dinâmicas de grupo para o primeiro dia de aula

No clima de volta às aulas, pesquisei algumas dinâmicas de grupo para conhecer meus novos aluninhos. Depois de acessar muitos fóruns e blogs esse foi o que mais gostei: [http://www.professoremsala.com.br/5-dinamicas-excelentes-para-o-primeiro-dia-de-aula/] e, por isso, vou deixar aqui disponível para que outros acessem. 😉

5 DINÂMICAS EXCELENTES PARA O PRIMEIRO DIA DE AULA

Ainda existe gente boa no mundo. E esse cara foi meu aluno!

No dia 07 de maço de 2015 aconteceu algo no Colégio que muito me emocionou. Essa história apareceu nas lembranças do Facebook e, como no ano passado (quando ela fez 1 ano), resolvi compartilhar. Sempre vale a pena reler histórias como essa.

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“A sexta feira terminou e me dei conta q não compartilhei a grata surpresa q tive hj: ainda existe gente boa no mundo.

Enquanto dava aula para a 2ª série do Ensino Médio, depois do recreio, uma moça da 3ª série bateu aflita à porta da sala. Atendi e perguntei se ela queria falar com alguém. Ela respondeu dizendo que queria fazer uma pergunta para a turma, mas q ela estava com vergonha e indagou se eu poderia transmitir a pergunta aos alunos. Respondi q sim e ela me fez o seguinte pedido:
– Professora, pergunta a eles se alguém encontrou o celular da minha amiga.
– Mas minha filha, vc acha q devolverão o celular? Que modelo era?
– Um Iphone S4.
Admito q não prendi o riso incrédulo. E disse a ela para aguardar que, mesmo achando q ninguém devolveria um Iphone, perguntaria à classe.
Quando perguntei se alguém havia encontrado um celular durante o recreio, meus alunos me questionaram “que celular?” e eu respondi que era um Iphone. Para a minha feliz surpresa um dos meus alunos se levantou, pôs a mão no bolso e tirou dele um aparelho com a famosa maçãzinha atrás. “É esse aqui?” – perguntou ele à moça na porta. Ela agradeceu super feliz e foi chamar pela amiga, que correu até a sala para agradecer ao rapaz.

A turma disse q ele era bobo, otário e outras coisas mais por devolver UM IPHONE. O defendi dizendo que a atitude dele foi correta, que não deveriam falar assim com ele, que simplesmente revidou: devolvi o celular porque ele NÃO É MEU.

Fiquei tão feliz, orgulhosa e emocionada! Queria abraçar muito aquele garotão, ligar para a mãe dele e agradecer a ela pelo cidadão de bem que ela criou. Infelizmente não a conheço pessoalmente, mas estou pensando seriamente em procurá-la.”

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Servidores que Valem Ouro

Quase 1 ano atrás (em 1º de dezembro de 2015) me inscrevi na promoção “Servidores que valem ouro” para concorrer com minha história como servidora do Estado do RJ a levar a Tocha Olímpica no revezamento aqui no estado. Não fui selecionada, mas guardei o texto que escrevi e hoje resolvi compartilhar aqui. Por que só hoje?! Por que hoje, 16 de novembro de 2016, foi o dia que a ALERJ escolheu para iniciar a votação do “pacote de maldades” contra os servires ativos e inativos do Estado. Eles esvaziam os cofres públicos e é o Servidor quem vai pagar conta?! Fora a PEC 241 que  Governo Federal quer nos fazer engolir (teto de gastos para a saúde, educação… e para os afilhados políticos? Nada).

