QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo XI

Gente, vocês não imaginam a correria que tá aqui por causa do final do bimestre. Mas separei um tempinho para escrever o 11º capítulo e espero que gostem! 🙂

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Capítulo XI – Terceiro dia

– Gente, vocês viram aquele primo do Gabriel? – perguntava Lorena ao acordar

– Qual? – Beatriz quis saber

– Ah! Eu sei!! É aquele moreninho né? Eu te vi olhando para ele. – entregou Carolina

– Ele é paraquedista do Exército. – informou Julia

– Qual é o nome dele? – perguntou Lorena

– Renan.

– Ah, ele é lindo! Que filé! Na hora jantar sentei ao lado dele. Como é cheiroso!!Arabesco1– É hoje, Gabriel!! – zoava Fabrício

– É! Me juntei com seus primos ontem depois do jantar e combinei tudo com eles. – informou Marcelo

– O que vai ter?

– Não posso falar. É surpresa.Arabesco1– Preparada para o chá de panela? – perguntou Beatriz

– Mais ou menos… o que estão preparando pra mim?

– Surpresa, miga. – respondeu Lorena

– Gente, tô morrendo de fome. Vamos descer para o café? – perguntou Carolina

– Ah, não quero tomar café agora não… – revelou Lorena

– Porque?

– Ah, Ju… aquele primo do Marcelo fica me olhando o tempo todo. Não consigo comer assim.

– Qual? O Renan?

– Antes fosse, Carol. É aquele chato, sem assunto, que quando fala só diz abobrinha.

– Ah! Eu sei quem é! – alarmou Beatriz

– É o Sandro!

– Esse mesmo, Ju! Ele fica me olhando com aquela cara de empada, me dando as cantadas mais velhas do mundo… ai, que tédio!

– Eu vi ontem. Parecia até aquela poesia: o Sandro que gosta da Lorena; que acha o Renan gatinho; que é primo do Gabriel; que vai casar com a Julia; que é amiga da Carolina; que não ama ninguém.

– Só o Marcelo! – implicou Lorena

– Ah, é! E faltou dizer que a Lolô sempre amou o Fabrício, que é irmão da Ju. – replicou Carolina

– Ah! E…

– Ei, ei, meninas! Chega! – apartou Julia – É melhor descermos para o café.Arabesco1Na mesa do café, aconteceu mais ou menos como a poesia de Carlos Drummond de Andrade que Carolina fez menção, só que quando Lorena percebeu que Sandro iria se sentar ao seu lado, ela disfarçou, levantou-se e sentou entre Bia e Fabrício.

– Ué?! Levantou de lá porque? Não ‘tava do lado do Renan? – perguntou Beatriz

– Pois é. Mas aquele “ser” sentou do outro lado.

– Ele não se toca, né?

– É um chato! Enjoado!

– Quem? – quis saber Fabrício – O Sandro?

– É. – afirmou Beatriz

– Ele é insuportável. Fala em você o tempo todo. É um chato ao quadrado.

E, entre fugir dos olhares de Sandro e paquerar Renan, Lorena tomou seu café da manhã.Arabesco1Com o passar dia, as moças da casa cuidaram da ornamentação do ambiente para o casamento que já é amanhã, e o chá de panela que será logo mais à noite. Os rapazes foram arrumar a garagem para a despedida de solteiro do Gabriel e, de vez em quando, colaboravam com a “a força braçal” para carregar arranjos e outras coisas para as moças.Arabesco1– Já levou “a caixa” lá para a garagem? – perguntou Marcelo ao Fabrício

– Não, tá lá no carro do Rodrigo. Pra que uma caixa daquele tamanho todo?

– É uma surpresinha pro Gabriel.

– Uma surpresona, né? Vou lá buscar.Arabesco1– Quem vem, Carol?

– Ah, Ju… é só o pessoal que já tá aqui mesmo, mas te garanto que vai ser legal.

– Não terão muitos presentes, mas o que vale é a diversão, né Bia?

– Com certeza, Lolô.

– Tô doida pra noite chegar!Arabesco1– Já chamei a mina, Gabriel. – revelou Marcelo

– Ué?! A Julia vem?

– Não né, cabeção! A “outra” mina!…

– Pô, Gabriel! Qual é?! Tu acha que eu iria chamar a minha irmã para a nossa festinha?

– Ah, pensei. Sei lá… Bem, galera, vou subir e arrumar umas paradas lá em cima. Até daqui a pouco.

– Valeu, Gabriel. A noite é nossa.

– É nóis.Arabesco1E assim, entre um preparativo e outro, chegou a tão esperada noite deles e delas.

– Vamos, Lolô?

– Já vou, Carol. Só vou tomar uma água e já subo.

– Vem logo. As meninas já estão lá em cima. Só faltam você e a Ju.

– Pode levar ela pra lá! Eu já vou.

– Oi, Lorena.

– Ah, oi, Sandro!…

– Tomando uma aguinha, é?

– É… bom, já  vou subir. As meninas estão me esperando. Tchau!

– Quem tá te esperando sou eu. Desde o primeiro dia.

– ‘que isso, menino?! Me solta!

– Qual é, gata?!

– Ah, sai! Tenebroso!

Lorena sai correndo pela porta dos fundos, encontra uma caixa e se esconde nela.

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E a noite só tá começando…

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo X

O que estão achando da história, galera? Hoje vamos ao 10º capítulo. 😉 Enjoy!

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Capítulo X – Segundo dia

– Que bagunça é essa? – perguntava Carolina ao acordar

– Vem lá de baixo… – dizia a sonolenta Lorena

– O que está havendo? – indagava Bia – Cadê a Ju?

– Bom dia, meninas! Os primos do Gabriel chegaram – anunciava Julia ao entrar no quarto

– Ué?! Não eram primas? – questionava Lorena

– Acabou que vieram primos e primas.

– Opa! Melhor ainda!! – comemorava Carolina

– Carol!

– O quê, Bia?

– Tem gatinhos? – perguntava Lorena

– Tem um que é bonitinho.

– Hum… quando a Ju fala assim… – lamentava Carolina

– Ah! Que isso! Bonitinho é feio arrumadinho. Se for cheiroso dá pro gasto!

– Lolô!

– Ah, Bia! Qual é? Estou livre, leve e solta. Sou livre para voar!

– Falou tudo, Lolô! – concordava Carol – Pode pegar qualquer um dos primos do Gabriel para você, menos o Marcelo.

– Porque, Carol? Ele te deu ideia?

– Ainda não, Ju… mas se der mole eu pego!

– Suas doidas!… – ria Beatriz

– Fala sério! Ele não é lindo? Aqueles olhos, aquela boca… ah, meu Deus!

– Tadinho do Marcelo!… Se depender da Carol vai embora sem um pedaço! – gargalhava Julia– Gabriel, o que está acontecendo lá embaixo?

– Meus primos chegaram, Fabrício. E aí? Foi no quarto das meninas ontem?

