QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo XI

Gente, vocês não imaginam a correria que tá aqui por causa do final do bimestre. Mas separei um tempinho para escrever o 11º capítulo e espero que gostem! :)

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Capítulo XI – Terceiro dia

— Gente, vocês viram aquele primo do Gabriel? – perguntava Lorena ao acordar

— Qual? – Beatriz quis saber

— Ah! Eu sei!! É aquele moreninho né? Eu te vi olhando para ele. – entregou Carolina

— Ele é paraquedista do Exército. – informou Julia

— Qual é o nome dele? – perguntou Lorena

— Renan.

— Ah, ele é lindo! Que filé! Na hora jantar sentei ao lado dele. Como é cheiroso!!Arabesco1— É hoje, Gabriel!! – zoava Fabrício

— É! Me juntei com seus primos ontem depois do jantar e combinei tudo com eles. – informou Marcelo

— O que vai ter?

— Não posso falar. É surpresa.Arabesco1— Preparada para o chá de panela? – perguntou Beatriz

— Mais ou menos… o que estão preparando pra mim?

— Surpresa, miga. – respondeu Lorena

— Gente, tô morrendo de fome. Vamos descer para o café? – perguntou Carolina

— Ah, não quero tomar café agora não… – revelou Lorena

— Porque?

— Ah, Ju… aquele primo do Marcelo fica me olhando o tempo todo. Não consigo comer assim.

— Qual? O Renan?

— Antes fosse, Carol. É aquele chato, sem assunto, que quando fala só diz abobrinha.

— Ah! Eu sei quem é! – alarmou Beatriz

— É o Sandro!

— Esse mesmo, Ju! Ele fica me olhando com aquela cara de empada, me dando as cantadas mais velhas do mundo… ai, que tédio!

— Eu vi ontem. Parecia até aquela poesia: o Sandro que gosta da Lorena; que acha o Renan gatinho; que é primo do Gabriel; que vai casar com a Julia; que é amiga da Carolina; que não ama ninguém.

— Só o Marcelo! – implicou Lorena

— Ah, é! E faltou dizer que a Lolô sempre amou o Fabrício, que é irmão da Ju. – replicou Carolina

— Ah! E…

— Ei, ei, meninas! Chega! – apartou Julia – É melhor descermos para o café.Arabesco1Na mesa do café, aconteceu mais ou menos como a poesia de Carlos Drummond de Andrade que Carolina fez menção, só que quando Lorena percebeu que Sandro iria se sentar ao seu lado, ela disfarçou, levantou-se e sentou entre Bia e Fabrício.

— Ué?! Levantou de lá porque? Não ‘tava do lado do Renan? – perguntou Beatriz

— Pois é. Mas aquele “ser” sentou do outro lado.

— Ele não se toca, né?

— É um chato! Enjoado!

— Quem? – quis saber Fabrício – O Sandro?

— É. – afirmou Beatriz

— Ele é insuportável. Fala em você o tempo todo. É um chato ao quadrado.

E, entre fugir dos olhares de Sandro e paquerar Renan, Lorena tomou seu café da manhã.Arabesco1Com o passar dia, as moças da casa cuidaram da ornamentação do ambiente para o casamento que já é amanhã, e o chá de panela que será logo mais à noite. Os rapazes foram arrumar a garagem para a despedida de solteiro do Gabriel e, de vez em quando, colaboravam com a “a força braçal” para carregar arranjos e outras coisas para as moças.Arabesco1— Já levou “a caixa” lá para a garagem? – perguntou Marcelo ao Fabrício

— Não, tá lá no carro do Rodrigo. Pra que uma caixa daquele tamanho todo?

— É uma surpresinha pro Gabriel.

— Uma surpresona, né? Vou lá buscar.Arabesco1— Quem vem, Carol?

— Ah, Ju… é só o pessoal que já tá aqui mesmo, mas te garanto que vai ser legal.

— Não terão muitos presentes, mas o que vale é a diversão, né Bia?

— Com certeza, Lolô.

— Tô doida pra noite chegar!Arabesco1— Já chamei a mina, Gabriel. – revelou Marcelo

— Ué?! A Julia vem?

— Não né, cabeção! A “outra” mina!…

— Pô, Gabriel! Qual é?! Tu acha que eu iria chamar a minha irmã para a nossa festinha?

