Dia do Professor

Mesmo com todos os percalços da profissão, amo ser Professora e amo meus alunos (na maioria das vezes pode não parecer, mas amo. rs)

Tempos atrás encontrei esse textinho no Facebook e ele me descreve tão bem que o guardei para esse dia especial e o usarei como uma singela homenagem aos colegas neste Dia do Professor.

😁😔😉 Como perceber que alguém é PROFESSOR:
1) Fala alto. Mas sem gritar;
2) É detalhista e conta as coisas como se estivesse explicando;
3) A bolsa sempre é grande e pesada – isso quando não é mais de uma;
4) Sempre está reclamando de falta de grana;
5) Mas é excelente pagador, paga tudo em dia;
6) E acaba tendo que gastar boa parte do salário comprando material para os alunos, pois morre de pena deles;
7) Gosta de ler. E, geralmente, o que NINGUÉM gosta de ler;
8) Adora dormir nos finais de semana;
9) Mas também não recusa uma chance de fazer uma social;
10) Conhece todos os hits musicais do momento mesmo sem nunca ter ouvido;
11) Está sempre estudando;
12) Fica irado com erros de Português;
13) Fica morto de ódio com os políticos (em um nível 10x acima dos outros profissionais liberais);
14) Adora debates;
15) Odeia gritos, não importa de onde venham;
16) Vive doente;
17) Entra em modo ‘hibernar’ na sexta a noite e só volta a funcionar na segunda de manhã;
18) Sempre pergunta “entendeu?” no fim de cada frase;
19) Não pode ver livros que carrega todos;
20) Ama itens de papelaria!! 💖📔🖋✏📂🖊📎
21) Adora coruja – sempre tem uma bolsa, tatoo ou biju de coruja. 💖
22) Tem ouvido de tuberculoso – escuta além do alcance. (Sempreeeee!);
23) AMA VIAJAR nos fins de semana e nas férias!😜😉😃

E aí, colega? Se encontrou? rs

Nesses tempos nebulosos que a Educação vem passando, o meu desejo (pra você e para mim) é que não desista, pois com certeza alguém está se inspirando em você.

Feliz Dia do Professor!

•● 15 de outubro: Dia do Professor ●•

Neste DIA DOS PROFESSORES gostaria, claro, de parabenizar meus colegas de profissão. E gostaria de parabenizar e agradecer especialmente alguns que marcaram minha vida:

  • tia Leninha, que foi um amor, um doce, e me acolheu na época em que entrei para a creche em Mangaratiba;
  • Manoel Fernandes, meu primeiro professor de Educação Física, ainda na época da alfabetização, e depois foi meu professor na 8ª série e durante o Ensino Médio Normal;
  • tia Sonia, “uma japonesinha”, que foi minha primeira professora no CIEP 294, quando eu fazia o C.A. (alfabetização);
  • tia Núbia, minha professora na 1ª série, que casou no fim do ano letivo e foi morar em Caxias. Como fiquei triste! Até que um dia, depois de graduada, a reencontrei em Mangaratiba e ela viu em mim um dos frutos de seus esforços quando percebeu que atualmente somos colegas de profissão;
  • tias Ana Beatriz e Ciça, que eram minhas professoras durante a 2ª série, que me ensinaram a fazer “letrinha de mão”;
  • tia Adriana Coimbra, que foi minha professora na 3ª série;
  • professoras Andreia Maria e Rosane que, durante a 4ª série, souberam lidar comigo durante a transição da infância para a adolescência;
  • professora Denise, de Inglês, que me deu aula na 5ª série e até hoje lembro do que ela ministrou;
  • professora Solange Stoque, de Língua Portuguesa, que carinhosamente lia, corrigia os meus textos e me incentivava a continuar escrevendo quando eu estava na 5ª e 6ª séries;
  • professora Neiva, de Língua Portuguesa e Produção de Texto que, quando mudei do CIEP 294 para o CE João Paulo II (na metade da 8ª série), descobriu que eu gostava de escrever e me usava como exemplo em outras escolas onde ela trabalhava para que seus alunos desenvolvessem o gosto pela leitura e escrita;
  • professora Cristina Oliveira, que me incentivou a continuar escrevendo quando entrei no Ensino Médio Normal e me convenceu a fazer minha inscrição nos concursos de redação e poesia que ganhei (ela dizia que eu deveria fazer faculdade de Letras, Jornalismo ou Comunicação… rs);
  • professora Mariza Castilho (a Marizinha) que, no 1° do Ensino Médio Normal, não nos deixava colar folhas no caderno, nos fazia copiar toooodas as – chamadas – xérox para treinarmos a letrinha de professora, que nos fazia escrever só com caneta preta e que não aceitava Diário de Classe rasurado;
  • professora Cirlei Rinaldi (sim, a Cirlei! rs) que era uma professora muito exigente. Ela “pegou no meu pé” o Ensino Médio Normal inteiro e no último dia de aula do 4° e último ano, quando eu tinha certeza de que ela me odiava, fez um elogio inesperado e fenomenal à minha prática pedagógica;
  • professores da Graduação em Educação Física; e
  • professores da Especialização em Educação Física Escolar.

