QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo IX

Olá, pessoal!!

Desculpem a ausência. Como devem saber, sou professora e final de bimestre é uma correria só! É prova para elaborar, prova para aplicar, trabalho para corrigir, prova para corrigir, notas para lançar nos diários de todas as turmas… e, para completar, fiquei alguns dias sem internet (com um oferecimento de Inova Angra, a tipo Net daqui de Mambucaba).

Mas hoje tô de volta e publicarei a seguir o capítulo 9. Espero que gostem! 😉

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Capítulo IX – Primeiro dia

– Meninas, esse é quarto.

– Ai, que legal! Essa é a minha cama. – apontava Lorena

– E essa é a minha! – corria Carol

– Vou ficar aqui com vocês… posso?

– Claro, Ju! – concordava Beatriz

Lorena: – Vamos colocar as fofocas em dia!

Carolina: – Ah, é! Ju, conta pra gente: você já comprou a lingerie vermelha para a primeira noite?

Julia: – Lingerie vermelha?! Não. A minha roupa de núpcias é branca.

Lorena: – Não! Tem que ser vermelha!

Julia: – A sua foi vermelha?

Beatriz: – Claro! É a tradição. A primeira lingerie!!

Lorena: – Tem que ser! É a cor da paixão. Branco é muito… muito… é… muito… branco!

Carolina: – Vamos agora resolver isso! Venham, meninas! Vamos comprar a lingerie vermelha pra Ju. Afinal, Friburgo é a capital brasileira das roupas íntimas.PNG - Arabesco azul 1– Estão ouvindo? – apontava Fabrício

Gabriel: – O que?

Fabrício: – O burburinho no quarto delas!

Marcelo: – O que tem quer ser vermelha?

Gabriel: – Não sei… não entendi direito…

Rodrigo: – A calcinha.

Fabrício: – Ai, meu Deus! Calcinha vermelhinha… de quem? De quem?

Marcelo: – Como você sabe que é da calcinha que elas estão falando?

Rodrigo: – Escuta só. – todos colocam as orelhas na parede que divide os quartos – Ouviram? A da Bia também era vermelha. É a tradição. A primeira calcinha tem ser vermelha.

Fabrício: – Aê, Gabriel!…

Marcelo: – Vai ter calcinha vermelhinha na lua de mel!!

PNG - Arabesco azul 1E no caminho para o centro…

Lorena – ‘cê tá bem, Bia?

Beatriz: – ‘tô. Isso vai passar logo.

Carolina: – Quer que eu pare o carro?

Julia: – É melhor, Carol. Ela ‘tá muito pálida.

Carolina para o carro e Beatriz desce correndo; quase não dá tempo de chegar ao banheiro com Lorena.

Julia: – ‘tadinha da Bia!… Sempre passou mal quando anda de carro…

Carolina: – Mas eu a vi tomando o remédio antes da gente sair. Isso é outro tipo de enjoo.

Julia: – Como assim?

Carolina: – Quando ela voltar pro carro, repare no rosto dela. ‘tá diferente.

Julia: – Boiei, Carol.

Carolina: – Tô achando que ela tá grávida, Ju!

Julia: – Será?

Carolina: – Ela tá voltando. Repare só.

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Aonde elas foram?

Rodrigo: – Bia disse que iriam ao centro.

Marcelo: – Vai ter despedida de solteiro, Gabriel?

Fabrício: – Tem que ter!

Gabriel: – Você teve, Rodrigo?

Rodrigo: – Claro! Meu primo arranjou tudo!

Fabrício: – Deve ser na moral. Nunca fui a uma.

Marcelo: – Vamos organizar isso.

Gabriel: – Olha lá, hein?!

PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Naquela loja ali.

Julia: – Sex shop? De jeito nenhum!

Carolina: – Não, a do lado.

Lorena: – Essa vitrine tem umas peças bonitas, né, Bia?

Beatriz: – Hum, hum.

Julia: – Ainda não melhorou?

Beatriz: – Vai passar…

Carolina dá um olhar de confirmação para Julia, que passa a olhar Beatriz com outros olhos.

Lorena: – Quer ir na farmácia? Conheço um remédio ótimo para enjoo de carro. Meu ex atual tomava.

Beatriz: – Ex atual?

Lorena: – É! Meu ex namorado mais recente!

