esperar, esperar…

“Quando fazemos um bolo, temos que esperar o tempo de assar. Se ficarmos abrindo a tampa do forno, vai desandar (ficará solado). Se soubermos esperar direitinho, no tempo certo, saborearemos um delicioso bolo! Tem que saber esperar.”

bolo

Sobre o amor

Domingo passado, na Igreja onde minha mãe congrega, o culto foi dirigido pelo grupo de senhoras da congregação e as participações especiais não poderiam deixar de ser das mulheres da Igreja. Minha mãe solou um louvor (o que a deixa muito tensa), meu irmão gravou e enviou para o grupo que temos no WhatsApp.

2017-05-22-11-34-46Meu pai gosta muito da cantora Rose Nascimento mas, mais do que da Rose, papai gosta mesmo é de ver mamãe louvar.

2017-05-22-11-35-38Para mim, Casamento é isso! Parece bobagem, mas não é. Meus pais têm 35 anos de união (Bodas de Coral!!) e durante esses anos, eles passaram por muitos altos e baixos, muitas lutas e dificuldades, mas conquistaram muitas coisas e muitas vitórias também. E eles só conseguiram manter o Casamento graças ao apoio e suporte que um sempre deu ao outro.

Papai se declarar fã de mamãe é só mais uma forma de apoio. No início dos anos 80 minha mãe apoiava meu pai para que ele estudasse para o concurso do Corpo de Bombeiros e não é que ele passou e fez carreira? Nos anos 90, quando já estávamos crescidinhos, mamãe quis trabalhar e quem deu apoio para ela se preparar para os concursos? Isso mesmo: meu pai. Quando papai resolveu retomar os estudos e terminar o Ensino Médio mamãe o apoiou totalmente. Quando mamãe optou por fazer uma cirurgia super delicada, quem a apoiou na decisão, no pré e pós operatório foi papai. E esses são apenas alguns exemplos de forma de amor que eles nos dão diariamente.

Silvana & Sérgio, meus pais

Casamento não é só expressão física de amor, é amar todos os dias um pouquinho, com demonstrações de afeto, com apoio, com sobremesa favorita, com chocolate no travesseiro, com louça lavada, com sussurro, com presente caro, com lembrancinha, com bilhete, com sms…

Uma flor é cuidada todos os dias. Todo dia você deve regar um pouquinho. Se, de repente, você jogar um balde d’água, ela vai morrer afogada. Da mesma forma, se deixar de regar, ela vai secar e morrer. O amor é assim: deve ser cuidado, regado diariamente.

Seja o fã nº 1 de seu cônjuge. Seja o apoio que ele precisa. Seja a grata surpresa do dia. Seja seu o admirador nada secreto.

AME E NÃO TENHA VERGONHA DE DEMONSTRAR.

Vida de Adoração

O que seria uma vida de adoração? Quando se diz isso, as pessoas já imaginam um monte de gente dentro da Igreja todos os dias. Mas adorar a Deus é mais que isso. Beeeem mais.

Certa vez ouvi uma definição de adoração que achei maravilhosa: “adorar a Deus é fazê-Lo sorrir”. De vez em quando me pego pensando se tenho feito Deus sorrir com minhas atitudes. E não é só com atitudes dentro da Igreja ou no meio dos meus irmãos. É EM TODO O TEMPO.

Uma forma de adorar a Deus é dando bom testemunho no meio onde você vive, sabe? Desde as coisas mais simples (como devolver os centavos que vieram a mais no troco), às mais complexas (não levar aquela bike bonitona só porque ela está no bicicletário sem cadeado). Como cristãos, devemos sempre fazer as coisas certas -mesmo que mais ninguém as faça- e não fazer coisas erradas -mesmo que todo mundo faça.

Sim, é chatinho e não é fácil ser o certinho o tempo todo. Mas é a forma que Deus quer que vivamos nossas vidas: dando o exemplo.

Esses dias, conversando com Leandro, falamos sobre o comportamento de alguns alunos meus. Os adolescentes, de modo geral, não largam seus smartphones de jeito nenhum, nem durante as aulas. O professor está explicando o conteúdo e eles continuam com seus fones nos ouvidos prestando atenção em seus aparelhos. Se você é cristão e faz isso, além de falta de respeito com o profissional que está à sua frente, é mau exemplo para os ímpios que te cercam. Como cristãos, precisamos abrir mão de nossos smartphones não só durante os cultos mas também no decorrer das aulas no Colégio.