 

Minha história:

Me chamo Vanessa e sou Professora da Rede Estadual desde 2009, ano em que me formei. Até meu ingresso para a Rede é digno de um livro. Estava estudando o 5º dos 7 períodos da Licenciatura em Educação Física quando o concurso abriu e esta foi a chance que encontrei para entrar de forma estável no mercado de trabalho. Prestei o concurso num Colégio Estadual em Angra dos Reis e, já em minha sala, poderia ver motivos para desistir da prova, pois entre os candidatos haviam colegas de turma, veteranos e, inclusive, um dos professores que mais admirava na faculdade estava ali, pertinho de mim, prestando o mesmo concurso para a mesmíssima vaga que eu. Fiz a prova sob esse clima de tensão, mas não me deixei abater, e a comprovação disto foi minha classificação: fiquei em 1º lugar da Região da Baía da Ilha Grande.

Entre estudos, estágio e TCC, ainda era Jovem Aprendiz no SENAI afim de financiar os estudos no Ensino Superior. Morava em Mangaratiba, fazia estágio em Campo Grande entre 7h e 9h da manhã, das 9h às 12h estudava na faculdade e de 13h às 17h cursava o SENAI Artes Gráficas, no Maracanã. Todo esse sacrifício muito me valeu a pena pois, como disse antes, com a bolsa do SENAI pagava a faculdade e prosseguia em meu sonho de formação acadêmica. A faculdade me tomava muito tempo, tanto que parei de acompanhar o concurso. Dia 16 de junho de 2009 defendi minha Monografia e agendei a Colação de Grau para 05 de setembro daquele mesmo ano. Mas o que eu não contava era que na manhã de 09 de julho um telegrama mudaria meus planos. Era a Convocação para comparecer e tomar posse de meu cargo já no dia seguinte na Coordenadoria Regional em Angra. Mas como faria isso se ainda não havia me formado? Segui para a faculdade e, chegando lá, expliquei toda a situação e solicitei uma colação de grau especial que me foi negada em primeira instância: “Mas, senhor, eu preciso colar grau hoje. Passei no concurso e fui convocada, não posso perder esta oportunidade!” e o atendente me respondeu somente “que pena!” em tom de desprezo. Arrasada com a negativa recebida, cabisbaixa, cheguei à conclusão de que deveria ir até a matriz da universidade em Bonsucesso, pois se alguém poderia me ajudar, seria o Coordenador de Geral de curso e, se fosse necessário, iria à procura do Reitor para resolver meu caso. Chegando à Matriz da universidade, expliquei minha situação à secretária do Coordenador Geral de curso. Ela ficou muito feliz e comovida com minha situação, no entanto, não poderia me ajudar muito, pois o Coordenador e o Reitor estavam reunião. Ambos passaram a tarde inteira trancados em sala de reunião, o tempo passava, meu coração apertava e às vezes achava que não conseguiria. Mas, no fim da tarde, contrariando todas as perspectivas, recebi um papel que declarava minha conclusão de curso.

No dia seguinte segui para Angra dos Reis e me apresentei na Coordenaria Regional. Me enviaram para perícia médica na Praça Tiradentes, onde estava marcada para comparecer no dia 22 de julho com todos os exames solicitados e assim o fiz. Recebi a declaração de “apta ao serviço” e feliz seguia para casa quando, a caminho da Central do Brasil, fui abordada por dois meliantes que me levaram tudo: bolsa, dinheiro, celular, documentos, exames médicos e, inclusive, o atestado de aptidão ao serviço que havia recebido na perícia. Tive que buscar uma segunda via do atestado de aptidão ao serviço na Praça Tiradentes e fazer uma nova carteira de identidade o mais rápido possível para que no prazo estivesse com tudo me mãos para me apresentar novamente na Coordenadoria. E assim aconteceu: compareci no prazo e logo me foi dito o nome do Colégio onde seria alocada – C. E. Almirante Álvaro Aberto -, me passaram os contatos da diretora geral e o endereço do Colégio. Quando descobri que minha Unidade Escolar ficava a mais de 100km de distância de minha casa, quase desisti de comparecer. Teria que pegar 3 ônibus e mais de 3 horas de Rio Santos para chegar ao trabalho. “Vou pagar para trabalhar!” – pensei. Mas perseverei e hoje, seis anos depois, continuo no mesmo Colégio, resido próximo ao meu local de trabalho e não me vejo lecionando em outro lugar.

