QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo XI

Gente, vocês não imaginam a correria que tá aqui por causa do final do bimestre. Mas separei um tempinho para escrever o 11º capítulo e espero que gostem! 🙂

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Capítulo XI – Terceiro dia

– Gente, vocês viram aquele primo do Gabriel? – perguntava Lorena ao acordar

– Qual? – Beatriz quis saber

– Ah! Eu sei!! É aquele moreninho né? Eu te vi olhando para ele. – entregou Carolina

– Ele é paraquedista do Exército. – informou Julia

– Qual é o nome dele? – perguntou Lorena

– Renan.

– Ah, ele é lindo! Que filé! Na hora jantar sentei ao lado dele. Como é cheiroso!!Arabesco1– É hoje, Gabriel!! – zoava Fabrício

– É! Me juntei com seus primos ontem depois do jantar e combinei tudo com eles. – informou Marcelo

– O que vai ter?

– Não posso falar. É surpresa.Arabesco1– Preparada para o chá de panela? – perguntou Beatriz

– Mais ou menos… o que estão preparando pra mim?

– Surpresa, miga. – respondeu Lorena

– Gente, tô morrendo de fome. Vamos descer para o café? – perguntou Carolina

– Ah, não quero tomar café agora não… – revelou Lorena

– Porque?

– Ah, Ju… aquele primo do Marcelo fica me olhando o tempo todo. Não consigo comer assim.

– Qual? O Renan?

– Antes fosse, Carol. É aquele chato, sem assunto, que quando fala só diz abobrinha.

– Ah! Eu sei quem é! – alarmou Beatriz

– É o Sandro!

– Esse mesmo, Ju! Ele fica me olhando com aquela cara de empada, me dando as cantadas mais velhas do mundo… ai, que tédio!

– Eu vi ontem. Parecia até aquela poesia: o Sandro que gosta da Lorena; que acha o Renan gatinho; que é primo do Gabriel; que vai casar com a Julia; que é amiga da Carolina; que não ama ninguém.

– Só o Marcelo! – implicou Lorena

– Ah, é! E faltou dizer que a Lolô sempre amou o Fabrício, que é irmão da Ju. – replicou Carolina

– Ah! E…

– Ei, ei, meninas! Chega! – apartou Julia – É melhor descermos para o café.Arabesco1Na mesa do café, aconteceu mais ou menos como a poesia de Carlos Drummond de Andrade que Carolina fez menção, só que quando Lorena percebeu que Sandro iria se sentar ao seu lado, ela disfarçou, levantou-se e sentou entre Bia e Fabrício.

– Ué?! Levantou de lá porque? Não ‘tava do lado do Renan? – perguntou Beatriz

– Pois é. Mas aquele “ser” sentou do outro lado.

– Ele não se toca, né?

– É um chato! Enjoado!

– Quem? – quis saber Fabrício – O Sandro?

– É. – afirmou Beatriz

– Ele é insuportável. Fala em você o tempo todo. É um chato ao quadrado.

E, entre fugir dos olhares de Sandro e paquerar Renan, Lorena tomou seu café da manhã.Arabesco1Com o passar dia, as moças da casa cuidaram da ornamentação do ambiente para o casamento que já é amanhã, e o chá de panela que será logo mais à noite. Os rapazes foram arrumar a garagem para a despedida de solteiro do Gabriel e, de vez em quando, colaboravam com a “a força braçal” para carregar arranjos e outras coisas para as moças.Arabesco1– Já levou “a caixa” lá para a garagem? – perguntou Marcelo ao Fabrício

– Não, tá lá no carro do Rodrigo. Pra que uma caixa daquele tamanho todo?

– É uma surpresinha pro Gabriel.

– Uma surpresona, né? Vou lá buscar.Arabesco1– Quem vem, Carol?

– Ah, Ju… é só o pessoal que já tá aqui mesmo, mas te garanto que vai ser legal.

– Não terão muitos presentes, mas o que vale é a diversão, né Bia?

– Com certeza, Lolô.

– Tô doida pra noite chegar!Arabesco1– Já chamei a mina, Gabriel. – revelou Marcelo

– Ué?! A Julia vem?

– Não né, cabeção! A “outra” mina!…

– Pô, Gabriel! Qual é?! Tu acha que eu iria chamar a minha irmã para a nossa festinha?

– Ah, pensei. Sei lá… Bem, galera, vou subir e arrumar umas paradas lá em cima. Até daqui a pouco.

– Valeu, Gabriel. A noite é nossa.

– É nóis.Arabesco1E assim, entre um preparativo e outro, chegou a tão esperada noite deles e delas.

– Vamos, Lolô?

– Já vou, Carol. Só vou tomar uma água e já subo.

– Vem logo. As meninas já estão lá em cima. Só faltam você e a Ju.

– Pode levar ela pra lá! Eu já vou.

– Oi, Lorena.

– Ah, oi, Sandro!…

– Tomando uma aguinha, é?

– É… bom, já  vou subir. As meninas estão me esperando. Tchau!

– Quem tá te esperando sou eu. Desde o primeiro dia.

– ‘que isso, menino?! Me solta!

– Qual é, gata?!

– Ah, sai! Tenebroso!

Lorena sai correndo pela porta dos fundos, encontra uma caixa e se esconde nela.

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E a noite só tá começando…

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo X

O que estão achando da história, galera? Hoje vamos ao 10º capítulo. 😉 Enjoy!

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Capítulo X – Segundo dia

– Que bagunça é essa? – perguntava Carolina ao acordar

– Vem lá de baixo… – dizia a sonolenta Lorena

– O que está havendo? – indagava Bia – Cadê a Ju?

– Bom dia, meninas! Os primos do Gabriel chegaram – anunciava Julia ao entrar no quarto

– Ué?! Não eram primas? – questionava Lorena

– Acabou que vieram primos e primas.