– Não… nem eu nem Marcelo.

– ‘tava trancado. – completou Marcelo

– Sabe se a Bia já acordou, Gabriel?

– Não a vi lá embaixo não, Rodrigo. Mas, Fabrício, o que vocês tanto queriam lá?

– Nada, cunhadinho… só ver as coisas delas.

– Se bem que só ver as coisas não tem graça… o bom de ver mesmo são elas! – disse Marcelo

– Mas a gente pode começar vendo o quarto! No primeiro mole que elas derem, a gente vaza para lá! – dizia Fabrício

– Falou, parceiro! – concordava Marceloc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Meninas, vamos logo senão vai ficar tarde, como ontem. – disse Carolina

– Ah, é! A Ju não pode passar a primeira noite casada “de branco”! – empolga-se Lorena

– Então vamos logo! Só vou avisar ao Rodrigo que estamos saindo e, por mim, a gente já pode ir.

No centro de Friburgo…

– Você quase não enjoou hoje né, Bia?

– Graças a Deus, Lorena…

– Já fez o teste? – indagava Carolina ao descer do carro

– Não – respondeu Beatriz – vou fazer quando voltar.

– Ah! Que bom!! – comemorava Julia – Olha! Aquela ali, na loja da esquerda! É linda! – aponta

– Vamos ver! – puxava Carolinac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Na casa…

– Ju! – chamou Fabrício ao entrar no quarto – Cadê elas? Já saíram? Já saíram!! Tenho que chamar o Marcelo. – diz Fabrício saindo à procura do mais novo companheiro de armações

– Rodrigo, você viu o Marcelo?

– Foi ajudar o Gabriel a receber as flores da ornamentação. Eu também tô indo. Quer ir?

– Daqui a pouco eu vou. Vou dar um pulinho lá em cima e depois vou.

– Quer que eu te espere?

– Não, não precisa. Pode ir. Depois eu vou.

– Valeu então. Tchau!

– Valeu. Tchau!

“Eu, agora, vou lá naquela maravilha que é o quarto delas” – pensava Fabrício – “Pronto! Cheguei. Agora quem não pode chegar são as donas do quarto. Qual será a cama da Lolô? Acho que é essa. Eu a vi com esse travesseiro na viagem. Onde é que estão as malas dela?… Aqui! Achei!! Nossa! Ela é a única pessoa que preenche esse papelzinho que vem na mala…” c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto Fabrício garimpa no quarto das moças, elas encontram a tal lingerie vermelha para Julia.

– Essa é perfeita! – vibra Carolina

– Não tá muito pequenininha, não? – perguntou Beatriz

– Claro que não! A sua, pelo que você nos disse, era muito menor! – entrega Lorena

– Era, Bia? – quis saber Julia

– Só um pouquinho…

– É essa! Vou levar. – declara

– Boa escolha, Ju! – elogia Lorena

– Gabriel vai cair pra trás quando te ver assim! – diz Carolina

– Ah, então não quero mais!

– Por que? Eu ‘tava brincando quando disse que estava pequena.

– Não quero ficar viúva na noite de núpcias!

E a gargalhada foi geral na loja.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Fabrício, ainda no quarto das meninas, continua mexendo nas coisas de Lorena:

– A agenda dela! Será que fala alguma coisa de mim? Pô! Ela não escreve nada além de compromissos! E tá em branco desde a Páscoa!

E ele continua a mexer na agenda, mas não lê nada de interessante. Continua a vagar pelo cômodo à procura de “algo mais” e encontra uma caixa de remédios diferente.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Oi, amor! – cumprimenta Julia ao encontrar Gabriel em casa

– Oi, minha linda! Nossa! Como vocês demoraram, hein?

– Foi por uma boa causa – explica Lorena

– Você vai gostar! – diz Carolina

– De quê? – pergunta Gabriel

– Você saberá. Na hora certa. – indica Beatriz

– Vamos subir, meninas? – chama Juliac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto isso, no quarto, Fabrício resolve ver do que se trata a tal caixa de remédios. Afoito com o objeto suspeito nas mãos, nem vê um par de sandálias, tropeça nele e, com os susto, a caixa cai de suas mãos para baixo da cama de Julia. Ele se abaixa para pegar, quando ouve a voz de Carolina ecoando pelo corredor.

“E agora? O que farei? Se eu sair, elas me pegam. Se eu ficar aqui elas me encontram” – os passos e as vozes se aproximam – “Vou ficar assim mesmo!” – decide Fabrício se ajeitando embaixo da cama da irmã.

– Gostou, Ju? – pergunta Carolina

– Claro! Gabriel não perde por esperar! Quando ele me ver assim… – comemorava Julia

– E você? O que comprou, Lolô?

– Só uma camisolinha mesmo. Bia, me ajuda aqui, por favor. Essa blusa é horrível de desamarrar.

– Vai experimentar agora? – perguntou Bia

– Vou. Com essa correria da Ju, nem deu tempo.

Carolina: – E se não ficar bom?

Julia: – A moça da loja disse que troca. Cadê a notinha?

Lorena: – Tá aqui. Ué?! Onde guardei?

Beatriz: – Ah! Tá aqui no chão. Quase cai embaixo da cama da Ju.

– Ai, meu Deus!… Elas vão me ver… – pensa Fabrício – ‘tô perdido…

Julia: – Nossa, Lolô! ficou show!

Beatriz: – Essa cor combina perfeitamente com seu tom de pele.

Carolina: – Ficou muito lindo mesmo. Esse Casamento promete!

– Tenho que ver isso – pensa Fabrício se espichando para ver Lorena

– Meninas! O almoço está servido!! – anuncia D. Ana do corredor

– Obrigada. Já descemos, sogrinha! – responde Julia da porta do quarto

Carolina: – E então, Ju? Empolgada para mostrar o resultado ao Gabriel?

Lorena: – Só queria ser uma mosquinha para ver a reação dele.

Beatriz: – Vamos descer, gente? Tô faminta!

Lorena: – Só vou colocar uma blusa.

Julia: – Será que ele vai gostar?

Beatriz: – É claro que vai!

Carolina: – Todo cara gosta desse tipo de surpresa. Ainda mais agora que estarão casados!

Lorena: – Gente, agora morreu o assunto. Senão o Gabriel vai descobrir antes da hora.

Beatriz: – Ah, é!

Julia: – Shiii… vamos.

E entre risinhos e olhares de cumplicidade, as meninas saem do quarto.

– Ufa! Finalmente saíram! – comemorava Fabrício – Caraca! Eu já ‘tava ficando nervoso. Pra completar, nem deu pra ver a Lolô!… Sobre que resultado elas estavam falando? Que remédio é esse aqui? – divagava saindo do quartoc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0– Nossa! Que calor! Nem parece que estamos em julho – reclamava Marcelo

– Assim as flores vão morrer… – lamentava Gabriel

– Deve ser por isso que a Bia tem passado tão mal: durante o dia esse calor escaldante, e à noite um frio danado. Não há quem resista. – resmungava Rodrigo

– Talvez não… – duvidava Gabriel

– Como assim? – perguntava Marcelo

– Tem alguém aqui que vai ser papai! – anunciava o empolgado Gabriel

– Eu sabia!! – interrompeu Fabrício – Essa história de vocês nunca me convenceu! Agora tenho certeza!!