— Ah, pensei. Sei lá… Bem, galera, vou subir e arrumar umas paradas lá em cima. Até daqui a pouco.

— Valeu, Gabriel. A noite é nossa.

— É nóis.Arabesco1E assim, entre um preparativo e outro, chegou a tão esperada noite deles e delas.

— Vamos, Lolô?

— Já vou, Carol. Só vou tomar uma água e já subo.

— Vem logo. As meninas já estão lá em cima. Só faltam você e a Ju.

— Pode levar ela pra lá! Eu já vou.

— Oi, Lorena.

— Ah, oi, Sandro!…

— Tomando uma aguinha, é?

— É… bom, já  vou subir. As meninas estão me esperando. Tchau!

— Quem tá te esperando sou eu. Desde o primeiro dia.

— ‘que isso, menino?! Me solta!

— Qual é, gata?!

— Ah, sai! Tenebroso!

Lorena sai correndo pela porta dos fundos, encontra uma caixa e se esconde nela.

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E a noite só tá começando…

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo X

O que estão achando da história, galera? Hoje vamos ao 10º capítulo. ;) Enjoy!

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Capítulo X – Segundo dia

— Que bagunça é essa? – perguntava Carolina ao acordar

— Vem lá de baixo… – dizia a sonolenta Lorena

— O que está havendo? – indagava Bia – Cadê a Ju?

— Bom dia, meninas! Os primos do Gabriel chegaram – anunciava Julia ao entrar no quarto

— Ué?! Não eram primas? – questionava Lorena

— Acabou que vieram primos e primas.

— Opa! Melhor ainda!! – comemorava Carolina

— Carol!

— O quê, Bia?

— Tem gatinhos? – perguntava Lorena

— Tem um que é bonitinho.

— Hum… quando a Ju fala assim… – lamentava Carolina

— Ah! Que isso! Bonitinho é feio arrumadinho. Se for cheiroso dá pro gasto!

— Lolô!

— Ah, Bia! Qual é? Estou livre, leve e solta. Sou livre para voar!

— Falou tudo, Lolô! – concordava Carol – Pode pegar qualquer um dos primos do Gabriel para você, menos o Marcelo.

— Porque, Carol? Ele te deu ideia?

— Ainda não, Ju… mas se der mole eu pego!

— Suas doidas!… – ria Beatriz

— Fala sério! Ele não é lindo? Aqueles olhos, aquela boca… ah, meu Deus!

— Tadinho do Marcelo!… Se depender da Carol vai embora sem um pedaço! – gargalhava Julia— Gabriel, o que está acontecendo lá embaixo?

— Meus primos chegaram, Fabrício. E aí? Foi no quarto das meninas ontem?

— Não… nem eu nem Marcelo.

— ‘tava trancado. – completou Marcelo

— Sabe se a Bia já acordou, Gabriel?

— Não a vi lá embaixo não, Rodrigo. Mas, Fabrício, o que vocês tanto queriam lá?

— Nada, cunhadinho… só ver as coisas delas.

— Se bem que só ver as coisas não tem graça… o bom de ver mesmo são elas! – disse Marcelo

— Mas a gente pode começar vendo o quarto! No primeiro mole que elas derem, a gente vaza para lá! – dizia Fabrício

— Falou, parceiro! – concordava Marceloc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0— Meninas, vamos logo senão vai ficar tarde, como ontem. – disse Carolina

— Ah, é! A Ju não pode passar a primeira noite casada “de branco”! – empolga-se Lorena

— Então vamos logo! Só vou avisar ao Rodrigo que estamos saindo e, por mim, a gente já pode ir.

No centro de Friburgo…

— Você quase não enjoou hoje né, Bia?

— Graças a Deus, Lorena…

— Já fez o teste? – indagava Carolina ao descer do carro

— Não – respondeu Beatriz – vou fazer quando voltar.

— Ah! Que bom!! – comemorava Julia – Olha! Aquela ali, na loja da esquerda! É linda! – aponta

— Vamos ver! – puxava Carolinac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Na casa…

— Ju! – chamou Fabrício ao entrar no quarto – Cadê elas? Já saíram? Já saíram!! Tenho que chamar o Marcelo. – diz Fabrício saindo à procura do mais novo companheiro de armações

— Rodrigo, você viu o Marcelo?

— Foi ajudar o Gabriel a receber as flores da ornamentação. Eu também tô indo. Quer ir?