– Opa! Melhor ainda!! – comemorava Carolina

– Carol!

– O quê, Bia?

– Tem gatinhos? – perguntava Lorena

– Tem um que é bonitinho.

– Hum… quando a Ju fala assim… – lamentava Carolina

– Ah! Que isso! Bonitinho é feio arrumadinho. Se for cheiroso dá pro gasto!

– Lolô!

– Ah, Bia! Qual é? Estou livre, leve e solta. Sou livre para voar!

– Falou tudo, Lolô! – concordava Carol – Pode pegar qualquer um dos primos do Gabriel para você, menos o Marcelo.

– Porque, Carol? Ele te deu ideia?

– Ainda não, Ju… mas se der mole eu pego!

– Suas doidas!… – ria Beatriz

– Fala sério! Ele não é lindo? Aqueles olhos, aquela boca… ah, meu Deus!

– Tadinho do Marcelo!… Se depender da Carol vai embora sem um pedaço! – gargalhava Julia– Gabriel, o que está acontecendo lá embaixo?

– Meus primos chegaram, Fabrício. E aí? Foi no quarto das meninas ontem?

– Não… nem eu nem Marcelo.

– ‘tava trancado. – completou Marcelo

– Sabe se a Bia já acordou, Gabriel?

– Não a vi lá embaixo não, Rodrigo. Mas, Fabrício, o que vocês tanto queriam lá?

– Nada, cunhadinho… só ver as coisas delas.

– Se bem que só ver as coisas não tem graça… o bom de ver mesmo são elas! – disse Marcelo

– Mas a gente pode começar vendo o quarto! No primeiro mole que elas derem, a gente vaza para lá! – dizia Fabrício

– Falou, parceiro! – concordava Marceloc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Meninas, vamos logo senão vai ficar tarde, como ontem. – disse Carolina

– Ah, é! A Ju não pode passar a primeira noite casada “de branco”! – empolga-se Lorena

– Então vamos logo! Só vou avisar ao Rodrigo que estamos saindo e, por mim, a gente já pode ir.

No centro de Friburgo…

– Você quase não enjoou hoje né, Bia?

– Graças a Deus, Lorena…

– Já fez o teste? – indagava Carolina ao descer do carro

– Não – respondeu Beatriz – vou fazer quando voltar.

– Ah! Que bom!! – comemorava Julia – Olha! Aquela ali, na loja da esquerda! É linda! – aponta

– Vamos ver! – puxava Carolinac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Na casa…

– Ju! – chamou Fabrício ao entrar no quarto – Cadê elas? Já saíram? Já saíram!! Tenho que chamar o Marcelo. – diz Fabrício saindo à procura do mais novo companheiro de armações

– Rodrigo, você viu o Marcelo?

– Foi ajudar o Gabriel a receber as flores da ornamentação. Eu também tô indo. Quer ir?

– Daqui a pouco eu vou. Vou dar um pulinho lá em cima e depois vou.

– Quer que eu te espere?

– Não, não precisa. Pode ir. Depois eu vou.

– Valeu então. Tchau!

– Valeu. Tchau!

“Eu, agora, vou lá naquela maravilha que é o quarto delas” – pensava Fabrício – “Pronto! Cheguei. Agora quem não pode chegar são as donas do quarto. Qual será a cama da Lolô? Acho que é essa. Eu a vi com esse travesseiro na viagem. Onde é que estão as malas dela?… Aqui! Achei!! Nossa! Ela é a única pessoa que preenche esse papelzinho que vem na mala…” c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto Fabrício garimpa no quarto das moças, elas encontram a tal lingerie vermelha para Julia.

– Essa é perfeita! – vibra Carolina

– Não tá muito pequenininha, não? – perguntou Beatriz

– Claro que não! A sua, pelo que você nos disse, era muito menor! – entrega Lorena

– Era, Bia? – quis saber Julia

– Só um pouquinho…

– É essa! Vou levar. – declara

– Boa escolha, Ju! – elogia Lorena

– Gabriel vai cair pra trás quando te ver assim! – diz Carolina

– Ah, então não quero mais!

– Por que? Eu ‘tava brincando quando disse que estava pequena.

– Não quero ficar viúva na noite de núpcias!

E a gargalhada foi geral na loja.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Fabrício, ainda no quarto das meninas, continua mexendo nas coisas de Lorena:

– A agenda dela! Será que fala alguma coisa de mim? Pô! Ela não escreve nada além de compromissos! E tá em branco desde a Páscoa!

E ele continua a mexer na agenda, mas não lê nada de interessante. Continua a vagar pelo cômodo à procura de “algo mais” e encontra uma caixa de remédios diferente.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Oi, amor! – cumprimenta Julia ao encontrar Gabriel em casa

– Oi, minha linda! Nossa! Como vocês demoraram, hein?

– Foi por uma boa causa – explica Lorena

– Você vai gostar! – diz Carolina

– De quê? – pergunta Gabriel

– Você saberá. Na hora certa. – indica Beatriz

– Vamos subir, meninas? – chama Juliac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto isso, no quarto, Fabrício resolve ver do que se trata a tal caixa de remédios. Afoito com o objeto suspeito nas mãos, nem vê um par de sandálias, tropeça nele e, com os susto, a caixa cai de suas mãos para baixo da cama de Julia. Ele se abaixa para pegar, quando ouve a voz de Carolina ecoando pelo corredor.

“E agora? O que farei? Se eu sair, elas me pegam. Se eu ficar aqui elas me encontram” – os passos e as vozes se aproximam – “Vou ficar assim mesmo!” – decide Fabrício se ajeitando embaixo da cama da irmã.