– Certeza de que, mané? – indagou Marcelo

– Essa história de cinco anos morando fora e não ter rolado nada entre vocês dois! Seu mentiroso! -  dizia Fabrício acusando Gabriel

– Calma, cara…

– Calma nada, Gabriel! Seu mentiroso! Você já sabia e fingiu que não houve nada! Agora minha irmã vai casar grávida! E você sabia!!

– Quem?! – assustou-se Gabriel

– A minha irmã! A minha irmã!! – repetia aos berros

– A Julia?

– Claro, Rodrigo. Só tenho ela. Essa história de que ela era pura, que iria casar virgem… eu sabia que era mentira! Só espero que não contem nada ao meu pai, ele vai ficar muito decepcionado. E a Julia tá grávida e o Gabriel já sabia, tanto que taí se gabando “alguém aqui vai ser papai”. Seu… seu…

– Ei, Fabrício! Pera lá!! Fica no gelo, maluco. – aparta Marcelo

– Não era da sua irmã que a gente ‘tava falando. – defende-se Gabriel

– Mas tem um teste de gravidez e tudo no quarto dela!

– Hahahahaha!

– Tá rindo de que, Rodrigo? – perguntava Fabrício, enfurecido

– Hahaha! O teste não é dela. Hahaha!

– E é de quem? – quis saber Fabrício, agora confuso

– Hahahaha! É da Bia!

– De quem?

– É da Bia. As meninas acham que ela está grávida e compraram o teste para ela ontem. Hahaha!

– E eu me referia ao Rodrigo. – diz Gabriel

– Ah, é?! Puxa, gente… Sério? Foi mal aê. – desculpa-se Fabrício

Sem título_______________________________

Por hoje é só, pessoal! Até semana que vem!!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo IX

Olá, pessoal!!

Desculpem a ausência. Como devem saber, sou professora e final de bimestre é uma correria só! É prova para elaborar, prova para aplicar, trabalho para corrigir, prova para corrigir, notas para lançar nos diários de todas as turmas… e, para completar, fiquei alguns dias sem internet (com um oferecimento de Inova Angra, a tipo Net daqui de Mambucaba).

Mas hoje tô de volta e publicarei a seguir o capítulo 9. Espero que gostem! 😉

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Capítulo IX – Primeiro dia

– Meninas, esse é quarto.

– Ai, que legal! Essa é a minha cama. – apontava Lorena

– E essa é a minha! – corria Carol

– Vou ficar aqui com vocês… posso?

– Claro, Ju! – concordava Beatriz

Lorena: – Vamos colocar as fofocas em dia!

Carolina: – Ah, é! Ju, conta pra gente: você já comprou a lingerie vermelha para a primeira noite?

Julia: – Lingerie vermelha?! Não. A minha roupa de núpcias é branca.

Lorena: – Não! Tem que ser vermelha!

Julia: – A sua foi vermelha?

Beatriz: – Claro! É a tradição. A primeira lingerie!!

Lorena: – Tem que ser! É a cor da paixão. Branco é muito… muito… é… muito… branco!

Carolina: – Vamos agora resolver isso! Venham, meninas! Vamos comprar a lingerie vermelha pra Ju. Afinal, Friburgo é a capital brasileira das roupas íntimas.PNG - Arabesco azul 1– Estão ouvindo? – apontava Fabrício

Gabriel: – O que?

Fabrício: – O burburinho no quarto delas!

Marcelo: – O que tem quer ser vermelha?

Gabriel: – Não sei… não entendi direito…

Rodrigo: – A calcinha.

Fabrício: – Ai, meu Deus! Calcinha vermelhinha… de quem? De quem?

Marcelo: – Como você sabe que é da calcinha que elas estão falando?

Rodrigo: – Escuta só. – todos colocam as orelhas na parede que divide os quartos – Ouviram? A da Bia também era vermelha. É a tradição. A primeira calcinha tem ser vermelha.

Fabrício: – Aê, Gabriel!…

Marcelo: – Vai ter calcinha vermelhinha na lua de mel!!

PNG - Arabesco azul 1E no caminho para o centro…

Lorena – ‘cê tá bem, Bia?

Beatriz: – ‘tô. Isso vai passar logo.

Carolina: – Quer que eu pare o carro?

Julia: – É melhor, Carol. Ela ‘tá muito pálida.

Carolina para o carro e Beatriz desce correndo; quase não dá tempo de chegar ao banheiro com Lorena.

Julia: – ‘tadinha da Bia!… Sempre passou mal quando anda de carro…

Carolina: – Mas eu a vi tomando o remédio antes da gente sair. Isso é outro tipo de enjoo.

Julia: – Como assim?

Carolina: – Quando ela voltar pro carro, repare no rosto dela. ‘tá diferente.

Julia: – Boiei, Carol.

Carolina: – Tô achando que ela tá grávida, Ju!

Julia: – Será?

Carolina: – Ela tá voltando. Repare só.

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Aonde elas foram?

Rodrigo: – Bia disse que iriam ao centro.

Marcelo: – Vai ter despedida de solteiro, Gabriel?

Fabrício: – Tem que ter!

Gabriel: – Você teve, Rodrigo?

Rodrigo: – Claro! Meu primo arranjou tudo!

Fabrício: – Deve ser na moral. Nunca fui a uma.

Marcelo: – Vamos organizar isso.

Gabriel: – Olha lá, hein?!

PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Naquela loja ali.

Julia: – Sex shop? De jeito nenhum!

Carolina: – Não, a do lado.

Lorena: – Essa vitrine tem umas peças bonitas, né, Bia?

Beatriz: – Hum, hum.

Julia: – Ainda não melhorou?

Beatriz: – Vai passar…

Carolina dá um olhar de confirmação para Julia, que passa a olhar Beatriz com outros olhos.

Lorena: – Quer ir na farmácia? Conheço um remédio ótimo para enjoo de carro. Meu ex atual tomava.

Beatriz: – Ex atual?

Lorena: – É! Meu ex namorado mais recente!

Julia: – Essa é nova.

Carolina: – Mais uma da Lorena…

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Vamos no quarto delas?

Gabriel: – Fazer…?

Fabrício: – Ver como é, ora!

Rodrigo: – Melhor não.

Marcelo: – Vamos.

Rodrigo: – Não, gente.

Gabriel: – É melhor não arriscar. Daqui a pouco elas voltam, aí não vai prestar.

Marcelo: – Eu vou.

