Ainda existe gente boa no mundo. E esse cara foi meu aluno!

No dia 07 de maço de 2015 aconteceu algo no Colégio que muito me emocionou. Essa história apareceu nas lembranças do Facebook e, como no ano passado (quando ela fez 1 ano), resolvi compartilhar. Sempre vale a pena reler histórias como essa.

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“A sexta feira terminou e me dei conta q não compartilhei a grata surpresa q tive hj: ainda existe gente boa no mundo.

Enquanto dava aula para a 2ª série do Ensino Médio, depois do recreio, uma moça da 3ª série bateu aflita à porta da sala. Atendi e perguntei se ela queria falar com alguém. Ela respondeu dizendo que queria fazer uma pergunta para a turma, mas q ela estava com vergonha e indagou se eu poderia transmitir a pergunta aos alunos. Respondi q sim e ela me fez o seguinte pedido:
– Professora, pergunta a eles se alguém encontrou o celular da minha amiga.
– Mas minha filha, vc acha q devolverão o celular? Que modelo era?
– Um Iphone S4.
Admito q não prendi o riso incrédulo. E disse a ela para aguardar que, mesmo achando q ninguém devolveria um Iphone, perguntaria à classe.
Quando perguntei se alguém havia encontrado um celular durante o recreio, meus alunos me questionaram “que celular?” e eu respondi que era um Iphone. Para a minha feliz surpresa um dos meus alunos se levantou, pôs a mão no bolso e tirou dele um aparelho com a famosa maçãzinha atrás. “É esse aqui?” – perguntou ele à moça na porta. Ela agradeceu super feliz e foi chamar pela amiga, que correu até a sala para agradecer ao rapaz.

A turma disse q ele era bobo, otário e outras coisas mais por devolver UM IPHONE. O defendi dizendo que a atitude dele foi correta, que não deveriam falar assim com ele, que simplesmente revidou: devolvi o celular porque ele NÃO É MEU.

Fiquei tão feliz, orgulhosa e emocionada! Queria abraçar muito aquele garotão, ligar para a mãe dele e agradecer a ela pelo cidadão de bem que ela criou. Infelizmente não a conheço pessoalmente, mas estou pensando seriamente em procurá-la.”

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Servidores que Valem Ouro

Quase 1 ano atrás (em 1º de dezembro de 2015) me inscrevi na promoção “Servidores que valem ouro” para concorrer com minha história como servidora do Estado do RJ a levar a Tocha Olímpica no revezamento aqui no estado. Não fui selecionada, mas guardei o texto que escrevi e hoje resolvi compartilhar aqui. Por que só hoje?! Por que hoje, 16 de novembro de 2016, foi o dia que a ALERJ escolheu para iniciar a votação do “pacote de maldades” contra os servires ativos e inativos do Estado. Eles esvaziam os cofres públicos e é o Servidor quem vai pagar conta?! Fora a PEC 241 que  Governo Federal quer nos fazer engolir (teto de gastos para a saúde, educação… e para os afilhados políticos? Nada).

 

Minha história:

Me chamo Vanessa e sou Professora da Rede Estadual desde 2009, ano em que me formei. Até meu ingresso para a Rede é digno de um livro. Estava estudando o 5º dos 7 períodos da Licenciatura em Educação Física quando o concurso abriu e esta foi a chance que encontrei para entrar de forma estável no mercado de trabalho. Prestei o concurso num Colégio Estadual em Angra dos Reis e, já em minha sala, poderia ver motivos para desistir da prova, pois entre os candidatos haviam colegas de turma, veteranos e, inclusive, um dos professores que mais admirava na faculdade estava ali, pertinho de mim, prestando o mesmo concurso para a mesmíssima vaga que eu. Fiz a prova sob esse clima de tensão, mas não me deixei abater, e a comprovação disto foi minha classificação: fiquei em 1º lugar da Região da Baía da Ilha Grande.