Julia: – Essa é nova.

Carolina: – Mais uma da Lorena…

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Vamos no quarto delas?

Gabriel: – Fazer…?

Fabrício: – Ver como é, ora!

Rodrigo: – Melhor não.

Marcelo: – Vamos.

Rodrigo: – Não, gente.

Gabriel: – É melhor não arriscar. Daqui a pouco elas voltam, aí não vai prestar.

Marcelo: – Eu vou.

Fabrício: – Eu também!PNG - Arabesco azul 1Lorena: – Boa tarde. Me vê esse remédio para enjoo, por favor.

– Pede um teste de gravidez também. – Carolina sussurra no ouvido de Lorena

– Você tá grávida?

– Eu não, Lolô! A Bia!

– A Bia? – surpreende-se Lorena

– Eu acho que sim.

– Pensando bem… faz sentido. Ô, moço! Me dá um teste de gravidez daquele também, por favor.PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Como será o quarto delas?

Marcelo: – Logo saberemos.

Fabrício: – Acho que não…

Marcelo: – Droga! ‘tá trancado!!PNG - Arabesco azul 1– Acharam a lingerie? – pergunta Carolina ao encontrar Beatriz e Julia na calçada de uma loja

– Não… nessa loja não tem o que eu quero. – responde Julia

– Amanhã a gente volta – sugere Lorena

– É melhor. A gente volta com mais tempo e disposição. – concorda BeatrizPNG - Arabesco azul 1Em casa…

Julia: – E aí, meninos? Comportaram-se bem?

Fabrício: – Como anjos, maninha.

Lorena: – Imagino.

Rodrigo: – Você está bem?

Beatriz: – É só um mal estar.

Gabriel: – Deve ser do frio.

Carolina: – Vamos para o quarto, Bia. Lá você toma um remédio, deita, descansa…

Marcelo: – Oi, meninas! Já chegaram? Eu ‘tava na cozinha e nem vi você chegarem… a D. Ana pediu para avisar que já vai servir o jantar.

Julia: – Vou subir e tomar um banho.

Lorena: – É… eu também. Até logo, rapazes.

Carolina: – Vamos, Bia.

Beatriz: – Vamos, sim. Tchau, amor.

Rodrigo: – Descansa. Depois levo alguma coisa para você comer.PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Toma, Bia.

– O que é isso? – perguntou

– Um teste de gravidez. – responde Lorena

– Eu não tô grávida! É só um enjoo. Vai passar!

– Bia, por favor… – pede Lorena

– Você tem certeza de que não tá grávida?

– Claro que tenho, Carol!!

Julia: – Meninas, o que está havendo? Do corredor dá pra ouvir vocês discutindo.

– Elas acham que tô grávida. – defende-se Beatriz

Julia baixa os olhos e declara: – Eu também acho.

– Gente, não é possível… é muito cedo…

– Mas você já é casada há mais de um ano, Bia.

– É cedo, Lolô. Rodrigo e eu planejávamos uma criança para o ano que vem, ou para o outro…

– Ela só chegou mais cedo – consolava Carolina

– Mas você ainda nem fez o teste. Calma, Bia. – disse Julia

– É verdade… não fiz. E nem vou fazer!

Lorena: – Bia!…

Julia: – Deixa, gente. Ela não quer fazer. Quem vai ficar na dúvida é ela.

Carolina: – Até porque nós temos certeza! Bem, é melhor deixa esse assunto de lado e descer para o jantar. Você vem, Bia?

Beatriz: – Daqui a pouco. Podem ir.

As meninas descem para o jantar e Beatriz fica sozinha no quarto com o tal teste.

“Faço ou não faço?” – pensava Beatriz – “Se der negativo? E se der positivo? O que Rodrigo vai achar? Ai, dúvida cruel… vou fazer. Não! Eu não tô grávida. Não é possível. Eu fiz tabelinha… será que errei nas contas? Para de me olhar!” – disse para a caixinha – “não vou nem te abrir. Não me chame! Vou jogar isso fora.”

– O que é isso? – perguntou Rodrigo ao entrar no quarto.

– Ah, nada! – diz Beatriz com  a caixa nas mãos

– Que remédio é esse? Você tá tomando remédio pra que? Deixe eu ver.