O bom testemunho é dado nos pequenos detalhes de nossa vida diária. O amigo não crente observa e percebe que VOCÊ age de forma diferente, até que ele percebe que essa diferença é a vida de adoração que você realmente vive.

Metaforicamente: você e o relacionamento com seu celular têm dado um bom testemunho de vida? O Senhor Jesus só está pedindo que você abra mão um pouquinho do seu smartphone, não está pedindo pra você abrir mão de sua vida. Não, ainda.

Casamento x Maquiagem

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Quando tinha por volta de 16 anos, minha mãe já era Consultora Natura. E, quando acontecia algum evento que ela não podia ir, eu a representava e nisso acabei fazendo cursinhos de perfumaria e de maquiagem. Não saí expert, mas consegui guardar alguns ensinamentos e um deles é que não devemos nos focar em “consertar” as imperfeições, mas dar destaque nos pontos positivos.

Assim deve ser com o Casamento (e outros relacionamentos, inclusive): não devemos tentar ficar mudando o outro, reclamando de seus defeitos; devemos prestar atenção e valorizar as virtudes e qualidades do companheiro para o relacionamento ficar cada vez mais bonito.

O blog tá de cara nova!!

Esses dias percebi que o querido blog aqui estava ficando mais desatualizado do que o de costume, então resolvi dar uma modificada na página.

img-blogPara início de conversa, alterei o nome de “O meu blog de variedades” para “De Vanessa, um pouco” em referência à expressão de tudo, um pouco. O blog não mudará a área de atuação e nem seguirá uma única vertente mas, como o próprio nome sugere, continuará falando de variedades ainda sob a ótica desta que vos escreve.

O layout do blog também foi modificado, para dar um tom mais pessoal à página (agora temos fotinhos no cabeçalho!), o Blogroll foi atualizado e está à direita da página principal (entraram links novos e alguns -que nem existiam mais!- saíram). No topo do site temos abas novas: uma explica um pouquinho sobre os objetivos do blog e a outra fala sobre a autora.

Quanto às publicações, estou empenhada em escrever pelo menos uma vez por semana. Porém, quando não tiver o que escrever, não vou postar qualquer coisa só “para bater o ponto” e não haverá publicação (tranquilo! Meus 2 seguidores fiéis já estão acostumados com isso. Hahahaha!).

Ainda sobre as publicações, estou pensando em compartilhar um capítulo por semana de uma história (ou seria um livro?) que escrevi quando ainda estava no Ensino Médio, mas para isso preciso encontrar o caderno onde rascunhei o romance.

Pai! Mãe! Meu caderno ficou na casa de vcs? rs

Pai! Mãe! Meu caderno ficou na casa de vcs? rs

Bem, basicamente é isso. Espero que dê certo e seja construtivo para todos.

Bjnhs e até mais! :*

Perder

Nunca saberemos como lidar com a perda. Seja de um simples objeto ou de uma vida. Perder é sempre muito difícil…

Em 2012 um formando do colégio, o Arthur, durante a instalação de um toldo encostou num cabo de alta tensão. Arthur foi eletrocutado e morreu na hora.

Ano passado, numa briga entre vizinhos, um ex aluno nosso, Robert, foi executado.

Também ano passado, às vésperas de sua formatura Érika sofreu um acidente de carro e ela e o irmão, Érik, morreram ainda no local do acidente.

E hoje, 12 de agosto de 2014, recebi mais uma surpresa desagradável: Yuri, formando 2014, passou mal, teve 3 paradas cardíacas e na 4ª parada não resistiu e faleceu.

Eram alunos do Ensino Médio, todos tão novos!… Com menos de 20 anos… não consigo me acostumar com esse tipo de perda.

Perder o Yuri assim, dessa forma, por mais incrível que pareça, me chocou mais do que o falecimento dos outros alunos. O menino estava bem, aparentemente saudável, não era envolvido com drogas, nem anabolizantes. Um choque muito grande para todos.

Mais um aluno nosso se foi. E um bom aluno. Não só academicamente falando, mas humanamente. Yuri foi um rapaz muito bom. Não porque todo mundo que morre era bonzinho, mas porque ele realmente era. Era gentil, solícito, educado.

Mais um aluno nosso se foi. E não por culpa de violência ou drogas; por culpa da fatalidade. Não tem como encontrar a culpa para o falecimento do Yuri. Não há culpados.

Mais um aluno nosso se foi. Um aluno novo, cheio de planos e vida pela frente. E infelizmente não sabemos o tamanho do caminho que temos à frente nesta estrada chamada vida.

