a uso quando vou para o colégio. Além de ser um acessório bonitinho, é uma forma de carinho ao menino. Esses dias ele viu a pulseira junto ao meu relógio e, surpreso, perguntou se era a que ele havia me dado anos atrás. Respondi que sim e o menino (agora cursando o 9° ano, quase um rapaz, já. rs) ficou todo feliz comentando com os colegas que “a professora ainda usa a pulseira que dei pra ela!”. Não fiz nada de extraordinário, apenas uso o presentinho que me foi dado mas, para ele, aquilo foi o máximo. Hoje, ao colocar a pulseira para ir trabalhar, lembrei desse episódio e resolvi compartilhar numa forma de dizer para nunca deixarmos de demonstrar o quanto nossos queridos nos são especiais.

Faça-o antes que seja tarde!

Simples assim!

Às vezes estudamos tanto, aprendemos tantas teorias, que complicamos as coisas. Perdemos a sua simplicidade, a sua essência.

A professora perde o “tato” com seus aluninhos, e fica engessada em nome da didática.

Os pais perdem o domínio sobre os filhos por causa de certas psicologias.

A humanidade perde o contato, a afeição pelo próximo, por questões de segurança.

O adulto perde a alegria de viver, o brilho no olhar, por causa das convenções, porque rir à toa é coisa de criança.

O homem perde a sensibilidade porque chorar é sinal de fraqueza.

A mulher deixa de ser verdadeiramente mãe porque é importante trabalhar fora.

Não se brinca por ser perda de tempo.

O chefe deixa de ser legal para ser profissional.

O cristão perde a essência da adoração por causa de religiosidade, de doutrinas.

 

Que Deus nos auxilie a crescer a cada dia não deixando de lado o que realmente importa, o que é essencial. Como nossa família, nossos amigos, o amor e carinho pelo próximo, e especialmente o nosso contato real e diário com Ele.

 

A Arte de Ensinar

Em homenagem ao Dia do Professor, que foi na segunda feira (dia 15 de outubro), publicarei esse texto que escrevi na Pós Graduação para um trabalho de Metodologia e Didática do Ensino Superior.

A Arte de Ensinar

Ao decidir-se por uma determinada profissão, o indivíduo encontra-se cheio de sonhos e ideais acreditando ter o poder de transformar o mundo com o fruto de seu trabalho. Sobretudo, ao escolher ser professor.

No início de sua docência, o novo mestre é um entusiasta: eleva o moral de seus alunos, os ajuda em questões acadêmicas e até pessoais. Contudo, ao surgirem as primeiras decepções (notas baixas de seus alunos, pontos de vista diferentes por parte de seus colegas, uma negativa por parte da Equipe Pedagógica…), o jovem professor vai ficando desmotivado e começa a indagar-se se todo aquele esforço realmente vale a pena. “Mas é óbvio que vale!” – ele pensa – “Estou formando o futuro de meu pais!”.

O docente vai conquistando anos de casa, se depara com empecílios criados pelo Sistema Educacional vigente, se vê “obrigado” a aprovar um aluno que ele percebe que não tem condições de seguir para a série adiante, analisa os fatos do decorrer do ano letivo, recebe e abre o contracheque com o 13o salário e, mais uma vez se questiona: “Diante de todos esses revezes, vale a pena?”.

Passam-se as férias de verão. O professor recebe seu primeiro triênio e se enche de motivação outra vez. Novas turmas são entregues aos seus cuidados e ele imagina que essas cabecinhas, sim, ele poderá influenciar, que esses novos pupilos serão a solução para a nossa nação. Mas os bimestres vão se arrastando, novidades vao surgindo com o sistema implantado e o professor mais uma vez vai se desgastando emocional e fisicamente diante dos novos fatos.

Visto que a vida docente é uma montanha russa (cheia de emoções e altos e baixos), o professor é obrigado a tormar uma atitude e se posicionar definitivamente: abandona o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou compra uma passagem só de embarque para a emoção que é educar. Ao escolher o abandono, é melhor nem olhar para atrás. Escolhendo permanecer na docência, é imprescindível entregar-se de corpo e mente inteiros ao alunado já que, como se pode notar, apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devemos nos deixar esmorecer, o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuas. Afinal, o futuro do Brasil não está na Copa do Mundo 2014 e nem nas Olimpíadas 2016, está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.


“Eu semeio um futuro melhor: sou professor.” *

“O que seria de sua profissão se não fosse a minha? Sou professor.” **

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FONTE DE PESQUISA:

  • Revista Pátio de ago/out de 2008. Artigo “As Emoções na Docência”, de Alvaro Marchesi
  • * – autor desconhecido
  • ** – autor desconhecido