Fabrício: – Eu também!PNG - Arabesco azul 1Lorena: – Boa tarde. Me vê esse remédio para enjoo, por favor.

– Pede um teste de gravidez também. – Carolina sussurra no ouvido de Lorena

– Você tá grávida?

– Eu não, Lolô! A Bia!

– A Bia? – surpreende-se Lorena

– Eu acho que sim.

– Pensando bem… faz sentido. Ô, moço! Me dá um teste de gravidez daquele também, por favor.PNG - Arabesco azul 1Fabrício: – Como será o quarto delas?

Marcelo: – Logo saberemos.

Fabrício: – Acho que não…

Marcelo: – Droga! ‘tá trancado!!PNG - Arabesco azul 1– Acharam a lingerie? – pergunta Carolina ao encontrar Beatriz e Julia na calçada de uma loja

– Não… nessa loja não tem o que eu quero. – responde Julia

– Amanhã a gente volta – sugere Lorena

– É melhor. A gente volta com mais tempo e disposição. – concorda BeatrizPNG - Arabesco azul 1Em casa…

Julia: – E aí, meninos? Comportaram-se bem?

Fabrício: – Como anjos, maninha.

Lorena: – Imagino.

Rodrigo: – Você está bem?

Beatriz: – É só um mal estar.

Gabriel: – Deve ser do frio.

Carolina: – Vamos para o quarto, Bia. Lá você toma um remédio, deita, descansa…

Marcelo: – Oi, meninas! Já chegaram? Eu ‘tava na cozinha e nem vi você chegarem… a D. Ana pediu para avisar que já vai servir o jantar.

Julia: – Vou subir e tomar um banho.

Lorena: – É… eu também. Até logo, rapazes.

Carolina: – Vamos, Bia.

Beatriz: – Vamos, sim. Tchau, amor.

Rodrigo: – Descansa. Depois levo alguma coisa para você comer.PNG - Arabesco azul 1Carolina: – Toma, Bia.

– O que é isso? – perguntou

– Um teste de gravidez. – responde Lorena

– Eu não tô grávida! É só um enjoo. Vai passar!

– Bia, por favor… – pede Lorena

– Você tem certeza de que não tá grávida?

– Claro que tenho, Carol!!

Julia: – Meninas, o que está havendo? Do corredor dá pra ouvir vocês discutindo.

– Elas acham que tô grávida. – defende-se Beatriz

Julia baixa os olhos e declara: – Eu também acho.

– Gente, não é possível… é muito cedo…

– Mas você já é casada há mais de um ano, Bia.

– É cedo, Lolô. Rodrigo e eu planejávamos uma criança para o ano que vem, ou para o outro…

– Ela só chegou mais cedo – consolava Carolina

– Mas você ainda nem fez o teste. Calma, Bia. – disse Julia

– É verdade… não fiz. E nem vou fazer!

Lorena: – Bia!…

Julia: – Deixa, gente. Ela não quer fazer. Quem vai ficar na dúvida é ela.

Carolina: – Até porque nós temos certeza! Bem, é melhor deixa esse assunto de lado e descer para o jantar. Você vem, Bia?

Beatriz: – Daqui a pouco. Podem ir.

As meninas descem para o jantar e Beatriz fica sozinha no quarto com o tal teste.

“Faço ou não faço?” – pensava Beatriz – “Se der negativo? E se der positivo? O que Rodrigo vai achar? Ai, dúvida cruel… vou fazer. Não! Eu não tô grávida. Não é possível. Eu fiz tabelinha… será que errei nas contas? Para de me olhar!” – disse para a caixinha – “não vou nem te abrir. Não me chame! Vou jogar isso fora.”

– O que é isso? – perguntou Rodrigo ao entrar no quarto.

– Ah, nada! – diz Beatriz com  a caixa nas mãos

– Que remédio é esse? Você tá tomando remédio pra que? Deixe eu ver.

– Não é remédio, é…

– Teste de gravidez? – perguntou Rodrigo lendo o rótulo – Amor! Você tá grávida?

– Não, eu não.

– Quem? A Julia? O Gabriel já sabe?

– Não, ninguém. Ainda não. É que…

– Bia, não tô entendendo.

– As meninas acham que eu tô grávida, é mole?! Mas a gente fez tabelinha, né? Não é possível.

– Não sei… a gente pode ter errado nas contas. Cadê o resultado?

– Eu ainda não fiz o teste,

– Vai lá, faz! Vou te esperar aqui.

– Rodrigo, eu tô com medo. E se der positivo? Eu não tô pronta para ser mãe. Eu… não vou fazer.

– Mas, Bia… a gente sempre quis isso! Porque não faz o teste?

– A gente queria pro ano que vem.

– E se vier agora, vai ser melhor ainda. O preparo para ser pai, mãe, vem durante os nove meses.

– Tudo bem, vou fazer. Amanhã.

– Tá. Amanhã.

As moças e os rapazes voltam para seus quartos. É hora de dormir.

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Semana que vem tem mais! Até terça!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulos VII e VIII

Semana passada adiantamos um pouco a história e hoje vamos para o sétimo e oitavo capítulos. Quem será que vai a esse Casamento, hein? Haverá o reencontro das meninas?

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Capítulo VII – As viagens

Os meses foram passando, até que chegou julho. Dia 15 as malas de Bia e Rodrigo já estavam prontas. Lolô já havia comprado a passagem para Friburgo, e Carol pôs o carro para fazer revisão na oficina mecânica para pegar a estrada da Serra.

– Vamos, Bia!

– Calma, Rodrigo!

– Já está tudo no carro, o que você está procurando?

– Meu anel.

– Que anel? Aquele com pedras azuis que você não desgruda dele?

– Ele mesmo. Você o viu por aí?

– Não… vou procurar na sala.

Depois de algum tempo…

– Achou?

– Não, Bia… Você não tem noção de onde possa ter deixado?

– Não. Ai, meu Deus… onde eu o deixei? ‘Tá ficando tarde e a gente ainda está em casa…

– Calma, amor. Não chora. Senta aqui. Isso,,, pronto. Agora vamos refazer os seus passos: me conte tudo o que fez desde que acordou.

– Levantei, fui ao banheiro, tomei banho.

– Ok. Já olhei no banheiro e não está lá.

– Fui na cozinha, preparei e tomamos café.

– Já olhou na cozinha?

– Já. Até na lixeira, mas não ‘tá lá. Depois vim para o quarto me vestir. Passei uns cremes, e…

– E…?

– Já sei onde está!!

– Sério? Onde?

– Aqui: no bolso da minha blusa.

– Bia!

– É que eu o tirei para passar creme nas mãos e o guardei no bolso para não perder…8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena pegou suas malas e partiu rumo à Rodoviária. Entrou no ônibus e entregou a passagem ao fiscal, que informou:

– A senhora não vai nesse ônibus.

– Como não? – questionou Lorena

– É. Esse ônibus vai para Teresópolis, o que vai para Friburgo vai sair… não! Olhe! É aquele que já está saindo!!

