Casamento x Maquiagem

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Quando tinha por volta de 16 anos, minha mãe já era Consultora Natura. E, quando acontecia algum evento que ela não podia ir, eu a representava e nisso acabei fazendo cursinhos de perfumaria e de maquiagem. Não saí expert, mas consegui guardar alguns ensinamentos e um deles é que não devemos nos focar em “consertar” as imperfeições, mas dar destaque nos pontos positivos.

Assim deve ser com o Casamento (e outros relacionamentos, inclusive): não devemos tentar ficar mudando o outro, reclamando de seus defeitos; devemos prestar atenção e valorizar as virtudes e qualidades do companheiro para o relacionamento ficar cada vez mais bonito.

O meu 3º Pesadelo de Noiva

Tive mais um pesadelo de noiva, acreditam?

Outro dia sonhei (quero dizer, pesadelei) que finalmente chegava o dia do nosso Casamento. Todo mundo se arrumava (inclusive meu pai. rs!), uma agitação danada, tudo naquele corre corre que só um evento como esse é capaz de produzir.

O detalhe que começou a me fazer perceber que era um pesadelo foi o seguinte: já era tarde (umas 18h) e eu estava indo à padaria comprar alguma coisa, me felicitavam pelo Casamento e eu me dava conta de que ainda estávamos em Mangaratiba! Todo mundo sabe que nosso Casamento será em Campo Grande! O que estávamos fazendo em Mangaratiba faltando pouco mais de 1h para nosso Enlace?! Foi aí que o ar começou a ficar rarefeito…

Eu me enfiava dentro de meu vestido de noiva lindo, calçava o meu tão procurado sapato e ficava emburrada, sentada num canto da casa pensando: “Cadê a maquiadora? E Marcinha, pra fazer meu penteado? Vou amarrar o cabelo, botar o véu e a coroa e falar para o povo pra gente ir embora logo!”. Todo mundo se arrumando e eu –a noiva– ficando neurótica perguntando às pessoas cadê o pessoal que cuidaria do meu visual. Todos me olhavam com aquela cara de que eu estava exagerando, que era para ficar calma. Quando eu resolvia olhar no relógio, já eram 18h 45min!! Eu começava a chorar desesperadamente e quando vi, Marcinha (minha cabeleireira) chegava com aquele sorriso calmo que só ela sabe dar em dias de eventos, penteava e prendia meu cabelo, passava ½ dúzia de coisas em meu rosto e me declarava pronta.

“O pesadelo acabou…” – imaginei. Ledo engano. Chegava à Igreja e via os padrinhos de costas, na fila para entrar no Santuário. Eu contava os casais e cadê minha cunhada Paula? Ela, seu marido Hugo e sua filha Ana Clara (que será florista) não haviam chegado. Lágrimas vinham aos meus olhos. Já estava tarde, a cerimônia estava atrasada e a noiva ainda borraria o make. Mais vontade de chorar. Mas, alguns minutos depois, olhei para o estacionamento e vi que minha cunhada descia do carro com sua família. “Ufa! Finalmente chegaram!” – pensei olhando pelo vidro do carro que tinha me levado para a Igreja. Mas quando reparava melhor… “Por que Hugo tá com essa gravata rosa? Só pode ser brincadeira. Não acredito!!”. Aí eu olhava os outros padrinhos e todos estavam de gravatas rosa, até o meu irmão e o meu pai. “Pelo menos o traje do Leandro é todo preto” – pensava. Quando meu pai me entregava a ele no altar, eu olhava e percebia que ele também estava com uma gravata rosa. Então, pensava num misto de indignação, raiva e tristeza: “Isso é coisa dele! Ele me paga!”. Então eu acordei. Que alegria! rs

Ainda bem que foi um pesadelo e que acabou. Que bom que ainda tenho 110 dias para organizar tudo e deixar bem claro aos meus padrinhos que suas gravatas não podem ser rosa de jeito nenhum! kkkkk