– Não é remédio, é…

– Teste de gravidez? – perguntou Rodrigo lendo o rótulo – Amor! Você tá grávida?

– Não, eu não.

– Quem? A Julia? O Gabriel já sabe?

– Não, ninguém. Ainda não. É que…

– Bia, não tô entendendo.

– As meninas acham que eu tô grávida, é mole?! Mas a gente fez tabelinha, né? Não é possível.

– Não sei… a gente pode ter errado nas contas. Cadê o resultado?

– Eu ainda não fiz o teste,

– Vai lá, faz! Vou te esperar aqui.

– Rodrigo, eu tô com medo. E se der positivo? Eu não tô pronta para ser mãe. Eu… não vou fazer.

– Mas, Bia… a gente sempre quis isso! Porque não faz o teste?

– A gente queria pro ano que vem.

– E se vier agora, vai ser melhor ainda. O preparo para ser pai, mãe, vem durante os nove meses.

– Tudo bem, vou fazer. Amanhã.

– Tá. Amanhã.

As moças e os rapazes voltam para seus quartos. É hora de dormir.

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Semana que vem tem mais! Até terça!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulos VII e VIII

Semana passada adiantamos um pouco a história e hoje vamos para o sétimo e oitavo capítulos. Quem será que vai a esse Casamento, hein? Haverá o reencontro das meninas?

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Capítulo VII – As viagens

Os meses foram passando, até que chegou julho. Dia 15 as malas de Bia e Rodrigo já estavam prontas. Lolô já havia comprado a passagem para Friburgo, e Carol pôs o carro para fazer revisão na oficina mecânica para pegar a estrada da Serra.

– Vamos, Bia!

– Calma, Rodrigo!

– Já está tudo no carro, o que você está procurando?

– Meu anel.

– Que anel? Aquele com pedras azuis que você não desgruda dele?

– Ele mesmo. Você o viu por aí?

– Não… vou procurar na sala.

Depois de algum tempo…

– Achou?

– Não, Bia… Você não tem noção de onde possa ter deixado?

– Não. Ai, meu Deus… onde eu o deixei? ‘Tá ficando tarde e a gente ainda está em casa…

– Calma, amor. Não chora. Senta aqui. Isso,,, pronto. Agora vamos refazer os seus passos: me conte tudo o que fez desde que acordou.

– Levantei, fui ao banheiro, tomei banho.

– Ok. Já olhei no banheiro e não está lá.

– Fui na cozinha, preparei e tomamos café.

– Já olhou na cozinha?

– Já. Até na lixeira, mas não ‘tá lá. Depois vim para o quarto me vestir. Passei uns cremes, e…

– E…?

– Já sei onde está!!

– Sério? Onde?

– Aqui: no bolso da minha blusa.

– Bia!

– É que eu o tirei para passar creme nas mãos e o guardei no bolso para não perder…8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena pegou suas malas e partiu rumo à Rodoviária. Entrou no ônibus e entregou a passagem ao fiscal, que informou:

– A senhora não vai nesse ônibus.

– Como não? – questionou Lorena

– É. Esse ônibus vai para Teresópolis, o que vai para Friburgo vai sair… não! Olhe! É aquele que já está saindo!!

Lorena desce do ônibus desesperada, gritando:- Parem esse ônibus! Tenho um Casamento para ir em Nova Friburgo!! Para tudo!!

E o fiscal a ajuda a parar o ônibus, ela pega suas malas e embarca no veículo certo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Carol pegou seu carro na oficina, buscou suas malas em casa e subiu a Serra rumo a Friburgo. Mas, como nem tudo é perfeito, às 11h da manhã de 18 de julho, Carolina fica “plantada” no acostamento, pois o pneu de seu carro furou e ela não consegue trocá-lo.

Porém, para a sua sorte, um rapaz alto, moreno de sol e com belos olhos verdes (daqueles que sobressaem à pele bronzeada), parou atrás de seu carro e indagou com o melhor do sotaque carioca:

– A moça tá perdida?

Carol, extasiada com toda a beleza à sua frente, só conseguiu responder que não com um aceno de cabeça e apontou para o pneu furado.

– Quer ajuda?

Carol, ainda boquiaberta, se quer ouviu a pergunta do rapaz, que insistiu:

– Quer ajuda?

