O Jogo da Baleia Azul

Cada dia que passa mais me assusto com as atrocidades que vejo na Internet. É pedófilo usando personagens infantis para atrair crianças; jogos que invocam espíritos; desafios dos mais variados… fora os nudes que volta e meia vazam por aí.

O mais recente é o tal da “Baleia Azul”. Há alguns dias tenho visto alertas sobre ele no Facebook e hoje o Google Crome me sugeriu uma matéria do G1 sobre o assunto [leia aqui]. Gente, que joguinho capirótico!! Fui lendo e pensando “não é possível que alguém cumpra esses 50 desafios. Que troço ridículo!”, mas o pior é que cumprem e ainda se orgulham disso. :'(

Já disse em outros posts por aqui que sou contra crianças manipularem sozinhas aparelhos eletrônicos e essa Baleia Azul só corrobora com a minha opinião.

Se você acha que seu filho não pode ficar offline, por fora das novidades internéticas, observe por onde sua cria passeia pela grande rede, observe seu comportamento, vigie o que ele faz online.

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Vida de Adoração

O que seria uma vida de adoração? Quando se diz isso, as pessoas já imaginam um monte de gente dentro da Igreja todos os dias. Mas adorar a Deus é mais que isso. Beeeem mais.

Certa vez ouvi uma definição de adoração que achei maravilhosa: “adorar a Deus é fazê-Lo sorrir”. De vez em quando me pego pensando se tenho feito Deus sorrir com minhas atitudes. E não é só com atitudes dentro da Igreja ou no meio dos meus irmãos. É EM TODO O TEMPO.

Uma forma de adorar a Deus é dando bom testemunho no meio onde você vive, sabe? Desde as coisas mais simples (como devolver os centavos que vieram a mais no troco), às mais complexas (não levar aquela bike bonitona só porque ela está no bicicletário sem cadeado). Como cristãos, devemos sempre fazer as coisas certas -mesmo que mais ninguém as faça- e não fazer coisas erradas -mesmo que todo mundo faça.

Sim, é chatinho e não é fácil ser o certinho o tempo todo. Mas é a forma que Deus quer que vivamos nossas vidas: dando o exemplo.

Esses dias, conversando com Leandro, falamos sobre o comportamento de alguns alunos meus. Os adolescentes, de modo geral, não largam seus smartphones de jeito nenhum, nem durante as aulas. O professor está explicando o conteúdo e eles continuam com seus fones nos ouvidos prestando atenção em seus aparelhos. Se você é cristão e faz isso, além de falta de respeito com o profissional que está à sua frente, é mau exemplo para os ímpios que te cercam. Como cristãos, precisamos abrir mão de nossos smartphones não só durante os cultos mas também no decorrer das aulas no Colégio.

O bom testemunho é dado nos pequenos detalhes de nossa vida diária. O amigo não crente observa e percebe que VOCÊ age de forma diferente, até que ele percebe que essa diferença é a vida de adoração que você realmente vive.

Metaforicamente: você e o relacionamento com seu celular têm dado um bom testemunho de vida? O Senhor Jesus só está pedindo que você abra mão um pouquinho do seu smartphone, não está pedindo pra você abrir mão de sua vida. Não, ainda.

Sim!! Somos a geração que dança!

David Quinlan tem uma música que seu refrão diz assim:

“(…) E seremos a geração que dança,

Por causa da Tua misericórdia, ó Deus!

Tua misericórdia, ó Deus!

E seremos a geração que canta,

E que celebra a Tua glória, ó Deus!

A Tua glória, ó Deus! (…)”

Alguns têm reclamado dessa música, que nem é tão nova assim. Eles tem dito que a juventude só pensa em dançar, em cantar, em levar a vida na brincadeira. Mas não penso assim. Acho que a juventude faz muita coisa na Casa do Senhor, que tem agido de forma impactante atualmente.

