QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo XI

Gente, vocês não imaginam a correria que tá aqui por causa do final do bimestre. Mas separei um tempinho para escrever o 11º capítulo e espero que gostem! :)

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Capítulo XI – Terceiro dia

— Gente, vocês viram aquele primo do Gabriel? – perguntava Lorena ao acordar

— Qual? – Beatriz quis saber

— Ah! Eu sei!! É aquele moreninho né? Eu te vi olhando para ele. – entregou Carolina

— Ele é paraquedista do Exército. – informou Julia

— Qual é o nome dele? – perguntou Lorena

— Renan.

— Ah, ele é lindo! Que filé! Na hora jantar sentei ao lado dele. Como é cheiroso!!Arabesco1— É hoje, Gabriel!! – zoava Fabrício

— É! Me juntei com seus primos ontem depois do jantar e combinei tudo com eles. – informou Marcelo

— O que vai ter?

— Não posso falar. É surpresa.Arabesco1— Preparada para o chá de panela? – perguntou Beatriz

— Mais ou menos… o que estão preparando pra mim?

— Surpresa, miga. – respondeu Lorena

— Gente, tô morrendo de fome. Vamos descer para o café? – perguntou Carolina

— Ah, não quero tomar café agora não… – revelou Lorena

— Porque?

— Ah, Ju… aquele primo do Marcelo fica me olhando o tempo todo. Não consigo comer assim.

— Qual? O Renan?

— Antes fosse, Carol. É aquele chato, sem assunto, que quando fala só diz abobrinha.

— Ah! Eu sei quem é! – alarmou Beatriz

— É o Sandro!

— Esse mesmo, Ju! Ele fica me olhando com aquela cara de empada, me dando as cantadas mais velhas do mundo… ai, que tédio!

— Eu vi ontem. Parecia até aquela poesia: o Sandro que gosta da Lorena; que acha o Renan gatinho; que é primo do Gabriel; que vai casar com a Julia; que é amiga da Carolina; que não ama ninguém.

— Só o Marcelo! – implicou Lorena

— Ah, é! E faltou dizer que a Lolô sempre amou o Fabrício, que é irmão da Ju. – replicou Carolina

— Ah! E…

— Ei, ei, meninas! Chega! – apartou Julia – É melhor descermos para o café.Arabesco1Na mesa do café, aconteceu mais ou menos como a poesia de Carlos Drummond de Andrade que Carolina fez menção, só que quando Lorena percebeu que Sandro iria se sentar ao seu lado, ela disfarçou, levantou-se e sentou entre Bia e Fabrício.

— Ué?! Levantou de lá porque? Não ‘tava do lado do Renan? – perguntou Beatriz

— Pois é. Mas aquele “ser” sentou do outro lado.

— Ele não se toca, né?

— É um chato! Enjoado!

— Quem? – quis saber Fabrício – O Sandro?

— É. – afirmou Beatriz

— Ele é insuportável. Fala em você o tempo todo. É um chato ao quadrado.

E, entre fugir dos olhares de Sandro e paquerar Renan, Lorena tomou seu café da manhã.Arabesco1Com o passar dia, as moças da casa cuidaram da ornamentação do ambiente para o casamento que já é amanhã, e o chá de panela que será logo mais à noite. Os rapazes foram arrumar a garagem para a despedida de solteiro do Gabriel e, de vez em quando, colaboravam com a “a força braçal” para carregar arranjos e outras coisas para as moças.Arabesco1— Já levou “a caixa” lá para a garagem? – perguntou Marcelo ao Fabrício

— Não, tá lá no carro do Rodrigo. Pra que uma caixa daquele tamanho todo?

— É uma surpresinha pro Gabriel.

— Uma surpresona, né? Vou lá buscar.Arabesco1— Quem vem, Carol?

— Ah, Ju… é só o pessoal que já tá aqui mesmo, mas te garanto que vai ser legal.

— Não terão muitos presentes, mas o que vale é a diversão, né Bia?

— Com certeza, Lolô.

— Tô doida pra noite chegar!Arabesco1— Já chamei a mina, Gabriel. – revelou Marcelo

— Ué?! A Julia vem?

— Não né, cabeção! A “outra” mina!…

— Pô, Gabriel! Qual é?! Tu acha que eu iria chamar a minha irmã para a nossa festinha?

— Ah, pensei. Sei lá… Bem, galera, vou subir e arrumar umas paradas lá em cima. Até daqui a pouco.

— Valeu, Gabriel. A noite é nossa.

— É nóis.Arabesco1E assim, entre um preparativo e outro, chegou a tão esperada noite deles e delas.

— Vamos, Lolô?