– Hã?! Ah! Quero, sim, por favor. Obrigada. É que eu não sei trocar pneu.

O rapaz começou a trabalhar sob o sol de quase meio dia. Começou a esquentar e ele foi até o carro, apanhou em sua bagagem uma regata e trocou-a, pois a camisa de manga havia sido encharcada de suor.

– Você está viajando para onde? – Carolina quis puxar assunto

– Friburgo, – respondeu o moço terminando de se vestir.

– Que coincidência!! Eu também.

– Pois é, eu ‘tô indo para o Casamento de uma amigo meu.

– ‘Tá brincando?!

– Não, porque?

– E também ‘tô indo para um Casamento lá. Como se chama seu amigo?

– Gabriel.

– E o nome da noiva dele é Julia?

– É. Como você sabe?

– Eu também estou indo para lá. A Julia é minha amigona. Serei uma das madrinhas dela.

– Como é que são as coisas, né?! Que coincidência… bom, ‘tô aqui trocando o pneu do seu carro, indo para o mesmo lugar que você, no Casamento do mesmo casal e ainda não sei seu nome.

– Ah! Me desculpe!… Sou Carolina.

– Marcelo, muito prazer.

E eles continuaram a conversar enquanto Marcelo terminava de trocar o pneu do carro. Carol abaixou ao seu lado,  para ver mais de perto aquele “deus grego” trabalhando, mas sua observação durou pouco, pois Marcelo acabara de trocar o bendito pneu. Ao levantarem, ficaram frente a frente, como prontos para um beijo e, quando Carol quase se rendeu aos apelos daqueles olhos verdes, passou um caminhão buzinando para eles. O que os assustou e os fez cair no riso quebrando o clima antes formado, e foi cada um para o seu carro com destino a Nova Friburgo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749A viagem de Bia e Rodrigo foi a mais demorada. É que a cada posto de combustível que passavam, Bia fazia Rodrigo parar, pois queria ir ao banheiro ou “tomar ar”, porque não estava se sentindo bem.

– Naquele ali, Rodrigo.

– De novo?

– ‘Tô passando mal.

– Espera mais um pouquinho… paro no outro.

– Não dá! Ou vai ser aqui no carro ou no posto.

E corria Beatriz para o banheiro…

– Ah, já estou melhorando – dizia Bia ao entrar novamente no carro.

– Comprei café. Quer?

– Café? Não, de jeito nenhum. Só o cheiro já tá me enjoando.

– ‘Tá passando mal mesmo. Pra rejeitar café…

– Espero que seja nossa última parada, senão só vamos chegar na manhã do dia 21!

– Se seu mal estar permitir, chegaremos logo. Faltam poucos quilômetros.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena, em seu ônibus, começa a lembra-se de seu passado com as meninas: quando tocavam na fanfarra da escola, quando brincavam de bonecas, o 1º beijo de cada uma, quando dormiram na casa da Carol para assistirem de madrugada a um jogo de Copa do Mundo de futebol, lembrou de sua paixão adolescente pelo Fabrício, até que se surpreende quando percebe que está se perguntando se hoje em dia essa paixãozinha daria certo. Mas suas recordações são interrompidas por uma freada brusca do ônibus e o gritos de algumas crianças assustadas.

– Droga! Não acredito! Não acredito! – repetia indignado o motorista

– O que houve?

– Soltou alguma coisa, acho que no motor.

O motorista desceu, analisou a situação do veiculo, voltou e anunciou:

– É pior do que imaginava. Já liguei para a empresa e mandarão outro carro para levá-los.

– Não acredito… – lamenta Lorena

E os passageiros descem, apanham suas bagagens. Alguns voltam para seus lugares; outros, como Lorena, sentam no acostamento por cima das malas.

– Eu sabia! Devia ter alugado com carro, sabia! Mas não, preferi vir de busão, é mais barato… agora só vou chegar amanhã! Ai, tédio!…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Cadê as meninas? Já são 13h e nada!

– Calma, Ju… elas moram longe, estão vindo cheias de bolsas….

– Ah, Gabriel, tô ficando preocupada.

– Deixa disso. Daqui a pouco elas chegam. Vamos almoçar. Minha mãe chamou a gente já faz meia hora.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Quero ir embora… – lamentava baixinho para si mesma – Ai, que calor!