Os jovens não querem saber só de diversão e dança! Nós temos estudado a Palavra, evangelizado, buscado e cultuado a Deus de diversas formas. Dançar e cantar, que dizem ser especialidade da juventude, faz parte de nossas preferências (sim, lógico!), mas quem disse que os jovens só se preocupam em cantar e dançar? E quem disse que isso é ruim? Afinal, como o apóstolo Paulo disse, “… façam tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31b) e, nesse caso, dançar é para a glória de Deus, sim! Assim como devem ser o nosso futebolzinho, nosso culto jovem, nossos namoros, nossos cultos de oração, nossas reuniões semanais, nossa Escola Bíblica Dominical…

Certas pessoas preferem criticar a mocidade de sua Igreja e não observam o que eles têm feito além de dançar. Preferem rotular a juventude em vez de olhar com bons olhos as novidades que nós, jovens, levamos para a Casa de Deus. Será que eles se esqueceram que também já foram jovens (ou em alguns casos ainda são) e, quando levavam algo de novo para o meio dos irmãos, alguém precisou aceitar essa novidade para que ela atualmente fizesse parte dos cultos?

Claro que não estou aqui para acusar uns e muito menos para defender outros. É obvio que não quero que a juventude da Igreja onde congrego seja conhecida por fazer festas que “bombam” e cultos que parecem um show onde ninguém ouve a Deus. Tudo deve ser feito com “decência e ordem” (I Coríntios 14:40), mas de acordo com o contexto que o jovem está inserido, de forma que o jovem se sinta bem e não vá buscar no mundo algo que pode ser encontrado na Igreja e que o satisfaça.

Pessoal, pare de rotular a juventude, por favor! Prestem atenção no que essa galerinha cheia de gás faz e se fazem tudo “…para a glória de Deus”.

Sim! Eu faço parte da geração que dança!

Em quem confiar?

O Grupo Jovem da Igreja onde congrego está passando por uma transição em sua liderança. Ontem, em nossa reunião, a juventude ficou muito esperançosa de que as próximas mudanças seriam boas, pois o Pastor de nossa Igreja passou a liderar nosso grupo. Depois de muitas considerações dos próprios jovens, depois de muito pensar se deveria dar meu pitaco ou não, resolvi falar:

“Liderança é como faculdade. Não é porque cursou uma faculdade pública que você é o cara. Você pode ter feito uma faculdade particular e ser um excelente profissional.”

O que quis e quero dizer é que as pessoas depositam suas esperanças em outras pessoas ou em coisas vãs. Como o caso da faculdade mesmo! Sempre ouvi dizer que “quem faz a faculdade é o aluno” e hoje sei que isso é a mais pura verdade. Conheço pessoas formadas por faculdades federais há mais de 20 anos e que até hoje não passaram em nenhum concurso; enquanto outras, formadas por faculdades particulares, antes mesmo de terminarem a Graduação já conseguiram seu lugar no serviço público.

Não quero dizer que estamos errados em achar que tudo vai mudar para melhor sob a liderança de nosso Pastor. O que quero dizer é que, como no caso das faculdades, quem faz um ministério caminhar somos nós, membros! Se cada um fizer a sua parte obedecendo à liderança, buscando ao Senhor, servindo a Deus de coração no ministério, é claro que o Grupo vai andar para frente. O líder, nada mais é, do que um guia, uma pessoa designada por Deus para estar à frente de um ministério, alguém que dará a palavra final vinda do Senhor para as decisões importantes.

Também não adianta termos uma liderança no nível de um Pastor e, quando ele nos disser algo vindo da parte de Deus, nós torcermos o nariz. Se ele nos disser para plantar bananeira na esquina, tem motivo! No máximo podemos questionar: “posso só dar uma estrelinha lá na esquina?”. Se ele responder que não, não discuta. Vá lá e faça o que o ungido do Senhor te disse para fazer, pois com certeza será para a glória de Deus.

É isso aí, pessoal! Confie em Deus. Sirva ao Senhor de coração. Obedeça a sua liderança. Faça a sua parte!!

 

“Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantaremos e estamos de pé.” ( Salmo 20.7, 8 )