— Daqui a pouco eu vou. Vou dar um pulinho lá em cima e depois vou.

— Quer que eu te espere?

— Não, não precisa. Pode ir. Depois eu vou.

— Valeu então. Tchau!

— Valeu. Tchau!

“Eu, agora, vou lá naquela maravilha que é o quarto delas” – pensava Fabrício – “Pronto! Cheguei. Agora quem não pode chegar são as donas do quarto. Qual será a cama da Lolô? Acho que é essa. Eu a vi com esse travesseiro na viagem. Onde é que estão as malas dela?… Aqui! Achei!! Nossa! Ela é a única pessoa que preenche esse papelzinho que vem na mala…” c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto Fabrício garimpa no quarto das moças, elas encontram a tal lingerie vermelha para Julia.

— Essa é perfeita! – vibra Carolina

— Não tá muito pequenininha, não? – perguntou Beatriz

— Claro que não! A sua, pelo que você nos disse, era muito menor! – entrega Lorena

— Era, Bia? – quis saber Julia

— Só um pouquinho…

— É essa! Vou levar. – declara

— Boa escolha, Ju! – elogia Lorena

— Gabriel vai cair pra trás quando te ver assim! – diz Carolina

— Ah, então não quero mais!

— Por que? Eu ‘tava brincando quando disse que estava pequena.

— Não quero ficar viúva na noite de núpcias!

E a gargalhada foi geral na loja.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Fabrício, ainda no quarto das meninas, continua mexendo nas coisas de Lorena:

— A agenda dela! Será que fala alguma coisa de mim? Pô! Ela não escreve nada além de compromissos! E tá em branco desde a Páscoa!

E ele continua a mexer na agenda, mas não lê nada de interessante. Continua a vagar pelo cômodo à procura de “algo mais” e encontra uma caixa de remédios diferente.c11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0— Oi, amor! – cumprimenta Julia ao encontrar Gabriel em casa

— Oi, minha linda! Nossa! Como vocês demoraram, hein?

— Foi por uma boa causa – explica Lorena

— Você vai gostar! – diz Carolina

— De quê? – pergunta Gabriel

— Você saberá. Na hora certa. – indica Beatriz

— Vamos subir, meninas? – chama Juliac11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0Enquanto isso, no quarto, Fabrício resolve ver do que se trata a tal caixa de remédios. Afoito com o objeto suspeito nas mãos, nem vê um par de sandálias, tropeça nele e, com os susto, a caixa cai de suas mãos para baixo da cama de Julia. Ele se abaixa para pegar, quando ouve a voz de Carolina ecoando pelo corredor.

“E agora? O que farei? Se eu sair, elas me pegam. Se eu ficar aqui elas me encontram” – os passos e as vozes se aproximam – “Vou ficar assim mesmo!” – decide Fabrício se ajeitando embaixo da cama da irmã.

— Gostou, Ju? – pergunta Carolina

— Claro! Gabriel não perde por esperar! Quando ele me ver assim… – comemorava Julia

— E você? O que comprou, Lolô?

— Só uma camisolinha mesmo. Bia, me ajuda aqui, por favor. Essa blusa é horrível de desamarrar.

— Vai experimentar agora? – perguntou Bia

— Vou. Com essa correria da Ju, nem deu tempo.

Carolina: — E se não ficar bom?

Julia: — A moça da loja disse que troca. Cadê a notinha?

Lorena: — Tá aqui. Ué?! Onde guardei?

Beatriz: — Ah! Tá aqui no chão. Quase cai embaixo da cama da Ju.

— Ai, meu Deus!… Elas vão me ver… – pensa Fabrício – ‘tô perdido…

Julia: — Nossa, Lolô! ficou show!

Beatriz: — Essa cor combina perfeitamente com seu tom de pele.

Carolina: — Ficou muito lindo mesmo. Esse Casamento promete!

— Tenho que ver isso – pensa Fabrício se espichando para ver Lorena

— Meninas! O almoço está servido!! – anuncia D. Ana do corredor

— Obrigada. Já descemos, sogrinha! – responde Julia da porta do quarto

Carolina: — E então, Ju? Empolgada para mostrar o resultado ao Gabriel?

Lorena: — Só queria ser uma mosquinha para ver a reação dele.

Beatriz: — Vamos descer, gente? Tô faminta!

Lorena: — Só vou colocar uma blusa.