Lorena desce do ônibus desesperada, gritando:- Parem esse ônibus! Tenho um Casamento para ir em Nova Friburgo!! Para tudo!!

E o fiscal a ajuda a parar o ônibus, ela pega suas malas e embarca no veículo certo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Carol pegou seu carro na oficina, buscou suas malas em casa e subiu a Serra rumo a Friburgo. Mas, como nem tudo é perfeito, às 11h da manhã de 18 de julho, Carolina fica “plantada” no acostamento, pois o pneu de seu carro furou e ela não consegue trocá-lo.

Porém, para a sua sorte, um rapaz alto, moreno de sol e com belos olhos verdes (daqueles que sobressaem à pele bronzeada), parou atrás de seu carro e indagou com o melhor do sotaque carioca:

– A moça tá perdida?

Carol, extasiada com toda a beleza à sua frente, só conseguiu responder que não com um aceno de cabeça e apontou para o pneu furado.

– Quer ajuda?

Carol, ainda boquiaberta, se quer ouviu a pergunta do rapaz, que insistiu:

– Quer ajuda?

– Hã?! Ah! Quero, sim, por favor. Obrigada. É que eu não sei trocar pneu.

O rapaz começou a trabalhar sob o sol de quase meio dia. Começou a esquentar e ele foi até o carro, apanhou em sua bagagem uma regata e trocou-a, pois a camisa de manga havia sido encharcada de suor.

– Você está viajando para onde? – Carolina quis puxar assunto

– Friburgo, – respondeu o moço terminando de se vestir.

– Que coincidência!! Eu também.

– Pois é, eu ‘tô indo para o Casamento de uma amigo meu.

– ‘Tá brincando?!

– Não, porque?

– E também ‘tô indo para um Casamento lá. Como se chama seu amigo?

– Gabriel.

– E o nome da noiva dele é Julia?

– É. Como você sabe?

– Eu também estou indo para lá. A Julia é minha amigona. Serei uma das madrinhas dela.

– Como é que são as coisas, né?! Que coincidência… bom, ‘tô aqui trocando o pneu do seu carro, indo para o mesmo lugar que você, no Casamento do mesmo casal e ainda não sei seu nome.

– Ah! Me desculpe!… Sou Carolina.

– Marcelo, muito prazer.

E eles continuaram a conversar enquanto Marcelo terminava de trocar o pneu do carro. Carol abaixou ao seu lado,  para ver mais de perto aquele “deus grego” trabalhando, mas sua observação durou pouco, pois Marcelo acabara de trocar o bendito pneu. Ao levantarem, ficaram frente a frente, como prontos para um beijo e, quando Carol quase se rendeu aos apelos daqueles olhos verdes, passou um caminhão buzinando para eles. O que os assustou e os fez cair no riso quebrando o clima antes formado, e foi cada um para o seu carro com destino a Nova Friburgo.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749A viagem de Bia e Rodrigo foi a mais demorada. É que a cada posto de combustível que passavam, Bia fazia Rodrigo parar, pois queria ir ao banheiro ou “tomar ar”, porque não estava se sentindo bem.

– Naquele ali, Rodrigo.

– De novo?

– ‘Tô passando mal.

– Espera mais um pouquinho… paro no outro.

– Não dá! Ou vai ser aqui no carro ou no posto.

E corria Beatriz para o banheiro…

– Ah, já estou melhorando – dizia Bia ao entrar novamente no carro.

– Comprei café. Quer?

– Café? Não, de jeito nenhum. Só o cheiro já tá me enjoando.

– ‘Tá passando mal mesmo. Pra rejeitar café…

– Espero que seja nossa última parada, senão só vamos chegar na manhã do dia 21!

– Se seu mal estar permitir, chegaremos logo. Faltam poucos quilômetros.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Lorena, em seu ônibus, começa a lembra-se de seu passado com as meninas: quando tocavam na fanfarra da escola, quando brincavam de bonecas, o 1º beijo de cada uma, quando dormiram na casa da Carol para assistirem de madrugada a um jogo de Copa do Mundo de futebol, lembrou de sua paixão adolescente pelo Fabrício, até que se surpreende quando percebe que está se perguntando se hoje em dia essa paixãozinha daria certo. Mas suas recordações são interrompidas por uma freada brusca do ônibus e o gritos de algumas crianças assustadas.

– Droga! Não acredito! Não acredito! – repetia indignado o motorista

– O que houve?

– Soltou alguma coisa, acho que no motor.

O motorista desceu, analisou a situação do veiculo, voltou e anunciou:

– É pior do que imaginava. Já liguei para a empresa e mandarão outro carro para levá-los.

– Não acredito… – lamenta Lorena

E os passageiros descem, apanham suas bagagens. Alguns voltam para seus lugares; outros, como Lorena, sentam no acostamento por cima das malas.

– Eu sabia! Devia ter alugado com carro, sabia! Mas não, preferi vir de busão, é mais barato… agora só vou chegar amanhã! Ai, tédio!…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Cadê as meninas? Já são 13h e nada!

– Calma, Ju… elas moram longe, estão vindo cheias de bolsas….

– Ah, Gabriel, tô ficando preocupada.

– Deixa disso. Daqui a pouco elas chegam. Vamos almoçar. Minha mãe chamou a gente já faz meia hora.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Quero ir embora… – lamentava baixinho para si mesma – Ai, que calor!

– Está muito abafado mesmo – concordou uma senhorinha ao lado de Lorena

– Não sei onde é pior: se é dentro do ônibus ou aqui fora.

– Ah, no ônibus, minha filha. Eu ‘tava lá e saí porque não me aguentei.

– Quanto tempo a gente deve ficar aqui?

– Nãos sei… mas peguei o celular daquela moça ali e liguei pro meu filho vir me buscar.

– É?

– Mas não vou te oferecer carona, pois ele vem me buscar para me levar de volta para Niterói. A não ser que você queira ir para lá…

– Ah, não. Niterói, não. Obrigada.

– Aêêê! ‘Tão a pé!… – gritavam uns caras que passavam de carro.

– Engraçadinhos! Carona, que é bom, nada!

– Calma, minha filha… daqui a pouco aparece o outro ônibus.

– ‘Tá olhando o que?! – Lorena disse em tom de desafio a um motorista que passou um pouco mais devagar

– Minha filha, ele ‘tá voltando…

– Ai, meu Deus! – tremia

O rapa parou o carro, desceu e encarou Lorena, que o olhava apavorada e pronta para se desculpar, até que o rapaz a surpreendeu:

– Lorena! – disse abrindo os braços

– Quem é você?

– Não se lembra de mim, Lolô?

– Ai, meu Deus! Quem é esse cara?!

– Lolô! Sou eu, Fabrício!

– Fabrício?!

– Sim, sou eu mesmo! Irmão da Ju!