– Está muito abafado mesmo – concordou uma senhorinha ao lado de Lorena

– Não sei onde é pior: se é dentro do ônibus ou aqui fora.

– Ah, no ônibus, minha filha. Eu ‘tava lá e saí porque não me aguentei.

– Quanto tempo a gente deve ficar aqui?

– Nãos sei… mas peguei o celular daquela moça ali e liguei pro meu filho vir me buscar.

– É?

– Mas não vou te oferecer carona, pois ele vem me buscar para me levar de volta para Niterói. A não ser que você queira ir para lá…

– Ah, não. Niterói, não. Obrigada.

– Aêêê! ‘Tão a pé!… – gritavam uns caras que passavam de carro.

– Engraçadinhos! Carona, que é bom, nada!

– Calma, minha filha… daqui a pouco aparece o outro ônibus.

– ‘Tá olhando o que?! – Lorena disse em tom de desafio a um motorista que passou um pouco mais devagar

– Minha filha, ele ‘tá voltando…

– Ai, meu Deus! – tremia

O rapa parou o carro, desceu e encarou Lorena, que o olhava apavorada e pronta para se desculpar, até que o rapaz a surpreendeu:

– Lorena! – disse abrindo os braços

– Quem é você?

– Não se lembra de mim, Lolô?

– Ai, meu Deus! Quem é esse cara?!

– Lolô! Sou eu, Fabrício!

– Fabrício?!

– Sim, sou eu mesmo! Irmão da Ju!

– Caramba! Não acredito!… – diz retribuindo ao abraço

– Nossa, Lolô, com todo o respeito: você está ótima!

– Obrigada, Fabrício, você também. Como está mudado, nem te reconheci!

– O que faz aqui? Não vai ao Casamento da minha irmã, não?

– Eu ‘tava indo, mas o busão quebrou e fiquei a pé.

– Vamos, te dou carona.

– Claro. Mas podemos levar essa senhora que estava ao meu lado?

– Hum… acho que não.

– Hã?

– Mas é claro! Vambora!

– Vamos? – perguntou Lorena à senhora

– Ah, não, minha filha… meu menino já vem me buscar, senão aceitava sim. Obrigada.

– Então tá! Eu já vou. Fique com Deus!

– Vai com Ele você também! Ah! E aproveita a carona do moço. Como vocês dizem, ele é um gatinho!…

Lorena sentiu as bochechas queimarem enquanto entrava no carro de Fabrício.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Beatriz e Rodrigo estão conseguindo, com muito custo, chegar a Nova Friburgo. Mas, antes da tão aguardada chegada, eles fazem mais uma parada.

– Bia, acho melhor a gente procurar um posto médico quando chegar na cidade.

– Que nada, Rodrigo!

– Você está enjoando muito.

– Ih! Sou assim desde pequenininha. É entrar no carro e enjoar.

– Sim, eu sei. Mas das outras vezes que viajamos não foi assim.

– É, realmente…

– Então? Não é melhor procurarmos um médico?

– Quem sabe depois, quando voltarmos pra casa? Vamos?

– Vamos.

E seguiram viagem.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Nunca imaginei que um dia seria escoltava por um filé desses… – pensava Carolina em seu carro – Ah! Se eu pego… faço um estrago! Não sobraria nada para contar a história…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Gabriel… cadê todo mundo?

– Calma, Ju.

– Não é possível que seja engarrafamento.

E Julia é interrompida por um som de buzina.

– É o carro do Fabrício! Gabriel, meu irmão chegou!!

– Não falei pra você que estavam chegando? Vamos até lá recebê-lo! Ei! Olhe!

– Quem tá com ele?

– É uma moça. Namorada nova, talvez?

– Não acredito! É a Lorena!! – reconhece Julia ao chegar mais perto

– Oi, mana!…

– Oi, Fabricio! Oi, Lorena!

– Quanto tempo, Ju!

– ‘Tá chegando mais alguém – anuncia Gabriel

– Não acredito! É a Bia! – surpreende-se Julia

– Oi, meninas! Quanto tempo!… – diz Bia ao descer do carro e abraçando as amigas

– Que legal que vocês chegaram. Eu estava preocupada, impaciente… só falta a Carol, agora.

– Faltava – aponta Lorena.

