Uma questão de ministério

Em maio deste ano fui convidada pela MCA (Mulheres Cristãs em Ação) da Igreja Batista em El Ranchito para dar-lhes uma palestra sobre a importância de atividades físicas para mulheres. No meio da palestra, conversa vai, conversa vem… e disse a elas que nosso ministério pessoal é uma forma de praticarmos atividades. Comecei a listar exemplos de ministérios e disse a elas que, por mais que não tenhamos um ministério “aparente” na Casa do Senhor, devemos viver a nossa vida como uma forma de glorificar ao Senhor e, sendo assim, esse é o nosso ministério.

Algumas têm o ministério do evangelismo. Outras possuem o ministério da palavra. Outras, ainda, o de interceder. E outras têm o ministério de ser esposa. Esposa?! Sim! O ministério de esposa é muito importante! Quem vai cuidar de seu esposo, de seu lar, de suas coisinhas com prazer? VOCÊ, que é esposa e VIVE esse ministério.

Tudo o que temos foi Deus quem nos deu: lar, família, emprego, Igreja, bens, saúde… (Salmo 139.14-16 / Romanos 11.36). No tempo certo, Deus dará à esposa o ministério de ser mãe. Ela acumulará as duas funções e será feliz! Pois é esse o desejo de Deus. Ele nos fez para ser mulher, mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora, auxiliadora (Gênesis 2.28), intercessora, consoladora (Gênesis 24.67), encorajadora (Provérbios 31.12 e 26), companheira e bonita! Agradeça ao Pai por essas bençãos e desfrute delas!

Existem pessoas que não aceitam o ministério que Deus lhes reservou, que os rejeitam ou querem atropelar etapas. Mas não deve ser assim! A vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2) e tudo tem o tempo e a hora certa para acontecer (Eclesiastes 3).

Aceite o melhor de Deus para a tua vida e seja feliz!

Simples assim!

Às vezes estudamos tanto, aprendemos tantas teorias, que complicamos as coisas. Perdemos a sua simplicidade, a sua essência.

A professora perde o “tato” com seus aluninhos, e fica engessada em nome da didática.

Os pais perdem o domínio sobre os filhos por causa de certas psicologias.

A humanidade perde o contato, a afeição pelo próximo, por questões de segurança.

O adulto perde a alegria de viver, o brilho no olhar, por causa das convenções, porque rir à toa é coisa de criança.

O homem perde a sensibilidade porque chorar é sinal de fraqueza.

A mulher deixa de ser verdadeiramente mãe porque é importante trabalhar fora.

Não se brinca por ser perda de tempo.

O chefe deixa de ser legal para ser profissional.

O cristão perde a essência da adoração por causa de religiosidade, de doutrinas.

 

Que Deus nos auxilie a crescer a cada dia não deixando de lado o que realmente importa, o que é essencial. Como nossa família, nossos amigos, o amor e carinho pelo próximo, e especialmente o nosso contato real e diário com Ele.

 

A oração de uma futura mamãe

Não se assuste com o título do post. Não. Não estou grávida. Sou apenas uma noiva a 5 meses de seu Casamento que anda pensando muito na família que construirá.

Quando eu tinha mais ou menos 10 anos de idade, minha mãe se converteu e passou pelo batismo na Igreja Assembléia de Deus. A partir daí, comecei a acompanhá-la nos cultos e a me familiarizar com a Casa de Deus. Louvava ao Senhor no grupo de crianças quando, aos 11 anos, a dirigente da mocidade me convidou para fazer parte do grupo jovem. Não faltava a um ensaio, um culto, uma saída (quando éramos convidados para participar do culto em outras Igrejas)… estava com todo o gás! Perto de completar 13 anos, minha família e eu nos mudamos para outra congregação, uma bem pequenininha. Foi aí que tive oportunidade de servir a Deus em outra área.

Durante a Escola Bíblica Dominical (a EBD), enquanto os adultos estavam estudando a Palavra, seus filhos ficavam brincando e correndo pelo santuário. Às vezes isso até atrapalhava as aulas, mas os pequenos não tinham para onde correr (literalmente. rs). Foi quando percebi a necessidade que nossa Igreja tinha de ter uma classe só para as crianças. Conversei com o Pastor, que me apoiou e deixou que eu desse aula para as pequenas ovelhinhas do rebanho. Compramos material didático e separamos uma das salas da Igreja para a classe “Primeiros passos com Jesus”, onde todo domingo eu levantava cedo e lecionava sobre a Palavra do Senhor para os pequenos de Sua casa. E a partir daí não parei mais. Desde os 14 anos, durante toda a minha adolescência, estive envolvida com a EBD. Até mesmo quando decidi servir a Deus na Igreja Batista (onde aliás, estou até hoje). Atualmente, com a proximidade do Casamento, não estou mais lecionando na EBD, mas continuo ativa na Igreja servindo ao Senhor junto com o Grupo Jovem Exército de Cristo.

As oportunidades que me foram dadas durante a adolescência foram muito importantes para que eu entendesse o que é serviço cristão e para desenvolver em mim o amor a Casa do Senhor ao ponto de querer sempre ajudar de alguma forma. É de suma importância engajarmos nossos adolescentes nessa empreitada. É nessa fase da vida que eles descobrirão quem são e o que Deus quer de suas vidas.

O que me preocupa é se meus filhos terão a mesma oportunidade que eu tive, quando adolescente, de “tomar o gostinho” de serem servos do Senhor, de contribuir para o bom e pleno funcionamento de Sua Casa. Sei que ainda nem casei e que é meio cedo para ficar de cabelos brancos preocupada com isso, mas desde já oro para que meus filhos tenham um prazer ainda maior que o meu e do Leandro ao estarem ativos na Casa de Deus.

Você tem orado por seus filhos? Mesmo aqueles que ainda não nasceram, que se quer foram gerados, você ora por eles? Nunca é tarde para começar!