— Já vou, Carol. Só vou tomar uma água e já subo.

— Vem logo. As meninas já estão lá em cima. Só faltam você e a Ju.

— Pode levar ela pra lá! Eu já vou.

— Oi, Lorena.

— Ah, oi, Sandro!…

— Tomando uma aguinha, é?

— É… bom, já  vou subir. As meninas estão me esperando. Tchau!

— Quem tá te esperando sou eu. Desde o primeiro dia.

— ‘que isso, menino?! Me solta!

— Qual é, gata?!

— Ah, sai! Tenebroso!

Lorena sai correndo pela porta dos fundos, encontra uma caixa e se esconde nela.

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E a noite só tá começando…

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulos III, IV, V e VI

Então, gente! Curtiram os 2 primeiros capítulos que postei na semana passada? Hoje a história vai caminhar mais um pouquinho! Espero que gostem! ;)

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Capítulo III – Ju

Na Espanha, enquanto almoçam em um intervalo de aula na faculdade…

— Casa comigo? – pergunta Gabriel

— Como assim? – responde Julia

— Casa comigo! Quero ser o pai dos teus filhos, viver toda a minha vida ao teu lado. Já namoramos há mais de 3 anos e esse tempo com você serviu para afirmar o quanto eu te amo! Podemos nos formar, voltar e morar no Brasil, criar nossos filhos em nosso país, junto de nossas famílias… mas para isso, preciso saber se quer casar comigo.

Mesmo atônita e surpresa, Julia consegue formar uma única palavra, no entanto a mais importante para o momento: — Sim.

C003-800x800E os meses vão se passando, eles se formam e voltam para o Brasil, onde são recebidos de braços abertos por ambas as famílias.

O Casamento vai sendo preparado com maior carinho detalhe por detalhe. Vestido, festa, Igreja, decoração, música, bolo, daminhas, bem casados, convites, lista de convidados… ah! E por falar em convidados, Julia não poderia deixar de convidar suas amigas Lorena, Carolina e Beatriz.

“Como será que estão? Concluíram a faculdade? Será que já casaram? Acho que não… senão eu ´já saberia, como soube do da Bia… Serão as mesmas ou mudaram? Será que as reconhecerei?” – Julia não cansava de se perguntar.

Os convites foram pouco a pouco sendo enviados e, para as amigas, Julia os mandou acompanhado de uma cartinha muito especial.

md.0000036225Capítulo IV – Bia

— Correio!

— Bia, a carta é para você! – anuncia Rodrigo

— Pra mim?! De quem será?

— Não sei… Aqui está escrito Julia Almeida… não é aquela sua amiga?

— É ela sim!! Deixa eu abrir! Veja, é um convite de Casamento e uma carta!

cartaBia

Bia, com os olhos marejados, olha o anelar direito, observa seu anel e decide que vai ao Casamento da amiga.

— E quando é o Casamento? – pergunta Rodrigo

— Dia 22 de julho. Ela chamando a gente três dias antes para matar a saudade.

— E tem hospedagem lá perto? Temos que reservar!

— Não precisa… ela nos convidou para ficar na casa da família do Gabriel, o noivo. Toma. Lê aqui.

Capítulo V – Carol

— Mãe, cheguei! Boa noite, pai.

— Oi, filha! Chegou uma carta para você.

— Cadê?

— Aí na mesinha do telefone. Já viu de quem é?

— Caraca!! Não acredito, pai! É da Julia!

— Gabriel Bastos… esse nome não me é estranho… Ah! Deve ser alguém lá da clínica. Que coincidência… já fiquei com um Gabriel. Bonito, beijava bem… Ih!!! Para com isso, Carolina! Acorda! Não tem só uma Maria no mundo, e muito menos um só Gabriel!! Meu Deus! Cadê o anel?! Mãe! Cadê aquele anel com pedrinhas azuis?

— Deve estar nas suas coisas. Vê na caixinha de música.

— Achei!

Carolina realmente havia encontrado o anel, mas na caixa que Bia o entregou. Só faltou o laço de fita para completar o embrulho que a amiga havia feito. O arrependimento bateu, pois descumpriu duas promessas: nunca procurou nenhuma das três amigas e usou o anel somente nas vezes em que as encontrou no verão de 99 e no Casamento de Bia, em março de 2002. Seu anel estava praticamente intacto.