– Gostou, Ju? – pergunta Carolina

– Claro! Gabriel não perde por esperar! Quando ele me ver assim… – comemorava Julia

– E você? O que comprou, Lolô?

– Só uma camisolinha mesmo. Bia, me ajuda aqui, por favor. Essa blusa é horrível de desamarrar.

– Vai experimentar agora? – perguntou Bia

– Vou. Com essa correria da Ju, nem deu tempo.

Carolina: – E se não ficar bom?

Julia: – A moça da loja disse que troca. Cadê a notinha?

Lorena: – Tá aqui. Ué?! Onde guardei?

Beatriz: – Ah! Tá aqui no chão. Quase cai embaixo da cama da Ju.

– Ai, meu Deus!… Elas vão me ver… – pensa Fabrício – ‘tô perdido…

Julia: – Nossa, Lolô! ficou show!

Beatriz: – Essa cor combina perfeitamente com seu tom de pele.

Carolina: – Ficou muito lindo mesmo. Esse Casamento promete!

– Tenho que ver isso – pensa Fabrício se espichando para ver Lorena

– Meninas! O almoço está servido!! – anuncia D. Ana do corredor

– Obrigada. Já descemos, sogrinha! – responde Julia da porta do quarto

Carolina: – E então, Ju? Empolgada para mostrar o resultado ao Gabriel?

Lorena: – Só queria ser uma mosquinha para ver a reação dele.

Beatriz: – Vamos descer, gente? Tô faminta!

Lorena: – Só vou colocar uma blusa.

Julia: – Será que ele vai gostar?

Beatriz: – É claro que vai!

Carolina: – Todo cara gosta desse tipo de surpresa. Ainda mais agora que estarão casados!

Lorena: – Gente, agora morreu o assunto. Senão o Gabriel vai descobrir antes da hora.

Beatriz: – Ah, é!

Julia: – Shiii… vamos.

E entre risinhos e olhares de cumplicidade, as meninas saem do quarto.

– Ufa! Finalmente saíram! – comemorava Fabrício – Caraca! Eu já ‘tava ficando nervoso. Pra completar, nem deu pra ver a Lolô!… Sobre que resultado elas estavam falando? Que remédio é esse aqui? – divagava saindo do quartoc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Nossa! Que calor! Nem parece que estamos em julho – reclamava Marcelo

– Assim as flores vão morrer… – lamentava Gabriel

– Deve ser por isso que a Bia tem passado tão mal: durante o dia esse calor escaldante, e à noite um frio danado. Não há quem resista. – resmungava Rodrigo

– Talvez não… – duvidava Gabriel

– Como assim? – perguntava Marcelo

– Tem alguém aqui que vai ser papai! – anunciava o empolgado Gabriel

– Eu sabia!! – interrompeu Fabrício – Essa história de vocês nunca me convenceu! Agora tenho certeza!!

– Certeza de que, mané? – indagou Marcelo

– Essa história de cinco anos morando fora e não ter rolado nada entre vocês dois! Seu mentiroso! -  dizia Fabrício acusando Gabriel

– Calma, cara…

– Calma nada, Gabriel! Seu mentiroso! Você já sabia e fingiu que não houve nada! Agora minha irmã vai casar grávida! E você sabia!!

– Quem?! – assustou-se Gabriel

– A minha irmã! A minha irmã!! – repetia aos berros

– A Julia?

– Claro, Rodrigo. Só tenho ela. Essa história de que ela era pura, que iria casar virgem… eu sabia que era mentira! Só espero que não contem nada ao meu pai, ele vai ficar muito decepcionado. E a Julia tá grávida e o Gabriel já sabia, tanto que taí se gabando “alguém aqui vai ser papai”. Seu… seu…

– Ei, Fabrício! Pera lá!! Fica no gelo, maluco. – aparta Marcelo

– Não era da sua irmã que a gente ‘tava falando. – defende-se Gabriel

– Mas tem um teste de gravidez e tudo no quarto dela!

– Hahahahaha!

– Tá rindo de que, Rodrigo? – perguntava Fabrício, enfurecido

– Hahaha! O teste não é dela. Hahaha!

– E é de quem? – quis saber Fabrício, agora confuso

– Hahahaha! É da Bia!

– De quem?

– É da Bia. As meninas acham que ela está grávida e compraram o teste para ela ontem. Hahaha!

– E eu me referia ao Rodrigo. – diz Gabriel

– Ah, é?! Puxa, gente… Sério? Foi mal aê. – desculpa-se Fabrício

Sem título_______________________________

Por hoje é só, pessoal! Até semana que vem!!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo IX

Olá, pessoal!!

Desculpem a ausência. Como devem saber, sou professora e final de bimestre é uma correria só! É prova para elaborar, prova para aplicar, trabalho para corrigir, prova para corrigir, notas para lançar nos diários de todas as turmas… e, para completar, fiquei alguns dias sem internet (com um oferecimento de Inova Angra, a tipo Net daqui de Mambucaba).

Mas hoje tô de volta e publicarei a seguir o capítulo 9. Espero que gostem! 😉

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Capítulo IX – Primeiro dia

– Meninas, esse é quarto.

– Ai, que legal! Essa é a minha cama. – apontava Lorena

– E essa é a minha! – corria Carol

– Vou ficar aqui com vocês… posso?

– Claro, Ju! – concordava Beatriz

Lorena: – Vamos colocar as fofocas em dia!

Carolina: – Ah, é! Ju, conta pra gente: você já comprou a lingerie vermelha para a primeira noite?

Julia: – Lingerie vermelha?! Não. A minha roupa de núpcias é branca.

Lorena: – Não! Tem que ser vermelha!

Julia: – A sua foi vermelha?

Beatriz: – Claro! É a tradição. A primeira lingerie!!