Minha matrícula é datada em agosto de 2009 e desde então faço parte do Corpo Docente do Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto, em Paraty. O desafio é grande, é diário, às vezes dá vontade de parar, de abandonar tudo, mas paro e olho para trás e vejo tudo o que passei para chegar até aqui e percebo que não devo desistir. Logo após o fim da faculdade emendei na Pós Graduação em Educação Física Escolar -que terminei em 2013- e é nesta Unidade Escolar que ponho em prática todos os ensinamentos acadêmicos que recebi desde o Ensino Médio Normal até a Pós. Nestes anos de caminhada profissional já ensinei companheirismo e solidariedade através de gincanas com arrecadação de alimentos; ensinei com torta na cara; levei meus alunos a respeitar o meio ambiente com caminhadas em trilhas e passeios ciclísticos; apresentei uma instalação esportiva de grande porte aos alunos – o Maracanã; levei psicóloga ao Colégio para conversar com os alunos para prevenir do uso de drogas; incentivei as turmas a criarem vídeos em sua comunidade para observarem o meio em que vivem; criamos novos jogos; praticamos jogos populares esquecidos na infância da população; criamos um festival de pipas para resgatar a alegria da garotada que atualmente não brinca na rua… já vivi tanta coisa em apenas seis anos de profissão! Com tudo isso percebi que a vida docente é como uma montanha russa, cheia de emoções, cheia de altos e baixos. Já perdi colegas para o ensino privado, já perdi colegas para a rede bancária, já tive colegas que simplesmente desistiram de ser professor “pra ver no que vai dar”. E, ao presenciar tudo isso, percebo que preciso me posicionar firmemente: ou abandono o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou sigo em frente na grande e emocionante missão que é educar. E eu escolhi permanecer na Educação, me entregar de corpo e mente ao alunado, pois apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devo me deixar esmorecer; o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuos. Afinal, o futuro do Brasil está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.

Essa é a minha história. Lutas, conquistas, decepções, frustrações, mas sempre com o desejo de fazer e dar o melhor de mim. É triste ver que nossos governantes não conhecem as Vanessas, os Sérgios, as Valdeléas, as Cristianes, os Gilsons, as Sheilas, as Iaras e tantos outros servidores que dão seu suor e sangue pela educação. E o pior: não conhecem e não fazem a mínima questão de saber de suas necessidades e, mesmo cientes, têm a cara de pau de enviar propostas indecentses de economia que só dói no bolso desses que tanto fazem pela população.

•● 15 de outubro: Dia do Professor ●•

Neste DIA DOS PROFESSORES gostaria, claro, de parabenizar meus colegas de profissão. E gostaria de parabenizar e agradecer especialmente alguns que marcaram minha vida:

  • tia Leninha, que foi um amor, um doce, e me acolheu na época em que entrei para a creche em Mangaratiba;
  • Manoel Fernandes, meu primeiro professor de Educação Física, ainda na época da alfabetização, e depois foi meu professor na 8ª série e durante o Ensino Médio Normal;
  • tia Sonia, “uma japonesinha”, que foi minha primeira professora no CIEP 294, quando eu fazia o C.A. (alfabetização);
  • tia Núbia, minha professora na 1ª série, que casou no fim do ano letivo e foi morar em Caxias. Como fiquei triste! Até que um dia, depois de graduada, a reencontrei em Mangaratiba e ela viu em mim um dos frutos de seus esforços quando percebeu que atualmente somos colegas de profissão;
  • tias Ana Beatriz e Ciça, que eram minhas professoras durante a 2ª série, que me ensinaram a fazer “letrinha de mão”;
  • tia Adriana Coimbra, que foi minha professora na 3ª série;
  • professoras Andreia Maria e Rosane que, durante a 4ª série, souberam lidar comigo durante a transição da infância para a adolescência;
  • professora Denise, de Inglês, que me deu aula na 5ª série e até hoje lembro do que ela ministrou;
  • professora Solange Stoque, de Língua Portuguesa, que carinhosamente lia, corrigia os meus textos e me incentivava a continuar escrevendo quando eu estava na 5ª e 6ª séries;
  • professora Neiva, de Língua Portuguesa e Produção de Texto que, quando mudei do CIEP 294 para o CE João Paulo II (na metade da 8ª série), descobriu que eu gostava de escrever e me usava como exemplo em outras escolas onde ela trabalhava para que seus alunos desenvolvessem o gosto pela leitura e escrita;
  • professora Cristina Oliveira, que me incentivou a continuar escrevendo quando entrei no Ensino Médio Normal e me convenceu a fazer minha inscrição nos concursos de redação e poesia que ganhei (ela dizia que eu deveria fazer faculdade de Letras, Jornalismo ou Comunicação… rs);
  • professora Mariza Castilho (a Marizinha) que, no 1° do Ensino Médio Normal, não nos deixava colar folhas no caderno, nos fazia copiar toooodas as – chamadas – xérox para treinarmos a letrinha de professora, que nos fazia escrever só com caneta preta e que não aceitava Diário de Classe rasurado;
  • professora Cirlei Rinaldi (sim, a Cirlei! rs) que era uma professora muito exigente. Ela “pegou no meu pé” o Ensino Médio Normal inteiro e no último dia de aula do 4° e último ano, quando eu tinha certeza de que ela me odiava, fez um elogio inesperado e fenomenal à minha prática pedagógica;
  • professores da Graduação em Educação Física; e
  • professores da Especialização em Educação Física Escolar.

Claro que outro(as) professores passaram pela minha vida e que agora não estou me lembrando para listar e homenagear, mas que, com certeza me ensinaram a ser uma pessoa melhor, uma cidadã crítica e que influenciaram na escolha da minha profissão e me inspiraram a ser o que sou hoje: PROFESSORA.

 
Profª Esp. Vanessa Vasconcellos Imenes de Oliveira Nogueira
Especialista em Educação Física Escolar
CREF 030028-G/RJ
 
 

Sobre a greve na Rede Estadual

Esses dias estava assistindo ao jornal pela manhã e vi uma reportagem com alunos do Ensino Médio, perguntando para que área prestariam vestibular. No meio de toda aquela galera, uma moça (sim, apenas UMA!) respondeu que faria Geografia, que gostaria de lecionar em colégios públicos. A turma inteira, e o repórter também, acharam aquilo incrível, e indagaram a ela o porquê de ter escolhido ser professora, já que era uma profissão mal remunerada e não tem reconhecimento. Acho que ela quer ser professora para ajudar a mudar a realidade do País, mas deixo aqui um recado a esta jovem: o trabalho é longo e só está começando…

Hoje faz 1 mês que aderi à greve da Rede Estadual de Ensino. Em 4 anos de Estado, nunca havia me envolvido nas greves, mas desta vez percebi que era preciso fazer alguma coisa! Não poderia ficar de braços cruzados!!

Esse negócio de meritocracia; de planos de metas; de semáforos vermelhos, amarelos e verdes; de bonificação para a escolas (…); tudo isso é história de um economista que está ocupando o cargo de Secretário de Educação. Não! Você não leu errado! O Secretário de Educação da Rede Estadual de Ensino, o cara que comanda a Secretaria Estadual de Educação (a SEEDUC) é um e-co-no-mis-ta, e não um pedagogo, um professor… nada disso! O único envolvimento de Wilson Risolia com a educação é aquele de quando ele era aluno. Ele não tem a formação adequada para gerenciar a pasta da Educação Estadual. Como assim, o cara prefere criar um sistema de competição entre os colégios estaduais e, o colégio que atingir as metas propostas recebem um salário extra no meio do ano?! Se tem dinheiro para implantar esse tipo proposta, se tem dinheiro para entregar aos que atingirem os resultados, como não tem dinheiro para aumentar o salário dos professores?! Cadê o dinheiro do FUNDEB, dos royalties do petróleo e do pré-sal que deveriam ser destinados à educação?! Esse dindim não chegou ao meu bolso!!