– Caramba! Não acredito!… – diz retribuindo ao abraço

– Nossa, Lolô, com todo o respeito: você está ótima!

– Obrigada, Fabrício, você também. Como está mudado, nem te reconheci!

– O que faz aqui? Não vai ao Casamento da minha irmã, não?

– Eu ‘tava indo, mas o busão quebrou e fiquei a pé.

– Vamos, te dou carona.

– Claro. Mas podemos levar essa senhora que estava ao meu lado?

– Hum… acho que não.

– Hã?

– Mas é claro! Vambora!

– Vamos? – perguntou Lorena à senhora

– Ah, não, minha filha… meu menino já vem me buscar, senão aceitava sim. Obrigada.

– Então tá! Eu já vou. Fique com Deus!

– Vai com Ele você também! Ah! E aproveita a carona do moço. Como vocês dizem, ele é um gatinho!…

Lorena sentiu as bochechas queimarem enquanto entrava no carro de Fabrício.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749Beatriz e Rodrigo estão conseguindo, com muito custo, chegar a Nova Friburgo. Mas, antes da tão aguardada chegada, eles fazem mais uma parada.

– Bia, acho melhor a gente procurar um posto médico quando chegar na cidade.

– Que nada, Rodrigo!

– Você está enjoando muito.

– Ih! Sou assim desde pequenininha. É entrar no carro e enjoar.

– Sim, eu sei. Mas das outras vezes que viajamos não foi assim.

– É, realmente…

– Então? Não é melhor procurarmos um médico?

– Quem sabe depois, quando voltarmos pra casa? Vamos?

– Vamos.

E seguiram viagem.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Nunca imaginei que um dia seria escoltava por um filé desses… – pensava Carolina em seu carro – Ah! Se eu pego… faço um estrago! Não sobraria nada para contar a história…

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– Gabriel… cadê todo mundo?

– Calma, Ju.

– Não é possível que seja engarrafamento.

E Julia é interrompida por um som de buzina.

– É o carro do Fabrício! Gabriel, meu irmão chegou!!

– Não falei pra você que estavam chegando? Vamos até lá recebê-lo! Ei! Olhe!

– Quem tá com ele?

– É uma moça. Namorada nova, talvez?

– Não acredito! É a Lorena!! – reconhece Julia ao chegar mais perto

– Oi, mana!…

– Oi, Fabricio! Oi, Lorena!

– Quanto tempo, Ju!

– ‘Tá chegando mais alguém – anuncia Gabriel

– Não acredito! É a Bia! – surpreende-se Julia

– Oi, meninas! Quanto tempo!… – diz Bia ao descer do carro e abraçando as amigas

– Que legal que vocês chegaram. Eu estava preocupada, impaciente… só falta a Carol, agora.

– Faltava – aponta Lorena.

– Ah! Não acredito!! Que saudades! – gritava Carol ao descer do carro.

reencontroCapítulo VIII – Primeiras considerações

– Vamos, gente. Entrem. – recepcionava Gabriel

– E então, como foi a viagem de vocês? – indagava Julia

– A minha foi lenta, fazendo pit stop em todos os postos de combustível. – contou Beatriz

– Eu peguei um ônibus para Teresópolis, desci, peguei o busão certo, mas ele quebrou, fiquei na estrada, mas o Fabrício me viu, me reconheceu e ofereceu carona. – dizia Lorena recuperando o fôlego

– Sortuda, como eu. O pneu do meu carro furou, mas o Marcelo, amigo do Gabriel, parou e me ajudou – gabava-se Carolina

– Nossa! A viagem de vocês dá um livro! – ria Julia – Bom, agora tenho uma coisa meio chata para contar.

– O que? – assustou-se Bia

– O Casamento foi adiado? – perguntou Carol

– Foi ontem? – brinca Lorena

– Não, não… é outra coisa; – tranquilizava Julia – É que depois que mandei as cartas para vocês, umas primas do Gabriel ligaram para a D. Ana se oferecendo para virem 2 dias antes e sabem como é, né? Prima é prima… e minha sogra ficou sem graça de empatar a vinda delas.

– Então elas veem amanhã? – perguntou Lorena – O que tem isso de chato?

– Bom, o chato é que não temos quartos suficientes, um pra cada um. Então a gente ‘tava conversando e achou melhor um quarto para as as moças e outro para os rapazes; e a Bia, como é casada, ficaria no quarto do Gabriel e ele passava pro quarto dos meninos.

– Gostei! Taí! Que nem nos acampamentos mistos – vibrava Carolina

– Que nem quando éramos adolescentes. Vou levantar poeira! – comemorava Lorena

– Ju, não se preocupe  comigo e Rodrigo. A gente entra na bagunça dos solteiros. Até porque, ocupar o quarto do noivo não é muito seguro…

– Porque, Bia?

– Sei lá… vai que aparece uma “surpresinha” de despedida de solteiro e eu lá… melhor não.

E todas caem na gargalhada.

8f0e35e40584095c35cfe469be31a749– E então, rapazes? O que acharam da ideia do quartos? – quis saber Gabriel

– Na moral. – concordava Fabrício

– Com certeza a Bia vai querer ficar com as garotas, aí eu iria ficar na pista. – diz Rodrigo

– Vai ser legal. Já penou observá-las trocando de roupa pelo buraquinho da fechadura? – planejava Marcelo

– E aquelas conversinhas de mulher? A gente vai ouvir tudo. – comemorava Fabrício

– Então vamos. O quarto é lá em cima.

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Agora essa história vai andar! Até semana que vem!!

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Perdeu as primeiras postagens? Não tem problema! Acompanhe:
Capítulos 1 e 2 e Capítulos 4, 5 e 6

Servidores que Valem Ouro

Quase 1 ano atrás (em 1º de dezembro de 2015) me inscrevi na promoção “Servidores que valem ouro” para concorrer com minha história como servidora do Estado do RJ a levar a Tocha Olímpica no revezamento aqui no estado. Não fui selecionada, mas guardei o texto que escrevi e hoje resolvi compartilhar aqui. Por que só hoje?! Por que hoje, 16 de novembro de 2016, foi o dia que a ALERJ escolheu para iniciar a votação do “pacote de maldades” contra os servires ativos e inativos do Estado. Eles esvaziam os cofres públicos e é o Servidor quem vai pagar conta?! Fora a PEC 241 que  Governo Federal quer nos fazer engolir (teto de gastos para a saúde, educação… e para os afilhados políticos? Nada).

 

Minha história:

Me chamo Vanessa e sou Professora da Rede Estadual desde 2009, ano em que me formei. Até meu ingresso para a Rede é digno de um livro. Estava estudando o 5º dos 7 períodos da Licenciatura em Educação Física quando o concurso abriu e esta foi a chance que encontrei para entrar de forma estável no mercado de trabalho. Prestei o concurso num Colégio Estadual em Angra dos Reis e, já em minha sala, poderia ver motivos para desistir da prova, pois entre os candidatos haviam colegas de turma, veteranos e, inclusive, um dos professores que mais admirava na faculdade estava ali, pertinho de mim, prestando o mesmo concurso para a mesmíssima vaga que eu. Fiz a prova sob esse clima de tensão, mas não me deixei abater, e a comprovação disto foi minha classificação: fiquei em 1º lugar da Região da Baía da Ilha Grande.