Lorena: – Tem que ser! É a cor da paixão. Branco é muito… muito… é… muito… branco!

Carolina: – Vamos agora resolver isso! Venham, meninas! Vamos comprar a lingerie vermelha pra Ju. Afinal, Friburgo é a capital brasileira das roupas íntimas.PNG - Arabesco azul 1– Estão ouvindo? – apontava Fabrício

Gabriel: – O que?

Fabrício: – O burburinho no quarto delas!

Marcelo: – O que tem quer ser vermelha?

Gabriel: – Não sei… não entendi direito…

Rodrigo: – A calcinha.

Fabrício: – Ai, meu Deus! Calcinha vermelhinha… de quem? De quem?

Marcelo: – Como você sabe que é da calcinha que elas estão falando?

Rodrigo: – Escuta só. – todos colocam as orelhas na parede que divide os quartos – Ouviram? A da Bia também era vermelha. É a tradição. A primeira calcinha tem ser vermelha.

Fabrício: – Aê, Gabriel!…

Marcelo: – Vai ter calcinha vermelhinha na lua de mel!!

PNG - Arabesco azul 1E no caminho para o centro…

Lorena – ‘cê tá bem, Bia?

Beatriz: – ‘tô. Isso vai passar logo.

Carolina: – Quer que eu pare o carro?

Julia: – É melhor, Carol. Ela ‘tá muito pálida.

Carolina para o carro e Beatriz desce correndo; quase não dá tempo de chegar ao banheiro com Lorena.

Julia: – ‘tadinha da Bia!… Sempre passou mal quando anda de carro…

Carolina: – Mas eu a vi tomando o remédio antes da gente sair. Isso é outro tipo de enjoo.

Julia: – Como assim?

Carolina: – Quando ela voltar pro carro, repare no rosto dela. ‘tá diferente.

Julia: – Boiei, Carol.

Carolina: – Tô achando que ela tá grávida, Ju!

Julia: – Será?

Carolina: – Ela tá voltando. Repare só.

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Aonde elas foram?

Rodrigo: – Bia disse que iriam ao centro.

Marcelo: – Vai ter despedida de solteiro, Gabriel?

Fabrício: – Tem que ter!

Gabriel: – Você teve, Rodrigo?

Rodrigo: – Claro! Meu primo arranjou tudo!

Fabrício: – Deve ser na moral. Nunca fui a uma.

Marcelo: – Vamos organizar isso.

Gabriel: – Olha lá, hein?!

PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Naquela loja ali.

Julia: – Sex shop? De jeito nenhum!

Carolina: – Não, a do lado.

Lorena: – Essa vitrine tem umas peças bonitas, né, Bia?

Beatriz: – Hum, hum.

Julia: – Ainda não melhorou?

Beatriz: – Vai passar…

Carolina dá um olhar de confirmação para Julia, que passa a olhar Beatriz com outros olhos.

Lorena: – Quer ir na farmácia? Conheço um remédio ótimo para enjoo de carro. Meu ex atual tomava.

Beatriz: – Ex atual?

Lorena: – É! Meu ex namorado mais recente!

Julia: – Essa é nova.

Carolina: – Mais uma da Lorena…

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Vamos no quarto delas?

Gabriel: – Fazer…?

Fabrício: – Ver como é, ora!

Rodrigo: – Melhor não.

Marcelo: – Vamos.

Rodrigo: – Não, gente.

Gabriel: – É melhor não arriscar. Daqui a pouco elas voltam, aí não vai prestar.

Marcelo: – Eu vou.

Fabrício: – Eu também!PNG - Arabesco azul 1Lorena: – Boa tarde. Me vê esse remédio para enjoo, por favor.

– Pede um teste de gravidez também. – Carolina sussurra no ouvido de Lorena

– Você tá grávida?

– Eu não, Lolô! A Bia!

– A Bia? – surpreende-se Lorena

– Eu acho que sim.

– Pensando bem… faz sentido. Ô, moço! Me dá um teste de gravidez daquele também, por favor.PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Como será o quarto delas?

Marcelo: – Logo saberemos.

Fabrício: – Acho que não…

Marcelo: – Droga! ‘tá trancado!!PNG - Arabesco azul 1– Acharam a lingerie? – pergunta Carolina ao encontrar Beatriz e Julia na calçada de uma loja

– Não… nessa loja não tem o que eu quero. – responde Julia

– Amanhã a gente volta – sugere Lorena

– É melhor. A gente volta com mais tempo e disposição. – concorda BeatrizPNG - Arabesco azul 1Em casa…

Julia: – E aí, meninos? Comportaram-se bem?

Fabrício: – Como anjos, maninha.

Lorena: – Imagino.

Rodrigo: – Você está bem?

Beatriz: – É só um mal estar.

Gabriel: – Deve ser do frio.

Carolina: – Vamos para o quarto, Bia. Lá você toma um remédio, deita, descansa…

Marcelo: – Oi, meninas! Já chegaram? Eu ‘tava na cozinha e nem vi você chegarem… a D. Ana pediu para avisar que já vai servir o jantar.

Julia: – Vou subir e tomar um banho.

Lorena: – É… eu também. Até logo, rapazes.

Carolina: – Vamos, Bia.

Beatriz: – Vamos, sim. Tchau, amor.

Rodrigo: – Descansa. Depois levo alguma coisa para você comer.PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Toma, Bia.

– O que é isso? – perguntou

– Um teste de gravidez. – responde Lorena

– Eu não tô grávida! É só um enjoo. Vai passar!

– Bia, por favor… – pede Lorena

– Você tem certeza de que não tá grávida?

– Claro que tenho, Carol!!

Julia: – Meninas, o que está havendo? Do corredor dá pra ouvir vocês discutindo.