Outra situação que me incentivou a aderir à greve: meu salário. O colégio onde trabalho, graças a Deus e aos esforços de meus colegas, é um bom colégio e está entre os melhores do Estado. Então, em julho, recebemos o salário extra (a bonificação). Mas esse dinheiro que recebemos, que não tem nem contracheque, não me sustenta! Não paga as contas da minha casa durante os 365 dias do ano!! Aliás, nem o dinheiro da bonificação e nem os R$1.081,97 que recebo mensalmente. Aliás, o Governo do Estado alega que já nos deu aumento de salário esse ano. Em maio, os vencimentos de meu contracheque renderam R$1.001,82 e, a partir de junho passei a receber os preciosos R$1.081,97 (que bonzinhos eles são, né?!). Já nos deram aumento!!! 😮 Como um pai de família vai sustentar sua casa, esposa e filhos com míseros R$1.081,97, senhores Sérgio Cabral e Wilson Risolia?! Vocês recebem isso de salário e ainda pagam suas viagens ao exterior; o combustível do helicóptero, do carro blindado; e as contas da(s) casa(s) de praia dos senhores?! Creio que não!! Quero ver sobreviverem com esse valor. E, acreditem, é com essa grana toda que muitos chefes de família sustentam seus lares.

Agora, além de não nos oferecerem bons salários, criaram uma prova que os professores devem prestar para verificar seus conhecimentos e, se o docente passar em todas as 3 fases, ele recebe um bônus durante 5 anos. Depois desses 5 anos, o professor é convidado a realizar novo exame para continuar recebendo esse aumento salarial. Detalhe 1: se fizer nova prova e não for aprovado, adeus ao dinheirinho extra. Detalhe 2: quando se aposentar o professor não levará esse dindim para casa, não! Que história é essa??!! Se estou lecionando na Rede Estadual é por que já fiz um concurso público, estudei e fui aprovada nele! Já sou apta para o serviço! Por que uma nova certificação? Por que não investem esse dinheiro que será gasto na realização dos exames e no pagamento desses professores certificados, no salário do corpo docente da Rede? Em tempo: por que, também, não aumentar o adicional por Pós Graduação, Mestrado e Doutorado? Invistam na formação continuada de seus professores, SEEDUC!!

Outra situação que muito me incomoda são as salas de aula cheias, lotadas. No colégio em que trabalho, como as salas são pequenas, o máximo de alunos por turma é 35. Mesmo assim já fica apertado e abafado. Em dia de prova é um Deus nos acuda, pois não dá para separar os alunos e eles ficam uns amontoados nos outros, não tem nem como o professor circular na sala para entregar a prova, quem dirá sanar dúvidas na hora do exercício! Agora me digam, senhores Wilson Risolia e Sérgio Cabral, as salas dos senhores é apertada? É numa baia que os senhores assinam documentos e despacham ordens? Por que as salas de aula de nossos colégios têm que ser lotadas? Por que os senhores não investem na ampliação dos colégios e na construção de novas unidades escolares? Repito: cadê o dinheiro do FUNDEB, dos royalties do petróleo e do pré-sal que deveriam ser destinados à educação?!