– Ah! Não acredito!! Que saudades! – gritava Carol ao descer do carro.

reencontroCapítulo VIII – Primeiras considerações

– Vamos, gente. Entrem. – recepcionava Gabriel

– E então, como foi a viagem de vocês? – indagava Julia

– A minha foi lenta, fazendo pit stop em todos os postos de combustível. – contou Beatriz

– Eu peguei um ônibus para Teresópolis, desci, peguei o busão certo, mas ele quebrou, fiquei na estrada, mas o Fabrício me viu, me reconheceu e ofereceu carona. – dizia Lorena recuperando o fôlego

– Sortuda, como eu. O pneu do meu carro furou, mas o Marcelo, amigo do Gabriel, parou e me ajudou – gabava-se Carolina

– Nossa! A viagem de vocês dá um livro! – ria Julia – Bom, agora tenho uma coisa meio chata para contar.

– O que? – assustou-se Bia

– O Casamento foi adiado? – perguntou Carol

– Foi ontem? – brinca Lorena

– Não, não… é outra coisa; – tranquilizava Julia – É que depois que mandei as cartas para vocês, umas primas do Gabriel ligaram para a D. Ana se oferecendo para virem 2 dias antes e sabem como é, né? Prima é prima… e minha sogra ficou sem graça de empatar a vinda delas.

– Então elas veem amanhã? – perguntou Lorena – O que tem isso de chato?

– Bom, o chato é que não temos quartos suficientes, um pra cada um. Então a gente ‘tava conversando e achou melhor um quarto para as as moças e outro para os rapazes; e a Bia, como é casada, ficaria no quarto do Gabriel e ele passava pro quarto dos meninos.

– Gostei! Taí! Que nem nos acampamentos mistos – vibrava Carolina

– Que nem quando éramos adolescentes. Vou levantar poeira! – comemorava Lorena

– Ju, não se preocupe  comigo e Rodrigo. A gente entra na bagunça dos solteiros. Até porque, ocupar o quarto do noivo não é muito seguro…

– Porque, Bia?

– Sei lá… vai que aparece uma “surpresinha” de despedida de solteiro e eu lá… melhor não.

E todas caem na gargalhada.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– E então, rapazes? O que acharam da ideia do quartos? – quis saber Gabriel

– Na moral. – concordava Fabrício

– Com certeza a Bia vai querer ficar com as garotas, aí eu iria ficar na pista. – diz Rodrigo

– Vai ser legal. Já penou observá-las trocando de roupa pelo buraquinho da fechadura? – planejava Marcelo

– E aquelas conversinhas de mulher? A gente vai ouvir tudo. – comemorava Fabrício

– Então vamos. O quarto é lá em cima.

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Agora essa história vai andar! Até semana que vem!!

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Perdeu as primeiras postagens? Não tem problema! Acompanhe:
Capítulos 1 e 2 e Capítulos 4, 5 e 6

É coisa de Deus!

Outro dia estava no Curso para Noivos e, trocando figurinhas sobre o trabalho com uma colega de classe (ela também é professora de Educação Física), perguntei porque ela havia faltado a aula anterior e ela respondeu que tinha precisado ficar no Colégio para a Festa Julina. É claro que ela não gostou nada de ter faltado o Curso para Noivos para ficar fazendo hora extra no Colégio trabalhando na Festa, mas era preciso.

Na semana seguinte, ela chegou no Curso querendo contar uma benção: seu colega havia batido de carro na saída do Colégio. “Como assim, isso é benção?!” – você deve estar pensando. Mas vou terminar de contar, calma.

Quando saiu do Colégio, ao atravessar um cruzamento, outro carro avançou o sinal vermelho e colidiu com o carro do seu colega de trabalho. Ela contou que seu colega estava bem, nem se arranhou, mas o lado do carona do carro se acabou! Se tivesse alguém naquele banco direito com certeza haveria morrido. O detalhe: minha colega de curso sempre voltava do Colégio de carona com esse rapaz, mas como ele não ficou na Festa Julina, voltou para casa mais cedo deixando minha colega trabalhando no Colégio.

 

Tínhamos reclamado da Festa Julina na semana anterior!  Quando acontecer algo assim, não reclame! Aceite de bom grado o plano do Senhor para você. Pode ser um livramento.

Com certeza é coisa de Deus!