Entre estudos, estágio e TCC, ainda era Jovem Aprendiz no SENAI afim de financiar os estudos no Ensino Superior. Morava em Mangaratiba, fazia estágio em Campo Grande entre 7h e 9h da manhã, das 9h às 12h estudava na faculdade e de 13h às 17h cursava o SENAI Artes Gráficas, no Maracanã. Todo esse sacrifício muito me valeu a pena pois, como disse antes, com a bolsa do SENAI pagava a faculdade e prosseguia em meu sonho de formação acadêmica. A faculdade me tomava muito tempo, tanto que parei de acompanhar o concurso. Dia 16 de junho de 2009 defendi minha Monografia e agendei a Colação de Grau para 05 de setembro daquele mesmo ano. Mas o que eu não contava era que na manhã de 09 de julho um telegrama mudaria meus planos. Era a Convocação para comparecer e tomar posse de meu cargo já no dia seguinte na Coordenadoria Regional em Angra. Mas como faria isso se ainda não havia me formado? Segui para a faculdade e, chegando lá, expliquei toda a situação e solicitei uma colação de grau especial que me foi negada em primeira instância: “Mas, senhor, eu preciso colar grau hoje. Passei no concurso e fui convocada, não posso perder esta oportunidade!” e o atendente me respondeu somente “que pena!” em tom de desprezo. Arrasada com a negativa recebida, cabisbaixa, cheguei à conclusão de que deveria ir até a matriz da universidade em Bonsucesso, pois se alguém poderia me ajudar, seria o Coordenador de Geral de curso e, se fosse necessário, iria à procura do Reitor para resolver meu caso. Chegando à Matriz da universidade, expliquei minha situação à secretária do Coordenador Geral de curso. Ela ficou muito feliz e comovida com minha situação, no entanto, não poderia me ajudar muito, pois o Coordenador e o Reitor estavam reunião. Ambos passaram a tarde inteira trancados em sala de reunião, o tempo passava, meu coração apertava e às vezes achava que não conseguiria. Mas, no fim da tarde, contrariando todas as perspectivas, recebi um papel que declarava minha conclusão de curso.

No dia seguinte segui para Angra dos Reis e me apresentei na Coordenaria Regional. Me enviaram para perícia médica na Praça Tiradentes, onde estava marcada para comparecer no dia 22 de julho com todos os exames solicitados e assim o fiz. Recebi a declaração de “apta ao serviço” e feliz seguia para casa quando, a caminho da Central do Brasil, fui abordada por dois meliantes que me levaram tudo: bolsa, dinheiro, celular, documentos, exames médicos e, inclusive, o atestado de aptidão ao serviço que havia recebido na perícia. Tive que buscar uma segunda via do atestado de aptidão ao serviço na Praça Tiradentes e fazer uma nova carteira de identidade o mais rápido possível para que no prazo estivesse com tudo me mãos para me apresentar novamente na Coordenadoria. E assim aconteceu: compareci no prazo e logo me foi dito o nome do Colégio onde seria alocada – C. E. Almirante Álvaro Aberto -, me passaram os contatos da diretora geral e o endereço do Colégio. Quando descobri que minha Unidade Escolar ficava a mais de 100km de distância de minha casa, quase desisti de comparecer. Teria que pegar 3 ônibus e mais de 3 horas de Rio Santos para chegar ao trabalho. “Vou pagar para trabalhar!” – pensei. Mas perseverei e hoje, seis anos depois, continuo no mesmo Colégio, resido próximo ao meu local de trabalho e não me vejo lecionando em outro lugar.