Julia: — Será que ele vai gostar?

Beatriz: — É claro que vai!

Carolina: — Todo cara gosta desse tipo de surpresa. Ainda mais agora que estarão casados!

Lorena: — Gente, agora morreu o assunto. Senão o Gabriel vai descobrir antes da hora.

Beatriz: — Ah, é!

Julia: — Shiii… vamos.

E entre risinhos e olhares de cumplicidade, as meninas saem do quarto.

— Ufa! Finalmente saíram! – comemorava Fabrício – Caraca! Eu já ‘tava ficando nervoso. Pra completar, nem deu pra ver a Lolô!… Sobre que resultado elas estavam falando? Que remédio é esse aqui? – divagava saindo do quartoc11f14ab3b3f275b6ed2d0fa3340b2a0— Nossa! Que calor! Nem parece que estamos em julho – reclamava Marcelo

— Assim as flores vão morrer… – lamentava Gabriel

— Deve ser por isso que a Bia tem passado tão mal: durante o dia esse calor escaldante, e à noite um frio danado. Não há quem resista. – resmungava Rodrigo

— Talvez não… – duvidava Gabriel

— Como assim? – perguntava Marcelo

— Tem alguém aqui que vai ser papai! – anunciava o empolgado Gabriel

— Eu sabia!! – interrompeu Fabrício – Essa história de vocês nunca me convenceu! Agora tenho certeza!!

— Certeza de que, mané? – indagou Marcelo

— Essa história de cinco anos morando fora e não ter rolado nada entre vocês dois! Seu mentiroso! -  dizia Fabrício acusando Gabriel

— Calma, cara…

— Calma nada, Gabriel! Seu mentiroso! Você já sabia e fingiu que não houve nada! Agora minha irmã vai casar grávida! E você sabia!!

— Quem?! – assustou-se Gabriel

— A minha irmã! A minha irmã!! – repetia aos berros

— A Julia?

— Claro, Rodrigo. Só tenho ela. Essa história de que ela era pura, que iria casar virgem… eu sabia que era mentira! Só espero que não contem nada ao meu pai, ele vai ficar muito decepcionado. E a Julia tá grávida e o Gabriel já sabia, tanto que taí se gabando “alguém aqui vai ser papai”. Seu… seu…

— Ei, Fabrício! Pera lá!! Fica no gelo, maluco. – aparta Marcelo

— Não era da sua irmã que a gente ‘tava falando. – defende-se Gabriel

— Mas tem um teste de gravidez e tudo no quarto dela!

— Hahahahaha!

— Tá rindo de que, Rodrigo? – perguntava Fabrício, enfurecido

— Hahaha! O teste não é dela. Hahaha!

— E é de quem? – quis saber Fabrício, agora confuso

— Hahahaha! É da Bia!

— De quem?

— É da Bia. As meninas acham que ela está grávida e compraram o teste para ela ontem. Hahaha!

— E eu me referia ao Rodrigo. – diz Gabriel

— Ah, é?! Puxa, gente… Sério? Foi mal aê. – desculpa-se Fabrício

Sem título_______________________________

Por hoje é só, pessoal! Até semana que vem!!

QUATRO OUTRA VEZ – Capítulo IX

Olá, pessoal!!

Desculpem a ausência. Como devem saber, sou professora e final de bimestre é uma correria só! É prova para elaborar, prova para aplicar, trabalho para corrigir, prova para corrigir, notas para lançar nos diários de todas as turmas… e, para completar, fiquei alguns dias sem internet (com um oferecimento de Inova Angra, a tipo Net daqui de Mambucaba).

Mas hoje tô de volta e publicarei a seguir o capítulo 9. Espero que gostem! ;)

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Capítulo IX – Primeiro dia

— Meninas, esse é quarto.

— Ai, que legal! Essa é a minha cama. – apontava Lorena

— E essa é a minha! – corria Carol

— Vou ficar aqui com vocês… posso?

— Claro, Ju! – concordava Beatriz

Lorena: — Vamos colocar as fofocas em dia!

Carolina: — Ah, é! Ju, conta pra gente: você já comprou a lingerie vermelha para a primeira noite?

Julia: — Lingerie vermelha?! Não. A minha roupa de núpcias é branca.

Lorena: — Não! Tem que ser vermelha!

Julia: — A sua foi vermelha?