Mais um aluno nosso se foi. Mais uma ferida se abre em nossos corações e mais uma vez não sabemos como lidar com isso.

Meu Deus, que do Senhor venha o consolo, porque nada do que pense ou diga será capaz de me confortar, imagine a família desse menino.

17 de fevereiro

Este é um dia especial para nós desde 2008

Quando nos conhecemos, em 25 de agosto de 2007, de cara, antes mesmo de sermos apresentados, eu disse “É ele!! É com ele que vou casar!”. Riram de mim, não acreditando em minha tão espontânea fé. Mas eu acreditei. Deus acreditou. E foi Deus quem nos uniu.
Começamos a orar e, passado o prazo dos 12 encontros e 1/2 (sim, 1/2 encontro!! rs), Deus nos honrou e respondeu confirmando que nosso amor é de Sua vontade.
17 de fevereiro de 2008 foi o dia do 1/2 encontro que faltava para fechar nosso período de oração e esse dia aconteceu cheio de expectativas de nossa parte e de nossos familiares.
Depois de um almoço em família, no intervalo de um Flamengo x Botafogo, quando já estava na hora de nos despedirmos, Leandro pediu a palavra e começou a dizer o que tanto esperei ouvir. Em tom quase que solene me perguntou se eu queria ser sua namorada. Minha vontade era dizer “claro que quero!”, pular ou fazer qualquer coisa mais efusiva do que o “quero” tímido que respondi mas, incrivelmente, naquele momento tão especial me faltou o ar e, com ele, as palavras. Ele perguntou aos meus pais se permitiam e abençoavam nosso namoro e, tanto meus pais quanto os dele, responderam que sim. Oramos entregando a Deus nosso namoro pela primeira vez. E também foi nesse momento que ele me chamou de “namorada” pela primeira vez.
E chegou a hora da primeira despedida dos novos namorados. Enquanto seu pai foi manobrar o carro, nos despedíamos no portão. Foi aí que ele me deu um beijo na testa, depois respeitosamente beijou meus lábios e declarou: “Esse é o primeiro dos muitos beijos que vou te dar.” E há 6 lindos anos ele cumpre fielmente essa promessa. ♥

São 6 anos de namoro, companheirismo, amizade, alegria, felicidade, cumplicidade, fidelidade… de amor! Faz 6 anos que sou uma pessoa mais feliz, mais tranquila, mais amada. Esses tem sido os 6 anos mais plenos de minha vida. E a culpa, se assim posso dizer, é tua, LEANDRO SANTOS NOGUEIRA.
Obrigada por tudo o que vc é para mim!

Esses são nossos primeiros 6 anos de namoro e, como já disse outras vezes, daqui para mais de 6, 12, 18 (…) décadas quero ver todos os dias aquele sorriso lindo, que tanto me chamou atenção e me conquistou. Quero que ele seja a última que verei antes de dormir e a primeira coisa que verei ao acordar. Para sempre. ♥

NEOQSEAV.
Sua esposa, sua eterna namorada
Vanessa Vasconcellos Imenes de Oliveira Nogueira

 

E o povo continua pastando…

Lendo II Crônicas 36.5-21, fiquei meditando no quanto Israel padeceu por conta de seus maus governantes, por causa das más escolhas que seus reis fizeram. Pensei: atualmente não é diferente!! Lendo sobre os reinados de Jeoaquim, de Joaquim e de Zedequias, vi o quanto eles fizeram “o que era mau perante o Senhor” e comparei o momento ruim que temos vivido em nosso país, especialmente em nosso estado (o Rio de Janeiro).

Lembro da campanha de nossa presidenta, dela dizendo que era um absurdo privatizar empresas federais. E o que vemos agora? Nosso pré-sal está sendo leiloado e um consórcio será responsável por nossa riqueza. Tô achando que privatização mudou de nome…

E os royalties do petróleo, aqui do Rio? Era um tal de “veta Dilma” pra lá, “veta Dilma” pra cá e, quando todos estavam certos de que a presidenta ficaria a nosso favor, ela nos deixou perder parte dos royalties.

O Maracanã, reformado para a Copa do Mundo com o dinheiro dos nossos impostos, também foi privatizado. Ou melhor, um consórcio o administra, agora. Quando vamos ao estádio, nem podemos mais gritar “o Maraca é nosso, ah-ha, uh-hu!” por que não é! É do Eike Batista e de seus amiguinhos. Isso sem contar os outros estádios e os vários aeroportos que estão sendo reformados para a Copa país a fora.