1_1_130401110342_adesivo-de-parede---ramos,-flores-e-borboletaCapítulo VI – Lolô

— Conta de luz, taxa de condomínio, conta de gás… contas, contas e mais contas! Ai, que tédio! Nunca me mandam alguma coisa boa do tipo “você ganhou uma fortuna!”. O que é isso? – surpreende-se Lorena – Será que é a minha fortuna? Ah, não. É só uma carta. Se for do Diego, aquele insistente! Deixa-me ver… ah, não! Não é dele! É da Julia! Não creio…

— Ah! “…o Fabrício também estará aqui…” Vê se pode? Foi-se o tempo em que eu queria ser cunhada da Ju. Agora, o que mais quero é distância dos homens! Três anos e meio amarrada ao Diego, e agora que tenho um tempo só meu, que estou livre para voar, me aparece essa de “…o Fabrício também estará aqui…”, é mole?! Eu vou no dia 18, mas não por causa do Fabrício, é porque quero rever minhas amigas.

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O que você acha que vai rolar nesse final de semana prolongado, hein? Acompanhe semana que vem o próximo capítulo!!

Até terça! :)

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulos I e II

17342962_1106412309488524_1806748756187820183_nOntem anunciei no Facebook que hoje teríamos uma estreia aqui na página! Sim, hoje apresentarei o 1° e o 2° capítulos da história que prometi no dia da primeira postagem após a revitalização do blog. Depois de muito pensar e procurar, finalmente encontrei o caderno onde o romance está rascunhado.

Trata-se de uma história de amor e amizade que escrevi entre novembro de 2004 e outubro de 2005 (sim, mais de 10 anos atrás!! rs), no finalzinho do Ensino Médio Normal, quando tinha 18, 19 anos. :o Então, não esperem nada muito rebuscado mas, como diz na imagem, ajeita o coração que vem coisa boa por aí!! É uma historinha bem gostosa de ler -pelo menos é o que minha amigas diziam na época que estava escrevendo.

Ah! E sobre o título, ainda não está definido. No final da divulgação do “livro”, pretendo abrir um concurso e/ou uma enquete para escolher um nome mais adequado. Vambora? ;)

SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA…

Capítulo I – Promessas

— É uma pena… – lamenta Julia

— O que? – pergunta Carolina

— A gente estar se formando? – brinca Lorena

— Não… a gente se separar. Com o fim do Colegial, cada uma vai para uma faculdade longe daqui e nunca mais nos veremos… – conclui Julia

Lorena: — Nunca mais é muito tempo!

Carolina: — É claro que nos veremos outras vezes! Não conseguiram nos separar desde a 4ª série, não é agora que vai acontecer!

Beatriz: — Trouxe uma surpresa!

Lorena: — O que é?

Beatriz: — Peguem. É uma caixinha e um envelope para cada uma. Desde o primeiro ano queria fazer isso, mas só agora consegui.

Julia: — Não precisava, Bia!…

Carolina: — Mas é lindo…

Lorena: — Eles são iguais?

Beatriz: — Sim, todos os quatro anéis e as quatro cartas também. Agora que não nos veremos com tanta frequencia, comprei os anéis para selarmos a nossa amizade que, afinal, já dura mais de 7 anos.

Julia: — São lindos, Bia! Obrigada!

Lorena: — Usarei sempre. Valeu, Bia!

Carolina: — Vou usar todo dia. ‘brigada, Bia!

— Lorena, vamos! Já é tarde.

— Já vou, mãe! – respondeu Lorena

Julia: — Tchau, Lorena!

Carolina: — Vai com Deus.

Beatriz: — Até logo.

Lorena: — Amo vocês, meninas! Beijos.

E a festa de formatura vai acabando, as meninas vão se despedindo e indo embora.

Durante o mês de janeiro elas se encontraram em algumas festas, na praia… porém, as aulas na faculdade começaram e aconteceu o que Julia tanto temia: não se viram mais.

caixa-azul-da-corao-forma-com-anel-dourado-com-jias-22291965Capítulo II – Promessas não cumpridas

Os anos foram passando, as moças cresceram e se tornaram mulheres.

Julia foi estudar Arquitetura na Espanha, onde conheceu um brasileiro com sangue bem verde e amarelo: ama futebol e carnaval. O nome dele é Gabriel, com quem logo no início da faculdade começou a namorar.

Beatriz já é uma senhora! Pouco mais de 2 anos depois da formatura, se casou com Rodrigo, filho de um amigo de seu pai.

Carolina se formou em Psicologia e é uma profissional bem requisitada em sua área.

Lorena é a que se diz em melhor fase. Terminou um namoro de 3 anos e meio com um rapaz que fazia Educação Física na mesma universidade em que ela cursava História.

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E aí? Curtiu os primeiros capítulos? Terça que vem tem mais!! ;) Se não curtiu, calma que a história só ‘tá começando… vai engrenar! rs

Até semana que vem! :)