Não queimei meu sutiã!

Esses dias estava observando umas colegas de trabalho comentando que prestaram concurso público para isso e aquilo; que a vida andava difícil, pois tinham que trabalhar em 2 colégios e depois ainda dar conta dos afazeres domésticos. Algumas têm secretária, outras querem dispensar as suas, outras se dizem “exploradas” pelos maridos e filhos quando chegam em casa… fiquei tonta no meio daquele bate papo informal da mulherada.

Fiquei pensando… e eu? A única certeza que tenho é a de que não quero nenhum(a) estranho(a) em meu lar, quero ter o prazer de cuidar de minha casinha e de criar meus filhos. Mas aí? O que farei? Queimarei meu diploma ou meu sutiã?

Na década de 60 mulheres levaram revistas femininas, cílios postiços, sapatos de salto, sutiãs, tudo que remetesse à “feminilidade fútil” para uma praça de Atlantic City com o fim de protestar queimando essas peças, porém a prefeitura não permitiu o uso de fogo e esse ato ficou apenas na vontade, mas se tornou símbolo da luta feminista. Elas queriam igualdade entre os sexos, queriam ter o direito de trabalhar nas profissões que desejassem, queriam liberdade de expressão, queriam ser tratadas com respeito. Porém, as coisas não andaram como as feministas da época desejavam.

As mulheres tornaram-se masculinizadas. Algumas trabalhando em profissões que antes eram destinadas apenas a homens. Não que eu tenha algum problema com isso, pelo contrário! Cada um deve escolher o que quer! Mas eu não desejo trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar só para dizer que sou livre.

Estamos pagando um preço alto por querer a igualdade entre os gêneros. Deus não nos fez iguais, então  devemos ser diferentes!


Princípios de Deus (segundo estudo contido na Bíblia da Mulher)

O casamento é o relacionamento mais antigo do mundo, estabelecido por um Criador soberano, no jardim do Éden. Nesse cenário belo e perfeito, Deus organizou o lar, designando posições e definindo responsabilidades a Adão e Eva.

Adão seria o provedor (“para cultivar” o jardim), o protetor (“para guardar” o jardim) e o líder (“O Senhor Deus lhe deu essa ordem”). Sua ocupação era cuidar do jardim e do que havia nele (Gn 2.15-17). Isso exigia o tipo de liderança de servo praticada por Jesus (Ef 5.21-33). Não há, certamente, espaço para o abuso e nem para a tirania contra a esposa por parte do marido, nem opção para a recusa voluntariosa da mulher pela liderança do marido.

As responsabilidades da mulher são várias: ela deveria ser uma “auxiliadora” (Gn 2.18), uma consoladora (Gn 24.67) e uma encorajadora (Pv 31. 12, 26). Eva era parceira de Adão para executar o propósito divino de multiplicar e encher a terra (Gn 2.18). Ela deveria ser sua companheira terrena mais íntima, aliviando sua solidão (Gn 2.18).

Quando o pecado entrou no mundo, o caos instalou-se. O plano de Deus permanecia o mesmo, mas foi deturpado pelas escolhas pecaminosas de Adão, de Eva e de seus descendentes. Deus permitiu que Adão e Eva escolhessem pecar, mas não escolhessem as consequências do pecado. O medo tomou conta deles; temeram enfrentar a Deus por causa da sua desobediência (Gn 3.10). Foram expulsos de seu lar com esta previsão: o trabalho de Adão se tornaria difícil, por que seria obrigado a lutar com cardos e abrolhos (Gn 3.17, 18), e Eva sofreria ao dar à luz (Gn 3.16). Adão, Eva e sua posteridade teriam combates espirituais até o fim dos tempos.

Apesar do fracasso de Adão e Eva, os princípios de Deus para o casamento permaneceram os mesmos – segundo os papéis designados por Deus, os maridos devem usar sua autoridade, dada por Deus, para prover, proteger e amar (Gn 2.15-17; Ef 5.25), e as mulheres devem ajudar seus respectivos maridos e submeter-se à sua liderança, dirigida por Deus (Gn 2.18; Ef 5.23,24). Os maridos e as mulheres podem ignorar o plano de Deus para o lar, mas, quando um princípio espiritual é violado, o resultado é a divisão. Eles podem buscar redefinir o plano de Deus conforme seus desejos e circunstâncias pessoais, mas, em última análise, a sabedoria humana não pode competir com a do Deus onisciente. Não haverá unidade, contentamento, nem paz – só uma casa dividida – num casamento que desafia os princípios de Deus. Maridos e esposas são desafiados a despender tempo, energia e criatividade em busca de meios para se conformarem à liderança de servos e à submissão, a exemplo de Cristo.

Conclusão (as minhas palavras)

Nós, mulheres, não devemos ser aquela Amélia cantada na música popular, que é aquela que fica em casa vivendo só para procriar, para agradar ao marido e sendo, às vezes, até maltratada por ele. Atualmente trabalhamos para ajudar na renda familiar, mas devemos continuar femininas, preservando nossa aparência física, cuidando de nosso lar, educando nossos filhos e não nos matando de trabalhar por aí deixando nossas crianças “soltas” o dia inteiro permitindo que a rua se encarregue de educá-las.

Tive a sorte -sorte, não! benção- de ser professora e poder trabalhar em meio período. Admito que o salário não é dos melhores (como todo mundo sabe), mas é suficiente para ajudar nosso cofrinho e, quando Deus nos abençoar com filhos, terei tempo para educá-los nos caminhos do Senhor.

Tenho orgulho de dizer que não queimei meu sutiã e que não vou queimar meu diploma! Viverei de acordo com a vontade de Deus, sendo uma auxiliar idônea, uma companheira de verdade para o Leandro, uma dona de casa que dá o melhor de si pelo seu lar, (futuramente) uma mãe divinamente inspirada e uma excelente profissional.

Deus me fez mulher. E é assim que quero ser!