Entre estudos, estágio e TCC, ainda era Jovem Aprendiz no SENAI afim de financiar os estudos no Ensino Superior. Morava em Mangaratiba, fazia estágio em Campo Grande entre 7h e 9h da manhã, das 9h às 12h estudava na faculdade e de 13h às 17h cursava o SENAI Artes Gráficas, no Maracanã. Todo esse sacrifício muito me valeu a pena pois, como disse antes, com a bolsa do SENAI pagava a faculdade e prosseguia em meu sonho de formação acadêmica. A faculdade me tomava muito tempo, tanto que parei de acompanhar o concurso. Dia 16 de junho de 2009 defendi minha Monografia e agendei a Colação de Grau para 05 de setembro daquele mesmo ano. Mas o que eu não contava era que na manhã de 09 de julho um telegrama mudaria meus planos. Era a Convocação para comparecer e tomar posse de meu cargo já no dia seguinte na Coordenadoria Regional em Angra. Mas como faria isso se ainda não havia me formado? Segui para a faculdade e, chegando lá, expliquei toda a situação e solicitei uma colação de grau especial que me foi negada em primeira instância: “Mas, senhor, eu preciso colar grau hoje. Passei no concurso e fui convocada, não posso perder esta oportunidade!” e o atendente me respondeu somente “que pena!” em tom de desprezo. Arrasada com a negativa recebida, cabisbaixa, cheguei à conclusão de que deveria ir até a matriz da universidade em Bonsucesso, pois se alguém poderia me ajudar, seria o Coordenador de Geral de curso e, se fosse necessário, iria à procura do Reitor para resolver meu caso. Chegando à Matriz da universidade, expliquei minha situação à secretária do Coordenador Geral de curso. Ela ficou muito feliz e comovida com minha situação, no entanto, não poderia me ajudar muito, pois o Coordenador e o Reitor estavam reunião. Ambos passaram a tarde inteira trancados em sala de reunião, o tempo passava, meu coração apertava e às vezes achava que não conseguiria. Mas, no fim da tarde, contrariando todas as perspectivas, recebi um papel que declarava minha conclusão de curso.

No dia seguinte segui para Angra dos Reis e me apresentei na Coordenaria Regional. Me enviaram para perícia médica na Praça Tiradentes, onde estava marcada para comparecer no dia 22 de julho com todos os exames solicitados e assim o fiz. Recebi a declaração de “apta ao serviço” e feliz seguia para casa quando, a caminho da Central do Brasil, fui abordada por dois meliantes que me levaram tudo: bolsa, dinheiro, celular, documentos, exames médicos e, inclusive, o atestado de aptidão ao serviço que havia recebido na perícia. Tive que buscar uma segunda via do atestado de aptidão ao serviço na Praça Tiradentes e fazer uma nova carteira de identidade o mais rápido possível para que no prazo estivesse com tudo me mãos para me apresentar novamente na Coordenadoria. E assim aconteceu: compareci no prazo e logo me foi dito o nome do Colégio onde seria alocada – C. E. Almirante Álvaro Aberto -, me passaram os contatos da diretora geral e o endereço do Colégio. Quando descobri que minha Unidade Escolar ficava a mais de 100km de distância de minha casa, quase desisti de comparecer. Teria que pegar 3 ônibus e mais de 3 horas de Rio Santos para chegar ao trabalho. “Vou pagar para trabalhar!” – pensei. Mas perseverei e hoje, seis anos depois, continuo no mesmo Colégio, resido próximo ao meu local de trabalho e não me vejo lecionando em outro lugar.

Minha matrícula é datada em agosto de 2009 e desde então faço parte do Corpo Docente do Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto, em Paraty. O desafio é grande, é diário, às vezes dá vontade de parar, de abandonar tudo, mas paro e olho para trás e vejo tudo o que passei para chegar até aqui e percebo que não devo desistir. Logo após o fim da faculdade emendei na Pós Graduação em Educação Física Escolar -que terminei em 2013- e é nesta Unidade Escolar que ponho em prática todos os ensinamentos acadêmicos que recebi desde o Ensino Médio Normal até a Pós. Nestes anos de caminhada profissional já ensinei companheirismo e solidariedade através de gincanas com arrecadação de alimentos; ensinei com torta na cara; levei meus alunos a respeitar o meio ambiente com caminhadas em trilhas e passeios ciclísticos; apresentei uma instalação esportiva de grande porte aos alunos – o Maracanã; levei psicóloga ao Colégio para conversar com os alunos para prevenir do uso de drogas; incentivei as turmas a criarem vídeos em sua comunidade para observarem o meio em que vivem; criamos novos jogos; praticamos jogos populares esquecidos na infância da população; criamos um festival de pipas para resgatar a alegria da garotada que atualmente não brinca na rua… já vivi tanta coisa em apenas seis anos de profissão! Com tudo isso percebi que a vida docente é como uma montanha russa, cheia de emoções, cheia de altos e baixos. Já perdi colegas para o ensino privado, já perdi colegas para a rede bancária, já tive colegas que simplesmente desistiram de ser professor “pra ver no que vai dar”. E, ao presenciar tudo isso, percebo que preciso me posicionar firmemente: ou abandono o sonho de revolucionar a juventude através da educação ou sigo em frente na grande e emocionante missão que é educar. E eu escolhi permanecer na Educação, me entregar de corpo e mente ao alunado, pois apesar das decepções e tensões que existem na profissão, não devo me deixar esmorecer; o bom ânimo e a dedicação devem ser contínuos. Afinal, o futuro do Brasil está nas mãos de nossas crianças, nossos jovens e adolescentes, que estão sob a responsabilidade de ninguém menos que nós, PROFESSORES.

Essa é a minha história. Lutas, conquistas, decepções, frustrações, mas sempre com o desejo de fazer e dar o melhor de mim. É triste ver que nossos governantes não conhecem as Vanessas, os Sérgios, as Valdeléas, as Cristianes, os Gilsons, as Sheilas, as Iaras e tantos outros servidores que dão seu suor e sangue pela educação. E o pior: não conhecem e não fazem a mínima questão de saber de suas necessidades e, mesmo cientes, têm a cara de pau de enviar propostas indecentses de economia que só dói no bolso desses que tanto fazem pela população.

Rio 2016

Cansada dessa gente reclamando e dizendo q vai apagar a Tocha Olímpica!

Tocha-Olimpica

A Tocha Olímpica representa o revezamento, a cooperação e a amizade entre os povos envolvidos nos Jogos. As pessoas que a conduzem (salvo exceções!) são atletas ou figuras que representam o povo da localidade onde o fogo olímpico está passando.