Minha matrícula é datada em agosto de 2009 e desde então faço parte do Corpo Docente do Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto, em Paraty. O desafio é grande, é diário, às vezes dá vontade de parar, de abandonar tudo, mas paro e olho para trás e vejo tudo o que passei para chegar até aqui e percebo que não devo desistir. Logo após o fim da faculdade emendei na Pós Graduação em Educação Física Escolar -que terminei em 2013- e é nesta Unidade Escolar que ponho em prática todos os ensinamentos acadêmicos que recebi desde o Ensino Médio Normal até a Pós. Nestes anos de caminhada profissional já ensinei companheirismo e solidariedade através de gincanas com arrecadação de alimentos; ensinei com torta na cara; levei meus alunos a respeitar o meio ambiente com caminhadas em trilhas e passeios ciclísticos; apresentei uma instalação esportiva de grande porte aos alunos – o Maracanã; levei psicóloga ao Colégio para conversar com os alunos para prevenir do uso de drogas; incentivei as turmas a criarem vídeos em sua comunidade para observarem o meio em que vivem; criamos novos jogos; praticamos jogos populares esquecidos na infância da população; criamos um festival de pipas para resgatar a alegria da garotada que atualmente não brinca na rua… já vivi tanta coisa em apenas seis anos de profissão! Com tudo isso percebi que a vida docente é como uma montanha russa, cheia de emoções, cheia de altos e baixos. Já perdi colegas para o ensino privado, já perdi colegas para a rede bancária, já tive colegas que simplesmente desistiram de ser professor “pra ver no que vai dar”. E, ao presenciar tudo isso, percebo que preciso me posicionar firmemente: ou abandono o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou sigo em frente na grande e emocionante missão que é educar. E eu escolhi permanecer na Educação, me entregar de corpo e mente ao alunado, pois apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devo me deixar esmorecer; o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuos. Afinal, o futuro do Brasil está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.

Essa é a minha história. Lutas, conquistas, decepções, frustrações, mas sempre com o desejo de fazer e dar o melhor de mim. É triste ver que nossos governantes não conhecem as Vanessas, os Sérgios, as Valdeléas, as Cristianes, os Gilsons, as Sheilas, as Iaras e tantos outros servidores que dão seu suor e sangue pela educação. E o pior: não conhecem e não fazem a mínima questão de saber de suas necessidades e, mesmo cientes, têm a cara de pau de enviar propostas indecentses de economia que só dói no bolso desses que tanto fazem pela população.

Criança tem que brincar de ser criança

Achei esse post no blog da TecMundo: <http://m.tecmundo.com.br/celular/58445-criancas-nao-devem-ter-smartphones-tablets-12-anos.htm>. Vamos ver se com esse artigo as famílias se tocam!

Concordo que o post é exagerado e algumas das informações não têm base científica, mas a maior parte desse discurso é válido. Falo isso há um tempão e ninguém me ouve!!

 
Prof. Esp. Vanessa V. Imenes de O. Nogueira 
Pós Graduada em Educação Física Escolar 
CREF 030028-G/RJ

Perder

Nunca saberemos como lidar com a perda. Seja de um simples objeto ou de uma vida. Perder é sempre muito difícil…

Em 2012 um formando do colégio, o Arthur, durante a instalação de um toldo encostou num cabo de alta tensão. Arthur foi eletrocutado e morreu na hora.

Ano passado, numa briga entre vizinhos, um ex aluno nosso, Robert, foi executado.

Também ano passado, às vésperas de sua formatura Érika sofreu um acidente de carro e ela e o irmão, Érik, morreram ainda no local do acidente.

E hoje, 12 de agosto de 2014, recebi mais uma surpresa desagradável: Yuri, formando 2014, passou mal, teve 3 paradas cardíacas e na 4ª parada não resistiu e faleceu.

Eram alunos do Ensino Médio, todos tão novos!… Com menos de 20 anos… não consigo me acostumar com esse tipo de perda.

Perder o Yuri assim, dessa forma, por mais incrível que pareça, me chocou mais do que o falecimento dos outros alunos. O menino estava bem, aparentemente saudável, não era envolvido com drogas, nem anabolizantes. Um choque muito grande para todos.

Mais um aluno nosso se foi. E um bom aluno. Não só academicamente falando, mas humanamente. Yuri foi um rapaz muito bom. Não porque todo mundo que morre era bonzinho, mas porque ele realmente era. Era gentil, solícito, educado.

Mais um aluno nosso se foi. E não por culpa de violência ou drogas; por culpa da fatalidade. Não tem como encontrar a culpa para o falecimento do Yuri. Não há culpados.