– Elas acham que tô grávida. – defende-se Beatriz

Julia baixa os olhos e declara: – Eu também acho.

– Gente, não é possível… é muito cedo…

– Mas você já é casada há mais de um ano, Bia.

– É cedo, Lolô. Rodrigo e eu planejávamos uma criança para o ano que vem, ou para o outro…

– Ela só chegou mais cedo – consolava Carolina

– Mas você ainda nem fez o teste. Calma, Bia. – disse Julia

– É verdade… não fiz. E nem vou fazer!

Lorena: – Bia!…

Julia: – Deixa, gente. Ela não quer fazer. Quem vai ficar na dúvida é ela.

Carolina: – Até porque nós temos certeza! Bem, é melhor deixa esse assunto de lado e descer para o jantar. Você vem, Bia?

Beatriz: – Daqui a pouco. Podem ir.

As meninas descem para o jantar e Beatriz fica sozinha no quarto com o tal teste.

“Faço ou não faço?” – pensava Beatriz – “Se der negativo? E se der positivo? O que Rodrigo vai achar? Ai, dúvida cruel… vou fazer. Não! Eu não tô grávida. Não é possível. Eu fiz tabelinha… será que errei nas contas? Para de me olhar!” – disse para a caixinha – “não vou nem te abrir. Não me chame! Vou jogar isso fora.”

– O que é isso? – perguntou Rodrigo ao entrar no quarto.

– Ah, nada! – diz Beatriz com  a caixa nas mãos

– Que remédio é esse? Você tá tomando remédio pra que? Deixe eu ver.

– Não é remédio, é…

– Teste de gravidez? – perguntou Rodrigo lendo o rótulo – Amor! Você tá grávida?

– Não, eu não.

– Quem? A Julia? O Gabriel já sabe?

– Não, ninguém. Ainda não. É que…

– Bia, não tô entendendo.

– As meninas acham que eu tô grávida, é mole?! Mas a gente fez tabelinha, né? Não é possível.

– Não sei… a gente pode ter errado nas contas. Cadê o resultado?

– Eu ainda não fiz o teste,

– Vai lá, faz! Vou te esperar aqui.

– Rodrigo, eu tô com medo. E se der positivo? Eu não tô pronta para ser mãe. Eu… não vou fazer.

– Mas, Bia… a gente sempre quis isso! Porque não faz o teste?

– A gente queria pro ano que vem.

– E se vier agora, vai ser melhor ainda. O preparo para ser pai, mãe, vem durante os nove meses.

– Tudo bem, vou fazer. Amanhã.

– Tá. Amanhã.

As moças e os rapazes voltam para seus quartos. É hora de dormir.

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Semana que vem tem mais! Até terça!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulos VII e VIII

Semana passada adiantamos um pouco a história e hoje vamos para o sétimo e oitavo capítulos. Quem será que vai a esse Casamento, hein? Haverá o reencontro das meninas?

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Capítulo VII – As viagens

Os meses foram passando, até que chegou julho. Dia 15 as malas de Bia e Rodrigo já estavam prontas. Lolô já havia comprado a passagem para Friburgo, e Carol pôs o carro para fazer revisão na oficina mecânica para pegar a estrada da Serra.

– Vamos, Bia!

– Calma, Rodrigo!

– Já está tudo no carro, o que você está procurando?

– Meu anel.

– Que anel? Aquele com pedras azuis que você não desgruda dele?

– Ele mesmo. Você o viu por aí?

– Não… vou procurar na sala.

Depois de algum tempo…

– Achou?

– Não, Bia… Você não tem noção de onde possa ter deixado?

– Não. Ai, meu Deus… onde eu o deixei? ‘Tá ficando tarde e a gente ainda está em casa…

– Calma, amor. Não chora. Senta aqui. Isso,,, pronto. Agora vamos refazer os seus passos: me conte tudo o que fez desde que acordou.

– Levantei, fui ao banheiro, tomei banho.

– Ok. Já olhei no banheiro e não está lá.

– Fui na cozinha, preparei e tomamos café.

– Já olhou na cozinha?

– Já. Até na lixeira, mas não ‘tá lá. Depois vim para o quarto me vestir. Passei uns cremes, e…

– E…?

– Já sei onde está!!

– Sério? Onde?

– Aqui: no bolso da minha blusa.

– Bia!

– É que eu o tirei para passar creme nas mãos e o guardei no bolso para não perder…8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena pegou suas malas e partiu rumo à Rodoviária. Entrou no ônibus e entregou a passagem ao fiscal, que informou:

– A senhora não vai nesse ônibus.

– Como não? – questionou Lorena

– É. Esse ônibus vai para Teresópolis, o que vai para Friburgo vai sair… não! Olhe! É aquele que já está saindo!!

Lorena desce do ônibus desesperada, gritando:- Parem esse ônibus! Tenho um Casamento para ir em Nova Friburgo!! Para tudo!!

E o fiscal a ajuda a parar o ônibus, ela pega suas malas e embarca no veículo certo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Carol pegou seu carro na oficina, buscou suas malas em casa e subiu a Serra rumo a Friburgo. Mas, como nem tudo é perfeito, às 11h da manhã de 18 de julho, Carolina fica “plantada” no acostamento, pois o pneu de seu carro furou e ela não consegue trocá-lo.

Porém, para a sua sorte, um rapaz alto, moreno de sol e com belos olhos verdes (daqueles que sobressaem à pele bronzeada), parou atrás de seu carro e indagou com o melhor do sotaque carioca:

– A moça tá perdida?

Carol, extasiada com toda a beleza à sua frente, só conseguiu responder que não com um aceno de cabeça e apontou para o pneu furado.

– Quer ajuda?

Carol, ainda boquiaberta, se quer ouviu a pergunta do rapaz, que insistiu:

– Quer ajuda?