Claro que outro(as) professores passaram pela minha vida e que agora não estou me lembrando para listar e homenagear, mas que, com certeza me ensinaram a ser uma pessoa melhor, uma cidadã crítica e que influenciaram na escolha da minha profissão e me inspiraram a ser o que sou hoje: PROFESSORA.

 
Profª Esp. Vanessa Vasconcellos Imenes de Oliveira Nogueira
Especialista em Educação Física Escolar
CREF 030028-G/RJ
 
 

A Arte de Ensinar

Em homenagem ao Dia do Professor, que foi na segunda feira (dia 15 de outubro), publicarei esse texto que escrevi na Pós Graduação para um trabalho de Metodologia e Didática do Ensino Superior.

A Arte de Ensinar

Ao decidir-se por uma determinada profissão, o indivíduo encontra-se cheio de sonhos e ideais acreditando ter o poder de transformar o mundo com o fruto de seu trabalho. Sobretudo, ao escolher ser professor.

No início de sua docência, o novo mestre é um entusiasta: eleva o moral de seus alunos, os ajuda em questões acadêmicas e até pessoais. Contudo, ao surgirem as primeiras decepções (notas baixas de seus alunos, pontos de vista diferentes por parte de seus colegas, uma negativa por parte da Equipe Pedagógica…), o jovem professor vai ficando desmotivado e começa a indagar-se se todo aquele esforço realmente vale a pena. “Mas é óbvio que vale!” – ele pensa – “Estou formando o futuro de meu pais!”.

O docente vai conquistando anos de casa, se depara com empecílios criados pelo Sistema Educacional vigente, se vê “obrigado” a aprovar um aluno que ele percebe que não tem condições de seguir para a série adiante, analisa os fatos do decorrer do ano letivo, recebe e abre o contracheque com o 13o salário e, mais uma vez se questiona: “Diante de todos esses revezes, vale a pena?”.

Passam-se as férias de verão. O professor recebe seu primeiro triênio e se enche de motivação outra vez. Novas turmas são entregues aos seus cuidados e ele imagina que essas cabecinhas, sim, ele poderá influenciar, que esses novos pupilos serão a solução para a nossa nação. Mas os bimestres vão se arrastando, novidades vao surgindo com o sistema implantado e o professor mais uma vez vai se desgastando emocional e fisicamente diante dos novos fatos.

Visto que a vida docente é uma montanha russa (cheia de emoções e altos e baixos), o professor é obrigado a tormar uma atitude e se posicionar definitivamente: abandona o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou compra uma passagem só de embarque para a emoção que é educar. Ao escolher o abandono, é melhor nem olhar para atrás. Escolhendo permanecer na docência, é imprescindível entregar-se de corpo e mente inteiros ao alunado já que, como se pode notar, apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devemos nos deixar esmorecer, o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuas. Afinal, o futuro do Brasil não está na Copa do Mundo 2014 e nem nas Olimpíadas 2016, está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.


“Eu semeio um futuro melhor: sou professor.” *

“O que seria de sua profissão se não fosse a minha? Sou professor.” **

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FONTE DE PESQUISA:

  • Revista Pátio de ago/out de 2008. Artigo “As Emoções na Docência”, de Alvaro Marchesi
  • * – autor desconhecido
  • ** – autor desconhecido