Mais um aluno nosso se foi. Um aluno novo, cheio de planos e vida pela frente. E infelizmente não sabemos o tamanho do caminho que temos à frente nesta estrada chamada vida.

Mais um aluno nosso se foi. Mais uma ferida se abre em nossos corações e mais uma vez não sabemos como lidar com isso.

Meu Deus, que do Senhor venha o consolo, porque nada do que pense ou diga será capaz de me confortar, imagine a família desse menino.

Valores…

Às vezes, na correria do dia a dia, esquecemos de dizer e/ou demonstrar às pessoas o quanto elas são especiais.

Em 2011, um aluno do 6° ano me deu essa pulseira roxa e desde então sempre a uso quando vou para o colégio. Além de ser um acessório bonitinho, é uma forma de carinho ao menino. Esses dias ele viu a pulseira junto ao meu relógio e, surpreso, perguntou se era a que ele havia me dado anos atrás. Respondi que sim e o menino (agora cursando o 9° ano, quase um rapaz, já. rs) ficou todo feliz comentando com os colegas que “a professora ainda usa a pulseira que dei pra ela!”. Não fiz nada de extraordinário, apenas uso o presentinho que me foi dado mas, para ele, aquilo foi o máximo. Hoje, ao colocar a pulseira para ir trabalhar, lembrei desse episódio e resolvi compartilhar numa forma de dizer para nunca deixarmos de demonstrar o quanto nossos queridos nos são especiais.

Faça-o antes que seja tarde!

•● 15 de outubro: Dia do Professor ●•

Neste DIA DOS PROFESSORES gostaria, claro, de parabenizar meus colegas de profissão. E gostaria de parabenizar e agradecer especialmente alguns que marcaram minha vida:

  • tia Leninha, que foi um amor, um doce, e me acolheu na época em que entrei para a creche em Mangaratiba;
  • Manoel Fernandes, meu primeiro professor de Educação Física, ainda na época da alfabetização, e depois foi meu professor na 8ª série e durante o Ensino Médio Normal;
  • tia Sonia, “uma japonesinha”, que foi minha primeira professora no CIEP 294, quando eu fazia o C.A. (alfabetização);
  • tia Núbia, minha professora na 1ª série, que casou no fim do ano letivo e foi morar em Caxias. Como fiquei triste! Até que um dia, depois de graduada, a reencontrei em Mangaratiba e ela viu em mim um dos frutos de seus esforços quando percebeu que atualmente somos colegas de profissão;
  • tias Ana Beatriz e Ciça, que eram minhas professoras durante a 2ª série, que me ensinaram a fazer “letrinha de mão”;
  • tia Adriana Coimbra, que foi minha professora na 3ª série;
  • professoras Andreia Maria e Rosane que, durante a 4ª série, souberam lidar comigo durante a transição da infância para a adolescência;
  • professora Denise, de Inglês, que me deu aula na 5ª série e até hoje lembro do que ela ministrou;
  • professora Solange Stoque, de Língua Portuguesa, que carinhosamente lia, corrigia os meus textos e me incentivava a continuar escrevendo quando eu estava na 5ª e 6ª séries;
  • professora Neiva, de Língua Portuguesa e Produção de Texto que, quando mudei do CIEP 294 para o CE João Paulo II (na metade da 8ª série), descobriu que eu gostava de escrever e me usava como exemplo em outras escolas onde ela trabalhava para que seus alunos desenvolvessem o gosto pela leitura e escrita;
  • professora Cristina Oliveira, que me incentivou a continuar escrevendo quando entrei no Ensino Médio Normal e me convenceu a fazer minha inscrição nos concursos de redação e poesia que ganhei (ela dizia que eu deveria fazer faculdade de Letras, Jornalismo ou Comunicação… rs);
  • professora Mariza Castilho (a Marizinha) que, no 1° do Ensino Médio Normal, não nos deixava colar folhas no caderno, nos fazia copiar toooodas as – chamadas – xérox para treinarmos a letrinha de professora, que nos fazia escrever só com caneta preta e que não aceitava Diário de Classe rasurado;
  • professora Cirlei Rinaldi (sim, a Cirlei! rs) que era uma professora muito exigente. Ela “pegou no meu pé” o Ensino Médio Normal inteiro e no último dia de aula do 4° e último ano, quando eu tinha certeza de que ela me odiava, fez um elogio inesperado e fenomenal à minha prática pedagógica;
  • professores da Graduação em Educação Física; e
  • professores da Especialização em Educação Física Escolar.