– Hã?! Ah! Quero, sim, por favor. Obrigada. É que eu não sei trocar pneu.

O rapaz começou a trabalhar sob o sol de quase meio dia. Começou a esquentar e ele foi até o carro, apanhou em sua bagagem uma regata e trocou-a, pois a camisa de manga havia sido encharcada de suor.

– Você está viajando para onde? – Carolina quis puxar assunto

– Friburgo, – respondeu o moço terminando de se vestir.

– Que coincidência!! Eu também.

– Pois é, eu ‘tô indo para o Casamento de uma amigo meu.

– ‘Tá brincando?!

– Não, porque?

– E também ‘tô indo para um Casamento lá. Como se chama seu amigo?

– Gabriel.

– E o nome da noiva dele é Julia?

– É. Como você sabe?

– Eu também estou indo para lá. A Julia é minha amigona. Serei uma das madrinhas dela.

– Como é que são as coisas, né?! Que coincidência… bom, ‘tô aqui trocando o pneu do seu carro, indo para o mesmo lugar que você, no Casamento do mesmo casal e ainda não sei seu nome.

– Ah! Me desculpe!… Sou Carolina.

– Marcelo, muito prazer.

E eles continuaram a conversar enquanto Marcelo terminava de trocar o pneu do carro. Carol abaixou ao seu lado,  para ver mais de perto aquele “deus grego” trabalhando, mas sua observação durou pouco, pois Marcelo acabara de trocar o bendito pneu. Ao levantarem, ficaram frente a frente, como prontos para um beijo e, quando Carol quase se rendeu aos apelos daqueles olhos verdes, passou um caminhão buzinando para eles. O que os assustou e os fez cair no riso quebrando o clima antes formado, e foi cada um para o seu carro com destino a Nova Friburgo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749A viagem de Bia e Rodrigo foi a mais demorada. É que a cada posto de combustível que passavam, Bia fazia Rodrigo parar, pois queria ir ao banheiro ou “tomar ar”, porque não estava se sentindo bem.

– Naquele ali, Rodrigo.

– De novo?

– ‘Tô passando mal.

– Espera mais um pouquinho… paro no outro.

– Não dá! Ou vai ser aqui no carro ou no posto.

E corria Beatriz para o banheiro…

– Ah, já estou melhorando – dizia Bia ao entrar novamente no carro.

– Comprei café. Quer?

– Café? Não, de jeito nenhum. Só o cheiro já tá me enjoando.

– ‘Tá passando mal mesmo. Pra rejeitar café…

– Espero que seja nossa última parada, senão só vamos chegar na manhã do dia 21!

– Se seu mal estar permitir, chegaremos logo. Faltam poucos quilômetros.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena, em seu ônibus, começa a lembra-se de seu passado com as meninas: quando tocavam na fanfarra da escola, quando brincavam de bonecas, o 1º beijo de cada uma, quando dormiram na casa da Carol para assistirem de madrugada a um jogo de Copa do Mundo de futebol, lembrou de sua paixão adolescente pelo Fabrício, até que se surpreende quando percebe que está se perguntando se hoje em dia essa paixãozinha daria certo. Mas suas recordações são interrompidas por uma freada brusca do ônibus e o gritos de algumas crianças assustadas.

– Droga! Não acredito! Não acredito! – repetia indignado o motorista

– O que houve?

– Soltou alguma coisa, acho que no motor.

O motorista desceu, analisou a situação do veiculo, voltou e anunciou:

– É pior do que imaginava. Já liguei para a empresa e mandarão outro carro para levá-los.

– Não acredito… – lamenta Lorena

E os passageiros descem, apanham suas bagagens. Alguns voltam para seus lugares; outros, como Lorena, sentam no acostamento por cima das malas.

– Eu sabia! Devia ter alugado com carro, sabia! Mas não, preferi vir de busão, é mais barato… agora só vou chegar amanhã! Ai, tédio!…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Cadê as meninas? Já são 13h e nada!

– Calma, Ju… elas moram longe, estão vindo cheias de bolsas….

– Ah, Gabriel, tô ficando preocupada.

– Deixa disso. Daqui a pouco elas chegam. Vamos almoçar. Minha mãe chamou a gente já faz meia hora.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Quero ir embora… – lamentava baixinho para si mesma – Ai, que calor!

– Está muito abafado mesmo – concordou uma senhorinha ao lado de Lorena

– Não sei onde é pior: se é dentro do ônibus ou aqui fora.

– Ah, no ônibus, minha filha. Eu ‘tava lá e saí porque não me aguentei.

– Quanto tempo a gente deve ficar aqui?

– Nãos sei… mas peguei o celular daquela moça ali e liguei pro meu filho vir me buscar.

– É?

– Mas não vou te oferecer carona, pois ele vem me buscar para me levar de volta para Niterói. A não ser que você queira ir para lá…

– Ah, não. Niterói, não. Obrigada.

– Aêêê! ‘Tão a pé!… – gritavam uns caras que passavam de carro.

– Engraçadinhos! Carona, que é bom, nada!

– Calma, minha filha… daqui a pouco aparece o outro ônibus.

– ‘Tá olhando o que?! – Lorena disse em tom de desafio a um motorista que passou um pouco mais devagar

– Minha filha, ele ‘tá voltando…

– Ai, meu Deus! – tremia

O rapa parou o carro, desceu e encarou Lorena, que o olhava apavorada e pronta para se desculpar, até que o rapaz a surpreendeu:

– Lorena! – disse abrindo os braços

– Quem é você?

– Não se lembra de mim, Lolô?

– Ai, meu Deus! Quem é esse cara?!

– Lolô! Sou eu, Fabrício!

– Fabrício?!

– Sim, sou eu mesmo! Irmão da Ju!