Beatriz: — Claro! É a tradição. A primeira lingerie!!

Lorena: — Tem que ser! É a cor da paixão. Branco é muito… muito… é… muito… branco!

Carolina: — Vamos agora resolver isso! Venham, meninas! Vamos comprar a lingerie vermelha pra Ju. Afinal, Friburgo é a capital brasileira das roupas íntimas.PNG - Arabesco azul 1— Estão ouvindo? – apontava Fabrício

Gabriel: — O que?

Fabrício: — O burburinho no quarto delas!

Marcelo: — O que tem quer ser vermelha?

Gabriel: — Não sei… não entendi direito…

Rodrigo: — A calcinha.

Fabrício: — Ai, meu Deus! Calcinha vermelhinha… de quem? De quem?

Marcelo: — Como você sabe que é da calcinha que elas estão falando?

Rodrigo: — Escuta só. – todos colocam as orelhas na parede que divide os quartos – Ouviram? A da Bia também era vermelha. É a tradição. A primeira calcinha tem ser vermelha.

Fabrício: — Aê, Gabriel!…

Marcelo: — Vai ter calcinha vermelhinha na lua de mel!!

PNG - Arabesco azul 1E no caminho para o centro…

Lorena — ‘cê tá bem, Bia?

Beatriz: — ‘tô. Isso vai passar logo.

Carolina: — Quer que eu pare o carro?

Julia: — É melhor, Carol. Ela ‘tá muito pálida.

Carolina para o carro e Beatriz desce correndo; quase não dá tempo de chegar ao banheiro com Lorena.

Julia: — ‘tadinha da Bia!… Sempre passou mal quando anda de carro…

Carolina: — Mas eu a vi tomando o remédio antes da gente sair. Isso é outro tipo de enjoo.

Julia: — Como assim?

Carolina: — Quando ela voltar pro carro, repare no rosto dela. ‘tá diferente.

Julia: — Boiei, Carol.

Carolina: — Tô achando que ela tá grávida, Ju!

Julia: — Será?

Carolina: — Ela tá voltando. Repare só.

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: — Aonde elas foram?

Rodrigo: — Bia disse que iriam ao centro.

Marcelo: — Vai ter despedida de solteiro, Gabriel?

Fabrício: — Tem que ter!

Gabriel: — Você teve, Rodrigo?

Rodrigo: — Claro! Meu primo arranjou tudo!

Fabrício: — Deve ser na moral. Nunca fui a uma.

Marcelo: — Vamos organizar isso.

Gabriel: — Olha lá, hein?!

PNG - Arabesco azul 1Carolina: — Naquela loja ali.

Julia: — Sex shop? De jeito nenhum!

Carolina: — Não, a do lado.

Lorena: — Essa vitrine tem umas peças bonitas, né, Bia?

Beatriz: — Hum, hum.

Julia: — Ainda não melhorou?

Beatriz: — Vai passar…

Carolina dá um olhar de confirmação para Julia, que passa a olhar Beatriz com outros olhos.

Lorena: — Quer ir na farmácia? Conheço um remédio ótimo para enjoo de carro. Meu ex atual tomava.

Beatriz: — Ex atual?

Lorena: — É! Meu ex namorado mais recente!

Julia: — Essa é nova.

Carolina: — Mais uma da Lorena…

PNG - Arabesco azul 1Fabrício: — Vamos no quarto delas?

Gabriel: — Fazer…?

Fabrício: — Ver como é, ora!

Rodrigo: — Melhor não.

Marcelo: — Vamos.

Rodrigo: — Não, gente.

Gabriel: — É melhor não arriscar. Daqui a pouco elas voltam, aí não vai prestar.

Marcelo: — Eu vou.

Fabrício: — Eu também!PNG - Arabesco azul 1Lorena: — Boa tarde. Me vê esse remédio para enjoo, por favor.

— Pede um teste de gravidez também. – Carolina sussurra no ouvido de Lorena

— Você tá grávida?

— Eu não, Lolô! A Bia!

— A Bia? – surpreende-se Lorena

— Eu acho que sim.

— Pensando bem… faz sentido. Ô, moço! Me dá um teste de gravidez daquele também, por favor.PNG - Arabesco azul 1Fabrício: — Como será o quarto delas?

Marcelo: — Logo saberemos.