 

Então, POR FAVOR, não apague o fogo da tocha!! Quer protestar?! PROTESTE NAS URNAS! Não estrague esse momento único que o país está vivendo.

Concordo que os políticos envolvidos roubaram/roubam/roubarão a verba dos Jogos. Mas, convenhamos, se eles roubam dinheiro de merenda escolar -que é menos de R$1 por aluno-, você achava mesmo que eles não iriam roubar os “(…)lhões” destinados às Olimpíadas?! Entendo que seja crime, que seja absurdo, que nos deixe indignados, mas quer reclamar?! RECLAME NAS URNAS! Pare de torcer para tudo dar errado durante os Jogos!!

Disse durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e repito com relação aos Jogos Olímpicos em 2016: não acho que o Brasil seja o melhor para receber esse tipo de evento, que ainda nos faltam hospitais e escolas, mas está feito! Agora nos cabe curtir e FAZER NOSSA PARTE PARA TUDO DAR CERTO. Vamos parar de só falar mal por falar mal do nosso país e vamos curtir! Quando terá outra Olimpíada no Brasil? Não sabemos! Então aproveite a oportunidade!

Repito: QUER PROTESTAR?! PROTESTE NAS URNAS!! QUER RECLAMAR?! RECLAME NAS URNAS!!

Obrigada!

E o povo continua pastando…

Lendo II Crônicas 36.5-21, fiquei meditando no quanto Israel padeceu por conta de seus maus governantes, por causa das más escolhas que seus reis fizeram. Pensei: atualmente não é diferente!! Lendo sobre os reinados de Jeoaquim, de Joaquim e de Zedequias, vi o quanto eles fizeram “o que era mau perante o Senhor” e comparei o momento ruim que temos vivido em nosso país, especialmente em nosso estado (o Rio de Janeiro).

Lembro da campanha de nossa presidenta, dela dizendo que era um absurdo privatizar empresas federais. E o que vemos agora? Nosso pré-sal está sendo leiloado e um consórcio será responsável por nossa riqueza. Tô achando que privatização mudou de nome…

E os royalties do petróleo, aqui do Rio? Era um tal de “veta Dilma” pra lá, “veta Dilma” pra cá e, quando todos estavam certos de que a presidenta ficaria a nosso favor, ela nos deixou perder parte dos royalties.

O Maracanã, reformado para a Copa do Mundo com o dinheiro dos nossos impostos, também foi privatizado. Ou melhor, um consórcio o administra, agora. Quando vamos ao estádio, nem podemos mais gritar “o Maraca é nosso, ah-ha, uh-hu!” por que não é! É do Eike Batista e de seus amiguinhos. Isso sem contar os outros estádios e os vários aeroportos que estão sendo reformados para a Copa país a fora.

Quando entrei em greve, há quase 80 dias, eu entrei para lutar por uma Educação melhor, de qualidade, decente ao menos. Mas, como o povo de Israel, estou padecendo por conta de meus governantes. No caso, em especial, por causa do governador do estado do RJ e de seus “paus mandados”.

No primeiro post que fiz sobre a greve expliquei as razões de ter aderido ao movimento. Falei sobre Wilson Risolia (Economista que está como Secretário de Educação do RJ); das salas de aula cheias, apertadas e abafadas; do aluguel dos aparelhos de ar condicionado… Na ocasião, escrevi “(…) é por essas e outras razões que estou em greve. Por melhores salários, melhores condições de trabalho, pelo fim da meritocracia, pelo fim da certificação. Gostaria, muito, que nossa paralisação surtisse efeito rápido, para que nossos alunos não fossem mais prejudicados do que já são por esse sistema miserável. Mas nem negociar essa corja quer! Estou em greve há um mês e só saio dela quando recebermos ganhos reais. Cansei de esmola, Senhor Governador!! Cansei de papo furado, Senhor Secretário!! Quero ação!! (…)”. E permaneci paralisada até ontem, 24 de outubro, quando houve assembleia da Rede Estadual, e a greve foi suspensa.

Se quer negociar com os professores o Estado aceitava. Quando, de repente, um Ministro do Superior Tribunal Federal, Luis Fux, convocou os representantes do SEPE (nosso Sindicato) e os representantes do Governo (no caso, o Sérgio Cabral, mas quem compareceu foi o Risolia) para uma audiência de conciliação. No meu entender, o SEPE deveria levar nossas reivindicações ao STF e lutar para conquistar algo pela categoria no dia 22 de outubro. Pensei que fosse ganhar de aniversário alguma das coisas pelas quais lutei, mas o SEPE não me representou e me presenteou com a amargura da decepção no dia em que completei mais uma primavera.

Tudo o que recebemos foi a garantia de que nosso ponto não seria cortado (o que, aliás, já era nosso direito!!). O sindicato foi à Brasília passear e tirar as multas dele e, em troca, nos “vendeu” prometendo a reposição das aulas. Eles têm licença sindical e não terão que fazer reposição em janeiro então, para eles, tanto faz! Aí, me vem a coordenadora geral do SEPE dizer em rede nacional que isso é vitória!… Tá de brincadeira, né?! Só se for vitória para eles, do sindicato, que não teriam mais que pagar multa pelos dias de greve.

A greve da Rede Estadual foi suspensa. Não recebemos NADA! Fiquei em greve por mais de 2 meses à toa! Estou voltando para a sala de aula mais vazia do que saí!

Estou decepcionada! Me sentindo desamparada. Sindicato vendido!

Como olharei nos olhos dos meus alunos? Com que moral voltarei às salas de aula? Direi a eles que lutei em vão? Que eles ficaram sem aulas por mais de 2 meses para eu voltar ao colégio dizendo que nada conquistei? Que nossos representantes querem mais é nos ver pelas costas? Que só pensam do deles e o povo “que se lasque”?

Direi a eles que tirei umas férias extras de 2 meses, como disseram uns pelegos por aí? Como explicarei para eles que confiei num Sindicatozinho que se vendeu? Bando de Judas!! Devem ter nos vendido por qualquer miséria, ainda!

Como diz na Palavra, “maldito o homem que confia no homem” (Jeremias 17.5a) e “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Nos deixamos levar pela emoção e depositamos nossa total confiança no SEPE e eles nos traíram! Estamos padecendo por confiar, de maneira cega, nessa gente.

O povo de Israel sofria as consequências de seus reis insensatos, mas estes reis eram impostos a eles. Sabemos que o trono é uma herança, logo, o povo não tinha autonomia para decidir quem governaria sobre eles. Mas nós, brasileiros, temos o que chamamos de DEMOCRACIA, do poder do povo e para o povo. Podemos escolher e eleger quem nos representa para governar sobre nós. Então, se estamos padecendo, diferentemente do povo de Israel, É POR NOSSA CULPA, que escolhemos mal nossos políticos! Acorda, povo!!