– Caramba! Não acredito!… – diz retribuindo ao abraço

– Nossa, Lolô, com todo o respeito: você está ótima!

– Obrigada, Fabrício, você também. Como está mudado, nem te reconheci!

– O que faz aqui? Não vai ao Casamento da minha irmã, não?

– Eu ‘tava indo, mas o busão quebrou e fiquei a pé.

– Vamos, te dou carona.

– Claro. Mas podemos levar essa senhora que estava ao meu lado?

– Hum… acho que não.

– Hã?

– Mas é claro! Vambora!

– Vamos? – perguntou Lorena à senhora

– Ah, não, minha filha… meu menino já vem me buscar, senão aceitava sim. Obrigada.

– Então tá! Eu já vou. Fique com Deus!

– Vai com Ele você também! Ah! E aproveita a carona do moço. Como vocês dizem, ele é um gatinho!…

Lorena sentiu as bochechas queimarem enquanto entrava no carro de Fabrício.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Beatriz e Rodrigo estão conseguindo, com muito custo, chegar a Nova Friburgo. Mas, antes da tão aguardada chegada, eles fazem mais uma parada.

– Bia, acho melhor a gente procurar um posto médico quando chegar na cidade.

– Que nada, Rodrigo!

– Você está enjoando muito.

– Ih! Sou assim desde pequenininha. É entrar no carro e enjoar.

– Sim, eu sei. Mas das outras vezes que viajamos não foi assim.

– É, realmente…

– Então? Não é melhor procurarmos um médico?

– Quem sabe depois, quando voltarmos pra casa? Vamos?

– Vamos.

E seguiram viagem.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Nunca imaginei que um dia seria escoltava por um filé desses… – pensava Carolina em seu carro – Ah! Se eu pego… faço um estrago! Não sobraria nada para contar a história…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Gabriel… cadê todo mundo?

– Calma, Ju.

– Não é possível que seja engarrafamento.

E Julia é interrompida por um som de buzina.

– É o carro do Fabrício! Gabriel, meu irmão chegou!!

– Não falei pra você que estavam chegando? Vamos até lá recebê-lo! Ei! Olhe!

– Quem tá com ele?

– É uma moça. Namorada nova, talvez?

– Não acredito! É a Lorena!! – reconhece Julia ao chegar mais perto

– Oi, mana!…

– Oi, Fabricio! Oi, Lorena!

– Quanto tempo, Ju!

– ‘Tá chegando mais alguém – anuncia Gabriel

– Não acredito! É a Bia! – surpreende-se Julia

– Oi, meninas! Quanto tempo!… – diz Bia ao descer do carro e abraçando as amigas

– Que legal que vocês chegaram. Eu estava preocupada, impaciente… só falta a Carol, agora.

– Faltava – aponta Lorena.

– Ah! Não acredito!! Que saudades! – gritava Carol ao descer do carro.

reencontroCapítulo VIII – Primeiras considerações

– Vamos, gente. Entrem. – recepcionava Gabriel

– E então, como foi a viagem de vocês? – indagava Julia

– A minha foi lenta, fazendo pit stop em todos os postos de combustível. – contou Beatriz

– Eu peguei um ônibus para Teresópolis, desci, peguei o busão certo, mas ele quebrou, fiquei na estrada, mas o Fabrício me viu, me reconheceu e ofereceu carona. – dizia Lorena recuperando o fôlego

– Sortuda, como eu. O pneu do meu carro furou, mas o Marcelo, amigo do Gabriel, parou e me ajudou – gabava-se Carolina

– Nossa! A viagem de vocês dá um livro! – ria Julia – Bom, agora tenho uma coisa meio chata para contar.

– O que? – assustou-se Bia

– O Casamento foi adiado? – perguntou Carol

– Foi ontem? – brinca Lorena

– Não, não… é outra coisa; – tranquilizava Julia – É que depois que mandei as cartas para vocês, umas primas do Gabriel ligaram para a D. Ana se oferecendo para virem 2 dias antes e sabem como é, né? Prima é prima… e minha sogra ficou sem graça de empatar a vinda delas.

– Então elas veem amanhã? – perguntou Lorena – O que tem isso de chato?

– Bom, o chato é que não temos quartos suficientes, um pra cada um. Então a gente ‘tava conversando e achou melhor um quarto para as as moças e outro para os rapazes; e a Bia, como é casada, ficaria no quarto do Gabriel e ele passava pro quarto dos meninos.

– Gostei! Taí! Que nem nos acampamentos mistos – vibrava Carolina

– Que nem quando éramos adolescentes. Vou levantar poeira! – comemorava Lorena

– Ju, não se preocupe  comigo e Rodrigo. A gente entra na bagunça dos solteiros. Até porque, ocupar o quarto do noivo não é muito seguro…

– Porque, Bia?

– Sei lá… vai que aparece uma “surpresinha” de despedida de solteiro e eu lá… melhor não.

E todas caem na gargalhada.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– E então, rapazes? O que acharam da ideia do quartos? – quis saber Gabriel

– Na moral. – concordava Fabrício

– Com certeza a Bia vai querer ficar com as garotas, aí eu iria ficar na pista. – diz Rodrigo

– Vai ser legal. Já penou observá-las trocando de roupa pelo buraquinho da fechadura? – planejava Marcelo

– E aquelas conversinhas de mulher? A gente vai ouvir tudo. – comemorava Fabrício

– Então vamos. O quarto é lá em cima.

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Agora essa história vai andar! Até semana que vem!!

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Perdeu as primeiras postagens? Não tem problema! Acompanhe:
Capítulos 1 e 2 e Capítulos 4, 5 e 6

Escolhi esperar!