Se falta tanto dinheiro assim, por que os senhores, no projeto de climatização das unidades escolares, não compraram aparelhos de ar condicionado para serem instalados nos colégios em vez de alugá-los? Essa conta é óbvia: é melhor pagar a prestação da aquisição de aparelhos de ar condicionados do que pagar pelo aluguel de um eletroeletrônico que nunca nos pertencerá! O ar condicionado clima de montanha da casa dos senhores é alugado, também? Sem contar que nem todas as salas de aula foram contempladas com o ar condicionado. Posso dizer isso por experiência própria: isso é realidade em meu colégio.

É por essas e outras razões que estou em greve. Por melhores salários, melhores condições de trabalho, pelo fim da meritocracia, pelo fim da certificação. Gostaria, muito, que nossa paralisação surtisse efeito rápido, para que nossos alunos não fossem mais prejudicados do que já são por esse sistema miserável. Mas nem negociar essa corja quer!

Estou em greve há um mês e só saio dela quando recebermos ganhos reais. Cansei de esmola, Senhor Governador!! Cansei de papo furado, Senhor Secretário!! Quero ação!!

Quando seu filho chegar cedo do colégio, porque os professores estão em greve, não reclame! As aulas serão repostas, os conteúdos aplicados. Não reclame da greve e nem dos grevistas, reflita que, como diz o Capitão Nascimento, “o inimigo agora é outro!”.

Para as minhas aluninhas… [2]

Essa vai para as menininhas que dizem “professora, sou evangélica e não posso dançar”. Pessoal, a professora de vocês também é crente e (pasmem!) dança. Vamos ver um pouquinho de dança na Palavra?

Dança

Uma celebração diante do Senhor

Tanto nas culturas como nas civilizações antigas, a dança era uma maneira importante de expressar sentimentos profundos da alma humana. Como qualquer forma de arte, a dança tem o poder não apenas de expressar emoção, como tabém de provocá-la, tanto na pessoa que dança como na que observa. Como mostra a história da filha de Herodias (Marcos 6.17-28), a dança pode facilmente ser mal usada quando se torna um instrumento de poder sensual, em que a principal finalidade é a auto satisfação ou o despertamento da luxúria do outro. Jó adverte sobre pessoas que ficam tão ocupadas dançando e se divertindo que não querem servir ao Senhor (Jó 21.11-14).

Na Bíblia, a dança foi usada para expressar alegria e louvor ao Senhor (2 Samuel 6.14; Salmo 149.3; Salmo 150.4; Jeremias 31.4, 13). Dançar foi parte da comemoração pela volta do filho pródigo à casa do pai na parábola que Jesus contou sobre o filho perdido (Lucas 15.25). O povo hebreu usava a dança para celebrar a glória de Deus e suas maravilhosas obras. Davi dançou diante de Deus em uma algre comemoração da volta da arca a Jerusalém. Esse tipo de dança exuberante, quando descrita no texto das Escrituras, é sempr eligado às mulheres (Êxodo 15.20, 21; Juízes 21.9-21); elas o fazem sozinhas ou em grupo, mas nunca aparecem homem e mulher juntos; era sempre espontânea e sem coreografoa predeterminada (1 Samuel 18.6) – uma expressão genuína de prazer espiritual (Salmo 30.11, 12).

De qualquer forma, todos os cristãos são responsáveis diante de Deus em ter uma vida santa, sem comprometimentos morais (Romanos 14.21; 1 Coríntios 6.19,20; Gálatas 5.16; 1 Tessalonicenses 4.3-8) e com diligência para glorificar a Deus em todas as esferas da vida (1 Coríntios 10.31).

Fonte de pesquisa:

A Bíblia da Mulher : leitura, devocional, estudo / Barueri, SP : Sociedade Bíblica do Brasil ; São Paulo : Mundo Cristão, 2003 (p. 104)

Meninas, da próxima vez que a professora de Educação Física passar um trabalho de dança, que tal escolher uma canção que glorifica a Deus? Que tal elaborar uma coreografia que exalte ao nome do Senhor e, de quebra, ainda fale do amor de Cristo aos seus colegas de turma? Pensem nisso!

“… fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31)