Quando entrei em greve, há quase 80 dias, eu entrei para lutar por uma Educação melhor, de qualidade, decente ao menos. Mas, como o povo de Israel, estou padecendo por conta de meus governantes. No caso, em especial, por causa do governador do estado do RJ e de seus “paus mandados”.

No primeiro post que fiz sobre a greve expliquei as razões de ter aderido ao movimento. Falei sobre Wilson Risolia (Economista que está como Secretário de Educação do RJ); das salas de aula cheias, apertadas e abafadas; do aluguel dos aparelhos de ar condicionado… Na ocasião, escrevi “(…) é por essas e outras razões que estou em greve. Por melhores salários, melhores condições de trabalho, pelo fim da meritocracia, pelo fim da certificação. Gostaria, muito, que nossa paralisação surtisse efeito rápido, para que nossos alunos não fossem mais prejudicados do que já são por esse sistema miserável. Mas nem negociar essa corja quer! Estou em greve há um mês e só saio dela quando recebermos ganhos reais. Cansei de esmola, Senhor Governador!! Cansei de papo furado, Senhor Secretário!! Quero ação!! (…)”. E permaneci paralisada até ontem, 24 de outubro, quando houve assembleia da Rede Estadual, e a greve foi suspensa.

Se quer negociar com os professores o Estado aceitava. Quando, de repente, um Ministro do Superior Tribunal Federal, Luis Fux, convocou os representantes do SEPE (nosso Sindicato) e os representantes do Governo (no caso, o Sérgio Cabral, mas quem compareceu foi o Risolia) para uma audiência de conciliação. No meu entender, o SEPE deveria levar nossas reivindicações ao STF e lutar para conquistar algo pela categoria no dia 22 de outubro. Pensei que fosse ganhar de aniversário alguma das coisas pelas quais lutei, mas o SEPE não me representou e me presenteou com a amargura da decepção no dia em que completei mais uma primavera.

Tudo o que recebemos foi a garantia de que nosso ponto não seria cortado (o que, aliás, já era nosso direito!!). O sindicato foi à Brasília passear e tirar as multas dele e, em troca, nos “vendeu” prometendo a reposição das aulas. Eles têm licença sindical e não terão que fazer reposição em janeiro então, para eles, tanto faz! Aí, me vem a coordenadora geral do SEPE dizer em rede nacional que isso é vitória!… Tá de brincadeira, né?! Só se for vitória para eles, do sindicato, que não teriam mais que pagar multa pelos dias de greve.

A greve da Rede Estadual foi suspensa. Não recebemos NADA! Fiquei em greve por mais de 2 meses à toa! Estou voltando para a sala de aula mais vazia do que saí!

Estou decepcionada! Me sentindo desamparada. Sindicato vendido!

Como olharei nos olhos dos meus alunos? Com que moral voltarei às salas de aula? Direi a eles que lutei em vão? Que eles ficaram sem aulas por mais de 2 meses para eu voltar ao colégio dizendo que nada conquistei? Que nossos representantes querem mais é nos ver pelas costas? Que só pensam do deles e o povo “que se lasque”?

Direi a eles que tirei umas férias extras de 2 meses, como disseram uns pelegos por aí? Como explicarei para eles que confiei num Sindicatozinho que se vendeu? Bando de Judas!! Devem ter nos vendido por qualquer miséria, ainda!

Como diz na Palavra, “maldito o homem que confia no homem” (Jeremias 17.5a) e “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Nos deixamos levar pela emoção e depositamos nossa total confiança no SEPE e eles nos traíram! Estamos padecendo por confiar, de maneira cega, nessa gente.

O povo de Israel sofria as consequências de seus reis insensatos, mas estes reis eram impostos a eles. Sabemos que o trono é uma herança, logo, o povo não tinha autonomia para decidir quem governaria sobre eles. Mas nós, brasileiros, temos o que chamamos de DEMOCRACIA, do poder do povo e para o povo. Podemos escolher e eleger quem nos representa para governar sobre nós. Então, se estamos padecendo, diferentemente do povo de Israel, É POR NOSSA CULPA, que escolhemos mal nossos políticos! Acorda, povo!!

Posso até mudar de ideia depois, mas atualmente penso: GREVE NUNCA MAIS!

 

Vanessa Vasconcellos Imenes de Oliveira Nogueira
(Professora do CE Almirante Álvaro Alberto – Paraty/RJ)