Fabrício: — Acho que não…

Marcelo: — Droga! ‘tá trancado!!PNG - Arabesco azul 1— Acharam a lingerie? – pergunta Carolina ao encontrar Beatriz e Julia na calçada de uma loja

— Não… nessa loja não tem o que eu quero. – responde Julia

— Amanhã a gente volta – sugere Lorena

— É melhor. A gente volta com mais tempo e disposição. – concorda BeatrizPNG - Arabesco azul 1Em casa…

Julia: — E aí, meninos? Comportaram-se bem?

Fabrício: — Como anjos, maninha.

Lorena: — Imagino.

Rodrigo: — Você está bem?

Beatriz: — É só um mal estar.

Gabriel: — Deve ser do frio.

Carolina: — Vamos para o quarto, Bia. Lá você toma um remédio, deita, descansa…

Marcelo: — Oi, meninas! Já chegaram? Eu ‘tava na cozinha e nem vi você chegarem… a D. Ana pediu para avisar que já vai servir o jantar.

Julia: — Vou subir e tomar um banho.

Lorena: — É… eu também. Até logo, rapazes.

Carolina: — Vamos, Bia.

Beatriz: — Vamos, sim. Tchau, amor.

Rodrigo: — Descansa. Depois levo alguma coisa para você comer.PNG - Arabesco azul 1Carolina: — Toma, Bia.

— O que é isso? – perguntou

— Um teste de gravidez. – responde Lorena

— Eu não tô grávida! É só um enjoo. Vai passar!

— Bia, por favor… – pede Lorena

— Você tem certeza de que não tá grávida?

— Claro que tenho, Carol!!

Julia: — Meninas, o que está havendo? Do corredor dá pra ouvir vocês discutindo.

— Elas acham que tô grávida. – defende-se Beatriz

Julia baixa os olhos e declara: — Eu também acho.

— Gente, não é possível… é muito cedo…

— Mas você já é casada há mais de um ano, Bia.

— É cedo, Lolô. Rodrigo e eu planejávamos uma criança para o ano que vem, ou para o outro…

— Ela só chegou mais cedo – consolava Carolina

— Mas você ainda nem fez o teste. Calma, Bia. – disse Julia

— É verdade… não fiz. E nem vou fazer!

Lorena: — Bia!…

Julia: — Deixa, gente. Ela não quer fazer. Quem vai ficar na dúvida é ela.

Carolina: — Até porque nós temos certeza! Bem, é melhor deixa esse assunto de lado e descer para o jantar. Você vem, Bia?

Beatriz: — Daqui a pouco. Podem ir.

As meninas descem para o jantar e Beatriz fica sozinha no quarto com o tal teste.

“Faço ou não faço?” – pensava Beatriz – “Se der negativo? E se der positivo? O que Rodrigo vai achar? Ai, dúvida cruel… vou fazer. Não! Eu não tô grávida. Não é possível. Eu fiz tabelinha… será que errei nas contas? Para de me olhar!” – disse para a caixinha – “não vou nem te abrir. Não me chame! Vou jogar isso fora.”

— O que é isso? – perguntou Rodrigo ao entrar no quarto.

— Ah, nada! – diz Beatriz com  a caixa nas mãos

— Que remédio é esse? Você tá tomando remédio pra que? Deixe eu ver.

— Não é remédio, é…

— Teste de gravidez? – perguntou Rodrigo lendo o rótulo – Amor! Você tá grávida?

— Não, eu não.

— Quem? A Julia? O Gabriel já sabe?

— Não, ninguém. Ainda não. É que…

— Bia, não tô entendendo.

— As meninas acham que eu tô grávida, é mole?! Mas a gente fez tabelinha, né? Não é possível.

— Não sei… a gente pode ter errado nas contas. Cadê o resultado?

— Eu ainda não fiz o teste,

— Vai lá, faz! Vou te esperar aqui.

— Rodrigo, eu tô com medo. E se der positivo? Eu não tô pronta para ser mãe. Eu… não vou fazer.

— Mas, Bia… a gente sempre quis isso! Porque não faz o teste?

— A gente queria pro ano que vem.

— E se vier agora, vai ser melhor ainda. O preparo para ser pai, mãe, vem durante os nove meses.

— Tudo bem, vou fazer. Amanhã.

— Tá. Amanhã.

As moças e os rapazes voltam para seus quartos. É hora de dormir.

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Semana que vem tem mais! Até terça!