Ontem, assistindo ao GloboNews, vi uma matéria que falava sobre a vacinação de meninas contra o HPV. Uma médica foi entrevistada no programa para esclarecer dúvidas acerca do vírus, para falar sobre o plano da vacinação e (pasmem!) da resisitência da população sobre a faixa etária que deveria receber a imunidade. O atual texto do projeto diz que meninas entre 11 e 13 anos deveriam ser vacinadas. As que já passaram da idade também devem tomar as 3 doses para a imunização, mas o público alvo seriam as meninas entre 11 e 13 anos, pois (segundo o Ministério da Saúde) as garotinhas brasileiras estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo e, nessa idade, já seria necessário aplicar a vacinação para que, quando elas tiverem relações sexuais, estarem imunes ao vírus do HPV. Tem gente achando que entre 11 e 13 anos é muito cedo, tem gente apoiando… o texto está sendo examinado pela Câmara dos Deputados.

Primeiramente, pensei: boa tática! Como já diriam os antigos, “é melhor prevenir do que remediar”. Mas pensando melhor, se as menininhas seguissem a vontade de Deus, se guardariam e, além de não engravidarem precocemente, não correriam risco de contrair DST`s como o HPV. Se vivessem os planos de Deus, só se entregariam sexualmente a alguém depois do Casamento e, assim, menininhas e menininhos estariam limpinhos, sem DST`s, sem decepções amorosas, sem crianças gerando crianças…

Assumo sem vergonha nenhuma. Casei-me ano passado, aos 25 anos. E, sim, casei virgem. Esperei em Deus, me guardei e Ele me abençoou! Me abençoou com um marido amoroso, fiel e igualmente puro. Deus tem nos feito viver um Casamento lindo e sólido em Sua presença.

Namorar e estar noivos durante pouco mais de 4 anos sem o test drive tão promovido pelo mundo foi muito difícil, não vou mentir. Mas Deus nos deu forças, domínio próprio e nos auxiliou durante a “caminhada no deserto rumo a terra prometida”.

Se tivesse iniciado minha vida sexual na faixa etária considerada normal, aceitável pelo mundo, não viveria o melhor de Deus para mim, talvez hoje já tivesse filhos, talvez estaria vivendo frustrada, entre outras coisas.

Há um tempo atrás, uma aluna do Colégio onde trabalho apareceu grávida. Algumas meninas, de outra turma até, vieram me contar a novidade dizendo ser um absurdo ela estar grávida tão nova e com tantos métodos contraceptivos disponíveis. “Como pode professora?!” – elas me perguntaram. Eu respondi: “O melhor método para prevenir gravidez é a virgindade. Segurar a periquita é a melhor opção.” Elas ficaram chocadas com minha resposta e perguntaram sobre minha vida sexual com meu (na época) noivo. Disse que não havia vida sexual ativa, que decidimos cumprir a vontade de Deus nos guardando. Mais uma vez elas ficaram chocadas e algumas delas disseram que, com base em meu testemunho, também se guardariam e seguiriam meu exemplo.

Não quero dizer com essa história que sou melhor do que outras pessoas. Quero dizer que, sim, é possível esperar! Sabe quais as vantagens de esperar o Casamento, o momento certo, para se entregar sexualmente a alguém? Eis algumas delas:

  1. Não haverão comparações casando-se virgem, você não terá como comparar a performance sexual de seu (sua) esposo (a) e ele (a) sendo igualmente virgem, esta será uma via de mão dupla.
  2. Não haverão decepções não havendo comparações, você não ficará desapontado (a) com a inexperiência de seu cônjuge.
  3. Haverão descobertas vocês descobrirão JUNTOS os benefícios e prazeres da vida a dois. É tão bom passear com a pessoa amada na rua e encontrar R$50!… Imagine descobrir com seu amor as delícias da vida sexual!
  4. Fidelidade* a pessoa que não tem o domínio próprio de guardar sua pureza até o Casamento tem maior probabilidade de ser infiel durante o Casamento. Se não conseguiu “se segurar” quando solteiro, talvez não consiga se dominar casado…
  5. Saúde mantendo-se virgem, você está literalmente puro, pois não se expõe a doenças sexualmente transmissíveis (as famigeradas DST`s).
  6. Deus é a vontade Dele para seus filhos! Deus deseja que o homem e a mulher se unam fisicamente/sexualmente após a união espiritual (o Casamento). “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gênesis 2.24)

Estes são apenas alguns benefícios de se manterem puros antes do Casamento. Vale a pena esperar e desfrutar do melhor de Deus para a tua vida. Aguarde o tempo certo!!

Para finalizar a minha opinião sobre a vacina, se as garotinhas e os garotinhos em geral fossem orientados a se manterem puros antes do Casamento, virgens, o Ministério da Saúde não precisaria se preocupar em vacinar ninguém contra o HPV, não teria que buscar com urgência a cura para a AIDS e outras DST`s e essas doenças (se existissem) não seriam tão facilmente transmissíveis. Mas já que alguns adolescentes já estão “circulando soltos por aí”, essa vacinação é uma boa maneira de prevenir o pior.

Acesse também:

  • Matéria sobre a vacinação contra o HPV – http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2013/04/ministerio-da-saude-discute-inclusao-de-vacina-contra-hpv-na-rede-publica.html
  • Blog sobre namoro para a juventude – http://naomordamaca.com/
  • Estudo “Agora é para casar!” – http://vanessa.imenes.org/?p=302
  • Estudo “Orando e namorando” – http://vanessa.imenes.org/?p=318
  • Post “Namoro Santo: Deus quer. Você consegue?” – http://vanessa.imenes.org/?p=158
  • Post “Depoimento :: minha história de amor” – http://vanessa.imenes.org/?p=158

 

* não estou afirmando que isso é regra! Note a palavra PROBABILIDADE no contexto da frase