Claro que outro(as) professores passaram pela minha vida e que agora não estou me lembrando para listar e homenagear, mas que, com certeza me ensinaram a ser uma pessoa melhor, uma cidadã crítica e que influenciaram na escolha da minha profissão e me inspiraram a ser o que sou hoje: PROFESSORA.

 
Profª Esp. Vanessa Vasconcellos Imenes de Oliveira Nogueira
Especialista em Educação Física Escolar
CREF 030028-G/RJ
 
 

Sobre a greve da Rede Estadual [3]

Ontem completei 2 meses em greve. Estou cansada de ficar em casa, estou morrendo de saudade dos meus alunos (até dos pentelhos. rs), vivo pensando no planejamento maravilhoso que elaborei para o 3° bimestre, mas quando paro e penso em tudo o que está acontecendo, resolvo para mim mesma que

A GREVE CONTINUA!!

Quer saber a razão? Não conseguimos nada para voltar ao trabalho!
Independente do que dizem, EU CONTINUO NA LUTA.

Já gastei muito tempo tentando convencer meus colegas. Inclusive, muitos deles já teriam voltado às salas de aula há tempos e “se seguraram” pelo meu discurso. Agora cansei! Não tenho que persuadir ninguém! Acho que somos todos adultos para enxergar o que está havendo e precisamos arcar com as consequências da escolha que fizemos. Tem gente aí que gosta de BRINCAR de greve. Mas eu NÃO! Entrei na luta e só saio quando ela terminar.

Não tenho coragem de voltar para o Colégio e olhar nos olhos de meus alunos e dizer a eles que voltei porque voltei, já que não ganhamos nada do que reivindicamos. O que vou dizer às minhas turmas?? Que os ensino a lutar para conquistar mas que, na minha hora de lutar, eu fujo? Não completei 2 meses em greve à toa! Só volto depois que a assembleia da categoria decidir terminar a greve. Tem gente apanhando por mim na rua e eu não terei cara de voltar a trabalhar no mundinho cor de rosa em que o Almirante vive enquanto houverem colegas lutando por mim e pelos pelegos.

Eu apago mas não bato!!
Por uma Educação Decente, PERMANEÇO EM GREVE!!

 “…verás que um filho teu não foge à luta”, Brasil! E esse filho sou eu!

Vanessa Imenes
(Professora do CE Almirante Álvaro Alberto)

Sobre a greve da Rede Estadual [2]

Por R$0,20 o povo saiu às ruas, fez protestos… e pela causa da Educação ninguém se manifesta??!!

A PM, que deveria lutar CONOSCO, está batendo nos professores, literalmente bombardeando aqueles que são educadores de seus filhos (já que o salário de um PM só pode “pagar” um colégio público).

Os professores lutaram JUNTOS com os Bombeiros e policiais em 2011. E agora, cadê todos aqueles servidores estaduais indignados com o Governo Cabral?

Cadê meus colegas reclamões da sala de professores nessas horas? #vempragreve, minha gente!!

De ontem para hoje circulou nas redes sociais que uma professora MORREU durante os protestos, vítima do “apoio” da PM. Isso mesmo: UMA PROFESSORA MORREU.
Porém, agora a pouco, li que o SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação – não confirmou o falecimento da professora Elisabeth (ainda bem!). Contudo, diante de toda a violência usada pela PM contra os professores, não seria surpresa nenhuma caso a notícia fosse verdadeira.
Tem gente apanhando, se arriscando e sangrando por uma Educação melhor. E VOCÊ, o que tem feito?